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Adesivo




PROPAGANDA ELEITORAL


Desgraça pouca é bobagem ! Está tramitando na Câmara o Projeto de Lei Complementar 492/09, que permite a publicação, na internet, de texto, som e imagem relacionados a programas de ação e propaganda eleitoral sob a responsabilidade de candidato ou titular de mandato eletivo. Pelo projeto, esse tipo de divulgação não será considerado crime eleitoral nem conduta passível de inelegibilidade. A proposta, que tramita em regime de prioridade, será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e pelo Plenário.

Concursos Fajutos

Deixo aqui meu relato de alguns concursos que foram feitos para arrecadar dinheiro em cima da boa vontade do povo:

  1. Memorial da América Latina
  2. Imprensa Oficial
  3. COREN - Não responde e-mail, nem a Vunesp
  4. Prefeitura de São Paulo
  5. PRODAM
  6. CRECI
  7. Hospital do Servidor Público Estadual

Muitos deles não chamaram sequer os primeiros colocados. Obs: tenho provas.

É bom pensar bem antes de investir em concursos, apostilas e cursos.

O Homem do PAC

Ué...

Isso eu li no blog da subprefeita da Lapa, respondendo às cobranças dos cidadãos-contribuintes:

"Hoje foi a Audiência no Jaguaré. Já enfrentei reações de desagrado em outros lugares quando eu digo "o Sumaré tem problemas, mas o Jaguaré tem MUITO mais"; "Vila Romana precisa de recapeamento, mas o Jaguaré está na frente da fila". Os distritos mais distantes tem problemas seríssimos - pela distância, pela história e características, pela falta de visibilidade na imprensa etc. Jaguaré, Jaguara e Leopoldina são muito mais maltratados do que Lapa, Perdizes e Barra Funda (que já tem lá seu caminhão de problemas)".

"No meio da exposição, eu disse que só em março, por exemplo, a Sub Lapa já podou 300 árvores, removeu mais de 30, plantou 108. São os dados referentes ao trabalho de todas as nossas equipes nos primeiros 20 dias do mês."

(Soninha Francine, Subprefeita da Lapa em 23/03/2009)

Ao ler essa declaração da subprefeita, algumas coisas me intrigaram:

  1. Se 300 árvores foram podadas em 20 dias, apenas 15 árvores são podadas por dia, o que dá uma média de 2 árvores por hora. Isso significa que a subprefeitura conta com apenas uma equipe para a poda de árvores na subprefeitura inteira da Lapa.
  2. Se o Sumaré, Vila Romana, Barra Funda e Perdizes têm um caminhão de problemas, mas estão no fim da fila para a resolução dos mesmos, não deveriam ter um abatimento em seus IPTUs, já que a prestação de serviços não é garantida nem prioritária? O que acontece não é o contrário? Essas áreas não contam com o IPTU bem mais caro do que Leopoldina, Jaguaré e Jaguara?
  3. Como a área de Perdizes está quase que totalmente verticalizada, contando com edifícios de no mínimo oito andares em média (muitos de mais de vinte andares), multiplicando-se o valor desses IPTUs todos não haveria disponibilidade financeira da Prefeitura para ao menos recapear as ruas? Minha rua, por exemplo, conta com mais de 2.000 habitantes em uma extensão de 1,5 km. Será justo escutar que não podemos ser atendidos pela Prefeitura porque há bairros mais distantes que têm prioridade?
  4. Afinal de contas, os impostos não são cobrados no compromisso da prestação de serviços durante o ano vigente? Se a prestação de serviços não se efetivar, é possível pedir ao PROCON nosso dinheiro de volta? É possível acompanhar o destino do mesmo?
  5. Não é preciso ser muito bom em matemática para fazer essa comparação: Se os bairros que têm os menores problemas arrecadam muito dinheiro em relação aos que têm os maiores problemas, não seria justo investir o dinheiro resolvendo os problemas pequenos (se é que se pode chamar de problema pequeno três óbitos por queda de árvores) e usar o dinheiro dessas pessoas para ajudar a resolver os problemas grandes das outras regiões?
  6. Ninguém está pedindo desconto no imposto, apenas solicitando a justa e obrigatória prestação de serviços mediante ao pagamento adiantado efetuado pelos milhares de contribuintes (apenas Pompéia e Perdizes somando cerca de 300.000 pessoas).
  7. É triste saber que novamente não teremos respaldo para a poda de árvores, para o recapeamento, para a coleta de lixo.
  8. É triste saber que o método de divisões de subprefeituras foi inspirado no Brasil, onde São Paulo tem que manter dezenas de outros estados, sem poder visualizar o destino de seus recursos.
  9. É triste saber que não existe ordem nem mão-de-obra suficiente na Prefeitura.
  10. Mais triste ainda perceber que o cálculo do IPTU é baseado nos panfletos enganosos das construtoras, que põem o preço que querem, atribuem o nome do bairro conforme lhes convêm, e a Prefeitura, ao invés de avaliar os imóveis por parâmetros próprios, toma base nesses parâmetros para lesar o contribuinte, respondendo com descaso, mil desculpas, falta de prazos e compromissos para devolver o que nos é de direito.
  11. Se não há previsão para a prestação de serviços, que não haja data de vencimento de nossas contas.
  12. Vexatório é o sistema, o método e o porta-voz.

