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Postado por
Fernanda Rodrigues
às
15:12
Já fui enganada por dois Rogérios. E algumas Claudias já me trouxeram concorrência. As Márcias e Adrianas sempre foram minhas amigas. Homens morenos sempre me destrataram e os de óculos me ignoraram. Gente de Libra costuma se dar bem comigo, mas passa um tempo e começa a falar mentiras. Os engenheiros costumam se achar melhores do que eu e os advogados com o passar do tempo acabam virando só meus amigos. Meus amigos pareciam gays e eu achava que não devia pensar que eles eram gays pois estava sendo preconceituosa. Depois de um tempo eles acabaram se assumindo e inclusive um deles me falou que há coisas na vida que são óbvias. Bem, vindo dele, aquele marica que me usou sem me avisar em eventos para fingir que tinha uma namorada (e queimou meu filme com os outros homens do nosso círculo de relacionamento) fiquei ciente de que onde há fumaça, há fogo.
Esses acontecimentos vão marcando a vida da gente e formando pós-conceitos que podem coincidir ou não com preconceitos tradicionais. Os moreninhos costumam chifrar as namoradas. E quando eu me afasto de um moreninho não é por eu ser racista. É por eu achar que aquele tipo de homem não é confiável, segundo minhas experiências anteriores. Da mesma forma poderia ter sido com loiros. Ou com ruivos. Calhou de ser com morenos. "Eu não gosto de morenos". Essa frase dá cadeia. Mas não tem nada a ver com racismo. Eu não gosto de morenos justamente porque gostava deles e levei um pé na bunda. Meu preconceito nasceu posteriormente ao pé na bunda. Então parece preconceito, mas é pós-conceito.
Os homens que usam brincos nem sempre são gays. Mas podem virar, como meu amigo do colegial que desmunhecou total. Ele gostava de mulher, mas hoje quer ser a Cher. Então, quando eu encontrar outro cabeludo com uma caveira tatuada no braço, logo vou pensar que ele talvez queira ser a Cher. Isso é relação mental. Lógica, associação. Preconceito, não.
Postado por
Fernanda Rodrigues
às
14:57
Jesus, que veio ao mundo com tanta boa intenção, deve estar lá em cima puto da vida. Ele não precisa olhar pro mundo todo - basta focar a cidade de São Paulo e já tem motivos de sobra pra cair pra trás.
Nesse final de semana teremos a Parada Gay. Lugar paz e amor que quando visto de perto tem sangue, vômito, bebedeira e putaria. As ocorrências policiais em centenas, dão o tom do evento mais colorido de todos. Eles dizem que os heteros são os culpados das arruaças, mas quem já andou por lá sabe que não é bem assim. Segunda-feira a cidade novamente contabilizará os estragos feitos pelas drogas de todos os gêneros, consumidas aos montes pela galera mais fashion da cidade. Não será fruto de todos. Mas os que já vivenciaram isso, se tivessem algum respeito pela nossa cidade não comporiam novamente essa grande parada do orgulho egoísta. Em tempos de progresso e aceitação, a grande massa diferente luta de todas as formas para dizer que quem não experimentou dar ou comer o sexo semelhante é que está fora de moda. Os instintos primitivos hoje são sinônimo de agressividade e não de sobrevivência.
Segundo um seguimento da turma do glitter, ser hetero é ter preconceito. Não basta eu conviver com eles da forma mais pacífica do mundo. Não basta eu ser amiga deles. Não basta contratá-los como médicos, advogados. Não basta dar audiência para eles na Tv. Nem comprar ingressos para vê-los no teatro. Para aceitá-los de verdade terei eu que me apaixonar por uma mulher, aí sim serei um ser humano livre de preconceitos.
A esse seguimento deixo meu recado mais sincero: "Eu sou mulher e minha anatomia não nega isso. Não uso silicone, nem marombei a bunda. Sou bonita e gostosa e meu organismo espera fervorosamente por uma fecundação saudável e cheia de desejo. Digo, do alto de minha feminilidade, aos que me incentivam a dar uma saída com outra mulher, só para provar como é tesudo ser moderno, que assim como minha mão se afasta do calor, quando está prestes a ser queimada, meu organismo instintivamente deseja o sexo oposto. Foi Deus que me fez assim. E estou muito satisfeita, diferente de muitos modernos que incessantemente buscam no complicado aquilo que Deus nos deu de graça. Caso não consigam prazer através do caminho mais simples, não tentem convencer aqueles que estão felizes, a buscar a felicidade de uma forma "diferente". Há muitas maneiras de se relacionar com o mesmo sexo, com a mesma pessoa, no mesmo lugar, e até na mesma posição. Quem não consegue é porque não tem criatividade suficiente. Quando falam em limitações, estarão se referindo a quem?
