Eu tenho outro blog, onde organizo o que encontro de bacana sobre São Paulo. Como as pessoas já me conhecem como alguém que gosta de falar da cidade, me pedem informações sobre caminhos, ruas, textos, etc. Então montei uma página, onde posto o que encontro de interessante.
Ainda preciso organizar direitinho, porque os textos estão espalhados por toda parte, mas aos poucos vou dando um jeito em tudo.
Depois que arrumei uma máquina fotográfica, acabo encontrando pessoas na rua que me pedem pra tirar fotos e mandar pro e-mail delas. Será que isso acontece com todo mundo?
Na São Silvestre enviei pra um corredor de Recife, que demorou sete meses para me responder. Mas disse que por causa de gestos como esse é que ama nossa cidade mais e mais a cada ano.
Olha só que responsabilidade, né? Quando a gente faz uma grosseria ou uma gentileza a um turista, está representando uma cidade inteira, e se for pra um estrangeiro, exalta ou denigre o país inteirinho. Essa é uma boa oportunidade pra gente se tornar IMPORTANTE!
É bom para fazer pesquisas escolares. E pra curtir a cidade um pouquinho.
(obs: O "Rei do Mate" começou na Ipiranga com a São João, na década de 70, bem antes da primeira filial, que foi aberta em 1992, na Galeria Metrópole ->http://www.reidomate.com.br/empresa_index.php)
Estou com saudades de minhas amigas do curso de contação de histórias. Diana, Jô, Rita, Ana, Élcita, Olga. A gente se conheceu no segundo semestre do ano passado, e juntas tecemos histórias por escrito e também em nossos corações.
Um de nossos exercícios era contar a mesma história, cada uma a seu modo.
A Jô, poética. Diana, envolvente. Rita, alegre, escandalosa. Élcita, delicadamente poderosa. Ana Maria, emocionadamente debochada. A Olga, "cantando histórias", com sua voz de veludo. E eu, procurando lógica nos contos de fada.
Nosso encontro foi doce, marcante, engrandecedor.
Entre nossos exercícios obrigatórios estava criar histórias de amor (algumas constam da lista desse blog, como "Caixa de Estrelas" e "a Menina e o Tempo"), histórias de luto, de desajuste. E enquanto falávamos de histórias, de sonhos, misturávamos as vivências de umas com as outras, o que nos unia ainda mais numa amizade fraterna e verdadeira.
Foram dias inesquecíveis. Ali, não havia espaço para o silêncio. Nossos encontros eram esperados não como uma obrigação, mas como um compromisso deliciosamente inadiável.
E acredito ser esse o termômetro da amizade verdadeira: UM COMPROMISSO, DELICIOSAMENTE INADIÁVEL.
Saudades de vocês, meninas. Sem vocês, nesse ano o inverno ficou mais frio.
São Paulo, se desarma de teus rótulos e vem passear com a gente. Desaperta a gravata, tira os óculos, vamos brincar de Clark Kent!
Cultivar poderes de super-homens na cidade que nunca dorme, plantar no coração do povo a alegria do novo.
São Paulo, não precisa ser bandeirante, apenas mais tolerante. Ninguém te obriga locomotiva, um tantinho só mais emotiva. São Paulo, não carecia tanta pujança, um matiz de esperança que fosse.
Depois, dorme pela cantoria da Cantareira e as promessas da Serra do Mar aconchegada,
São Paulos, são joãos e Josés São Marias, são Claras e das Dores São cidades armadas de concreto e aço Nas vilas Marianas, Santanas, Moemas
São cidades-colagem de aglomerado e papelão Sob as pontes das marginais Automóveis de mil cavalos Carroças movidas a gente
São Paulo esparramada subindo a Cantareira Descendo até o mar São Paulo amontoada subindo até o céu E sob o metrô da Sé Uma estação secreta para o inferno
Cidade que já morreu E outra que ainda nem nasceu São Paulos que eu amo Todos os dias depois De jurar eterno ódio
Seus homens de terno no asfalto ao verão Mendigos ao relento nas madrugadas de inverno As morenas da zona norte As madames da zona sul Orgulho na zona leste Guaranis na zona oeste
Zona, zona, zona e esperança Esperança, esperança, esperança e espelunca Locomotiva desgovernada do Brasil Porta do mundo, cidades mil
São Paulo tem mil cantos São Paulo tem professor de esperanto Se você quer falar javanês, vá a São Paulo Se você quer falar cantão, vá a São Paulo Se você quer falar baianês, vá a São Paulo Se você quer falar ao coração, vá a São Paulo
Do Jaraguá tem vista Para a Paulista Na Paulista Ninguém enxerga ninguém
Buzinas e mundo cão Subindo e descendo a Consolação Eu me perco na multidão
Mas lá no fundo um cocoricó, um Rincão Eu nunca me sinto só Na matriz da Freguesia do Ó
(por Paulo D'Auria - o que dizer do trabalho dele? Melhor deixar as palavras para ele, que sabe como ninguém o que fazer com elas)
Já passou, mas ainda não passou. É impossível (mas nada é impossível). É preciso aceitar, como aceitamos um ovo quando vai ao chão e se parte. Resta apenas recolher a casca, a gosma, limpar a sujeira - do jeito que der. O cheiro ainda deve permancer durante algum tempo. (Talvez não saia nunca mais). Mas um ovo partido não pode ser colado, apenas recolhido. E assim será. E segue a vida e sigo eu, recolhida, não ao arrependimento, mas à triste certeza de não ter tido sequer a oportunidade de conversar sobre o que, para mim, era nada menos do que a razão de minha própria existência.
"A Dilma fez isso"??!!
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"O prefeito Ricardo Nunes só colocou mil reais no orçamento do ano que vem
para Segurança Alimentar"! Eu li isso nas redes da Erika Hilton e na Folha
de ...
Baixando o nível...
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José Serra não tem vergonha de baixar o nível, faz qualquer coisa para
ganhar uma eleição...
Contra a Dilma ele usou o tema do aborto, chamando para seu...