Ronaldo

Esse vídeo do Lula e do Ronaldo é um barato. Vale a pena assistir. É só clicar aqui, esperar carregar e apertar o play.

Nem tudo está perdido!

Agora há pouco levei um susto! Entrei no blog da Soninha, que é subprefeita da minha região e me surpreendi. Já é diferente um "político" ter um blog onde fale sobre sua rotina, mas mais diferente ainda foi o que ela fez hoje:

Após receber seu primeiro salário, postou no blog seu hollerith completo, com descontos e tudo mais. Ontem estava falando que dinheiro é assunto proibido para a sociedade (ainda mais para políticos) e hoje tive essa surpresa. Acho que talvez valha a pena remar contra a maré. Ela está fazendo isso.

Não votei nela e discordo de muitas de suas idéias, mas após ler suas postagens e um outro blog, onde ela conta com riqueza de detalhes o porquê de ter saído do PT, confesso que vejo nela muitos exemplos a serem seguidos.

Aqui está a cópia de seu hollerith como Subprefeita da Lapa:

(...)

Recebi meu primeiro salário. Agora já sei quanto ganho.

Eu sabia que era "menos que vereador", mas não sabia exatamente quanto.

Se bem que esse é o acumulado de janeiro e fevereiro, então não é o valor "real".

Aí vai:

Vencimentos

Padrão de Vencimento/Salário - 12 dias - R$847,57 (Esse é o de janeiro, claro)

Padrão de Vencimento/Salário - 28 dias - R$2.189,55

Atualização Monetária - DEC 31131/92 - R$10,62

Verba Representação - L 11511 - R$1.365,87 (Não sei bem o que quer dizer, mas ainda bem que existe. Certamente é apenas um jeito de reforçar o salário)

Verba Representação - L 11511 - R$3.258, 50 (Essa é a de fevereiro)

Auxílio Refeição - R$94, 23 (Não sabia que tinha isso!)

Auxílio Refeição - R$188,46 (E esse é fevereiro também)

Total de vencimentos - R$8.224,80

Mas...

Descontos:

Imposto de Renda na Fonte - -R$1.362,25

Contribuição RGPS/INSS - -R$243,47

Contribuição RGPS/INSS - -R$334,28

Total de Descontos - R$1.940,00

Líquido a creditar - R$6.284,80

Então é mais ou menos isso que ganha Subprefeito. Por uma jornada de "40 horas semanais"

(...)

Protesto original no Jornal do Bairro (Jornal da Gente, Lapa)


Registro: 1410
De: OLHO NELES
Para: ..JESUS CRISTO...
Data: 12/2/2009 07:14:40
Sua bronca:

..SENHOR..NAS ORAÇÕES QUE A SUB PREFEITA FAZ DIARIAMENTE,PEDINDO SUA AJUDA, POR FAVOR DIGA PRA ELA QUE TEM UM PORTÃO QUE SE ABRE E PERMANECE ABERTO TODO O DIA OCUPANDO METADE DA CALÇADA DEFRONTE AO NUMERO 272 DA RUA CLELIA,ELE NÃO CONSEGUE ABRIR PRA DENTRO DA PROPRIEDADE E COMO É UM ESTACIONAMENTO FICA NA METADE DELA INTERDITANDO A PASSAGEM...AMEM...