Postado por
Fernanda Rodrigues
às
11:49
Ultimamente percebi que transformei minhas postagens num diário, coisa que sempre abominei. Gostava de florear em textos diferentes, inventar sotaques e historinhas com fundo moral. Mas atualmente ando passando por uma fase de excesso de sinceridade. Acho que andava precisando disso pra me desestressar. O que aconteceu é que em minhas buscas profissionais me descobri muitas coisas. Especialmente médica. Minha família tem tantas doenças que acabei virando pesquisadora de bula e como minha mãe é daquelas que toma remédio dois dias e depois deixa pra lá, a doença volta de um jeito diferente e eu corro atrás de remédios diferentes, até que a doença passa sozinha e eu acho que fui eu quem curou ela.
Isso faz bem para o meu ego, pois me sinto útil. Mas no fundo sei que a doença foi embora porque quis. E o máximo que eu fiz por ela foi livrá-la dos efeitos colaterais. Ah, como o universo é complicado. Os comportamentos imprevisíveis e o organismo, o fundo do mar. Hoje mesmo vou atrás de vitaminas para tratá-la de uma forma mais natural. Minha família é da área da saúde, mas como em casa de ferreiro o espeto é de pau, eu invento um jeito de contornar as coisas. Minhas irmãs me odeiam por isso, mas pelo menos minha mãe vai reclamando menos, o que já é uma grande coisa. Minha tia teve que cuidar de um homem doente que passou a vida toda a traindo com uma empregada. Fez outra casa igual a dela e teve filha com a outra. Depois ficou doente e ela que teve que cuidar. Nesse caso eu acho que não me dedicaria tanto a ele, já que foi um filho da puta. Mas ela cuidou direitinho. É difícil dedicar a vida a pessoas que não valem a pena. Falando nisso há pessoas que pagam plano de saúde anos e anos e nunca vão ao médico. Acredito eu que os planos de saúde deveriam ser obrigados a fazer um check-up anual preventivo a todos os associados, já que segundo eles além do lucro o objetivo é a qualidade de vida. Eles são mentirosos, porque se fossem teriam tido essa ideia. Já que não tiveram, quem deveria ter é o governo. Porque tantas vezes procuramos mil doenças e no final é uma carência vitamínica, facilmente diagnosticável com um pouco de boa vontade. Esse mundo é uma merda.
Postado por
Fernanda Rodrigues
às
18:19
Ontem conversei com um rapaz no MSN e comentei que não gosto de passar a vida toda sem ver a cor do sol.
Ele achou um comentário estranho...
- Como assim?
- Ah... tipo levantar bem cedo e sair correndo, pegar trânsito e se enfiar no escritório e só sair quando o dia já acabou. Ficar longe dos meus parentes direto, sem poder fazer nada diferente naquele horário. Sem ver o dia, o sol, a chuva. Presa. Gostaria de ter mais liberdade pra poder ser feliz.
- Ué? Como assim? A gente precisa pagar as contas!
- Eu sei, mas será que esse é o único jeito de trabalhar? Prefiro ser mais livre, não ter horários fixos. Ver o dia acontecer em todas as suas fases. Senão dá a sensação de que a vida está passando e eu nem estou percebendo...
- Mas a vida é assim mesmo!
- Eu vou tentar fazer com que a minha seja diferente, porque assim não sou feliz.
- Bem, agora tenho que ir. Foi um prazer te conhecer.
- Ok, bjs!
... Tá vendo como ele se livrou rapidinho daquilo que considerou uma perda de tempo? Era mais ou menos isso que eu queria explicar pra ele. Mas nem deu tempo.
Postado por
Fernanda Rodrigues
às
22:29
É assim que se escreve agora? Antissocial? Não sei se é, mas deu pra entender, né? Anti-social. As pessoas me irritam! Não que eu fique p da vida com ninguém, nem que seja mal educada. Mas tem coisas que me enchem a paciencia demais.
Quer um exemplo? Papinho de menina apaixonada por mano véio que só quer saber de levar as mina pra balada e os mano pro futiba. Combinam churras lá pelas tantas e depois ficam miguelando pra pagar o pãozinho. Essas meninas passam o dia todo alisando o cabelo, quando não trabalhando em pé em loja popular e ainda querem treta com neguinho fdp.
Aí vc sobe no ônibus e elas tão com aqueles papos no celular, dando risadinha e pagando de trouxa. Não é irritante? Outra coisa que eu não aguento é idoso que arruma TODAS as doenças desse mundo e quer contá-las de uma vez só. Mas é só aparecer alguma coisa que interessa pra eles que te deixam falando sozinho em dois tempos.
Outra coisa é aquele povo que não para de te arrumar serviço grátis. Tudo eles querem, nada eles fazem sozinhos (faziam tudo antes de te conhecer, mas agora vc é a única esperança do fdp).
NÃO SEI ONDE MINHA MÃE ESTAVA COM A CABEÇA QUANDO ME DEU TANTA EDUCAÇÃO.