A Palhaça

Já que nesse país nem pro Bispo dá pra reclamar, vou reclamar aqui.

A máfia dos concursos públicos é caso de polícia. Isso se a polícia não fosse pública.

Mas como a polícia e a justiça (com letra minúscula mesmo, porque não valem mais do que isso) são órgãos públicos, administrados por pessoas interesseiras do próprio umbigo e por governantes que devem os tubos de favores, ficamos ser ter com quem reclamar.

As inscrições para os concursos são caríssimas. Os candidatos, obrigados a deixar até impressão digital nas provas, são tratados como bandidos.

Somos submetidos à provas dificílimas e principalmente aqui em São Paulo, pressionados por uma concorrência desumana. Gastamos horas de estudo, de vida e muito, mas muito dinheiro em cursos e material para NADA.

Ficamos nas primeiras colocações de concursos onde nem mesmo o primeiro colocado tem garantia de ser chamado, após investir tempo, estudo e principalmente muito dinheiro (que é usado para enriquecer organizadoras, bancos e sabe lá Deus mais quem).

Sob nossos olhos passam amigos nomeados, contratados, gente muitas vezes ignorante, de má vontade, que não sabe falar direito, que não tem amor pela causa pública, e que vê ali uma oportunidade de ganhar dinheiro trabalhando pouco (e justamente por não terem amor à causa pública trabalham pouco, porque vêem no Governo a grande oportunidade de se beneficiar).

O patrão dessa gente é o POVO. E o POVO não é ninguém. Porque não tem sobrenome, RG, não abre processo e não faz cobranças. O povo sou eu, é você, é o nomeado aproveitador, o político corrupto, o favelado, o ricaço, o artista. O povo é tão heterogêneo que os espertinhos se justificam na idéia de poderem roubar ou prejudicar, alegando que ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.

Quando paro para olhar esse país e sua metodologia malandra de abrir faculdades sem mercado de trabalho para o profissional, abrir concursos com a certeza de que os candidatos serão explorados em seu dinheiro e em suas boas vontades, quando olho a grande massa de nomeados incompetentes e aproveitadores, tenho vontade de largar tudo.

É muito triste ver um povo que aceita ser ridicularizado, ser feito de palhaço, ser explorado. É muito triste saber que não adianta levantar essa bandeira porque ninguém está nem aí - todos já sabem disso, aceitam e reelegem os mesmos corruptos de sempre e que quase todo mundo já desenvolveu a mentalidade de morar no país do "salve-se quem puder".

Não sei se vale a pena ser correta num país como o nosso. O ideal seria puxar saco de alguém influente e furar a fila, dar uma de esperto e engrossar a massa dos safados que servem para desonrar nossa bandeira. Nunca fui assim. Sempre achei isso feio. Mas após dezenas de puxadas de tapete, de jeitinhos sendo dados sob meu nariz, de esforços inúteis para conquistar objetivos com honradez e capacidade, hoje estou me sentindo PALHAÇA.

Quem sabe?


Quem sabe mais ônibus enquanto esperamos a demorada obra do metrô?

Quem sabe planejamento familiar enquanto aumentamos o número de creches?

Quem sabe menos filhos ao invés de apartamentos populares de três dormitórios?

Quem sabe fiscalização nas áreas públicas, ao invés de urbanização de favelas?

Quem sabe recolher indigentes das ruas, ao invés de buscar quem atirou neles?

Quem sabe podar as árvores, ao invés de pagar o tratamento dos atingidos?

Quem sabe mais assentos nos ônibus, ao invés de corredores?

Quem sabe a cultura da simplicidade, ao invés dos financiamentos de produtos inúteis?

Quem sabe multar os que despejam lixo na rua, ao invés de cobrar pra recolher o lixo?

Quem sabe prédios mais baixos, ao invés de avenidas mais largas?

Somos nós que elegemos o Prefeito. Mas somos nós que construímos nossa cidade.
Não é só votar e esperar.
Tem que recolher as fezes dos cães, varrer a rua, cuidar da cidade.
Ser cidadão não é só votar. Não é o Kassab quem entope os bueiros.
Nem é ele quem despeja lixo nos rios.
Manter, é o mínimo. E reclamar é o máximo.

Vetando o voto



A tal informatização
limita a cidadania
Se pudesse votar à mão
alguns versos escreveria:

Para Marta e os mensaleiros
sua corja e seus comparsas
perguntaria do dinheiro
advindo das trapaças

Ao Kassab e seus santinhos
nomeados protegidos
falaria dos pobrezinhos
concursados esquecidos

Mas a tecnologia
roubou-me a liberdade
Em plena democracia
voto só pela metade.

É dose!



Marta pegou a cidade de São Paulo na lama. Segundo ela, herança de Pitta e Kassab.

Logo depois tentou se reeleger, para continuar mais quatro anos provando de tão amargo veneno.

Kassab, por sua vez, lutou para tomar a granada das mãos de Marta e conseguiu.

Hoje, tenta se reeleger para continuar, durante mais quatro anos, empossado de cargo tão amargo e desgastante.

Marta, por sua vez, tenta novamente tomar a bomba das mãos de Kassab.

A pergunta que fica é: se Kassab deixou São Paulo na lama, Marta veio e consertou, Kassab voltou e zoneou e agora ela quer novamente comandar?

Esse veneno não deve ser assim tão de amargar... pra tanta gente querer tomar...

Injustiça

O recheio teima em ficar

só pra um lado da metade mas não

na parte

que me cabe.

Para onde vai nossa grana

Uma das poucas áreas da Prefeitura de Sampa que está organizada é a Secretaria de Finanças.

Isso no que tange ao assunto cobranças.

Fora isso, deixo aqui minha reclamação.

No último mês, o poste de luz da porta de casa já estragou de seis a oito lâmpadas (já perdi as contas).

Isso porque, após a troca da segunda lâmpada, já constatamos que o problema era no fio, e não na lâmpada.

Assim, utilizando-me do lerdo serviço Ligue-luz, informei às atendentes que os fios deveriam ser verificados.

Mas, mesmo com as lâmpadas durando apenas dois dias, os funcionários insistem em trocar por mais uma nova. E outra, e outra.

E assim vamos produzindo lixo, escuridão, ocupando dedos para discar, gente para atender.
Em janeiro, pagaremos por essas lâmpadas todas, multiplicadas por mais milhares delas que estão sendo jogadas fora por aí.

A população precisa fiscalizar. Os bolsos e o meio ambiente agradecem.

Comemorando a União

Hoje São Paulo amanheceu chuvosa.

Os santinhos dos candidatos infratores da lei eleitoral ficaram grudados pelas calçadas, constituindo perigosa armadilha ao eleitor.

Impressionante como os candidatos podem ser perigosos. É arriscado votar neles, é arriscado pisar neles. São como pragas que se transformam, que renascem. E, em perigosa metamorfose, colocam a vida do cidadão sempre em risco.

Mas não estou aqui para falar disso. Vim dizer que o dia de eleição é um dia diferente. Obriga o paulistano a ficar na cidade no domingo. Mela a viagem de final de semana. Por isso mesmo faz com que os vizinhos saiam de suas casas mais ou menos ao mesmo tempo. Proporciona o milagre das pessoas se olharem. Os que moram nos prédios finalmente ganham as ruas. É gostoso conhecer a cara de quem mora por perto. É, porque a gente conhece os carros dos vizinhos, mas eles mesmos... são como tatus.

A chuva matinal atrapalhou um pouco, mas lá pelas dez da manhã as ruas foram tomadas por pessoas caminhando, quase sem pressa, embuídas de um espírito diferente. Um misto de obrigação e satisfação.

Quem viveu o tempo das "Diretas Já" sabe o que significa um domingo de eleição. É uma conquista grande, uma sensação de que os sonhos podem virar leis.

A corrupção existe e não é pouca. Resta a nós recordar aqueles tempos de choros e risos em que, em passeatas e comícios incessantes, conquistamos o direito de votar. Agora é o próximo passo. Tentar fiscalizar a organização de nossa sociedade, tentar mudar tudo, ou só o que interessar. Mas ter sempre em mente que é possível.

Gênios da Lâmpada por um dia


 Dia mágico


Com o poder
nas pontas dos dedos, nós,

mortais cidadãos


podemos



tirar a Jeannie
do engarrafamento



a b r i r

a v e n i d a s





























limpar a cidade






recolher
moradores
de
rua






num piscar de olhos,
nós,




gênios da lâmpada


concederemos
(ou negaremos)

milhares
de

simultâneos
desejos.