E hoje que era pra vir chuva...

Hoje é o dia da Paulista virar a maior putaria da face da terra. E São Paulo, terra da garoa e das enchentes, nesse dia arma o céu do azul mais lindo que meus olhos já puderam ver. Pra combinar com o arco-íris, com o glitter. Pra ajudá-los a desfilar pelas ruas da cidade mais gay do país.
Sim, meninas, vocês, paulistanas, têm que se conformar que estão na cidade mais gay de todas. Na cidade onde os que que não parecem são, os que parecem são mesmo, os que ainda não são têm curiosidade, e os que juram que nunca serão já provaram da fruta.
O mundo está no fim. Até Clodovil não aguentou. O que será que nos espera do outro lado do sono? Se for algo mais gay do que esse mundo, prefiro ficar por aqui mesmo. Será que o outro mundo tem saída?

Sabores que eu não gosto

Se tem uma coisa que eu não gosto é hamburger com gosto de churrasco. Se eu quisesse fumaça de churrasco (cancerígena, por sinal), eu iria ao churrasquinho de gato lá do centrão e pediria um espetinho. Puta que pariu, o burger king tem o lanche com gosto de fumaça. Ainda bem que o Mc Donalds aboliu aquele hamburger que também tinha esse sabor. A Elma Chips chegou a fabricar batata frita sabor churrasco. Tirou da praça. Hoje comi um desses hamburgeres sabor churrasco. Tudo em nome do amor que eu sinto pelo meus sobrinhos.

Impressionante como os valores de família estão se perdendo. Geralmente cabe às mulheres manter a união de todos. Fazer cara de paisagem quando muitas vezes a vontade seria rodar a baiana. Aguentar pessoas de mau caráter e fingir que não vê.

Hoje estou meio perdida para escrever. Sinto que o passar dos dias traz novas responsabilidades que a gente não procurou, mas que é importante abraçá-las para manter o conforto dos entes queridos.

Novamente o passar dos anos faz meus olhos se voltarem para o poder financeiro como sendo um dos poderes mais importantes, para deixar os bons valores fluírem em toda sua plenitude. Disponibilidade, tempo, beijos e abraços são essenciais, mas uma firme estrutura econômica reforça o caminho para as boas decisões.

Ter poder econômico para prover o básico com boa sobra para eventualidades é ter poder para abraçar a família em todas as suas eventualidades.

A Igreja Católica tem dito que não se pode servir a Deus e ao dinheiro. Para mim, manter a união da família preservando dignos valores, é servir a Deus. E isso muitas vezes não é possível quando falta o básico, ou falta a sobra. A Igreja é irresponsável e sabe disso. Se não soubesse suspenderia as coletas nesse ano de 2010 onde a Campanha da Fraternidade fala sobre a importância de se desapegar das coisas materiais.

Nada levaremos dessa vida além dos valores. E para que esses sejam mantidos em toda sua plenitude, é preciso ter poder financeiro para nos permitirmos dizer não às traições, não à vida de infelicidade. Separações onde a mulher não pode manter os filhos muitas vezes não são possíveis. Ou são dificultadas. Manter a família infeliz não é manter uma boa família. A boa família une os membros de bons valores e se fortalece com reserva suficiente para caminhar rumo a um futuro mais feliz.

besteirol






Uploaded with ImageShack.usHoje queria ter encontrado um Tic Tac da Copa do Mundo. Mas só achei o de maracujá com cereja. O que de todo não foi de todo mal, já que Tic Tac é o melhor calibrador de hemorróidas que eu conheço. Mas não sei porque senti vontade de saborear as balinhas verde e amarelas. Também quis comprar o LM prateado, mas infelizmente eu não fumo mais. Vi um arroz escuro e comprido, chamado arroz selvagem, mas acredito que uma comida tão selvagem caia melhor na barriga da onça. Vi várias cervejas importadas, e percebi que o brasileiro está consumindo bastante esse tipo de produto. Parece que novamente se dá valor ao estrangeiro, como nos tempos das músicas americanas. As cervejas brasileiras são ótimas, mas como as garrafas importadas são maiores e mais caras, as pessoas têm a sensação que é um produto diferente. Aqui em São Paulo as pessoas consomem de tudo. Quando alguém decidir praticar um atentado, nem vai precisar estourar uma bomba no metrô. É só montar uma barraca de dogão na 25 de março que já mata algumas centenas de nós. O paulistano é um ser curioso e esfomeado por natureza. As barracas de camelô que vendem alimentos trazem consigo um encardido próprio do sabor. Inclusive se não forem encardidas é que a gente desconfia. Barraca limpa demais é de lojista que decidiu invadir a praia do marreteiro. É dois palito pra gente boicotar esse tipo de folgado.

O Ministro de Deus

A Igreja Católica e seu departamento carismático está transformando os Ministros de Deus em obreiros evangélicos.
Eles estão aos montes espalhados pelo templo, vigiando quem entra quem sai, espiando quem senta na cadeira, quem levanta, bizoiando você na hora da comunhão, pra ver se não esconde um teco da hóstea no bolso para comer mais tarde. Isso mesmo. Os olheiros de Deus estão tomando conta das missas.
Nomeados para essa função pelo departamento de delegação de afazeres do pároco (que está de saco cheio de atender tanta gente falando sempre as mesmas coisas), sentem-se ungidos pelo Senhor.
Oram em línguas evocando entidades e frequentemente se enchem do Espírito Santo, impondo as mãos como se fossem o próprio Salvador. Eles realmente se sentem especiais. Outro dia uma obreira dessas me abraçou e fez o sinal da cruz na minha testa. Achei aquilo estranho, pois ela não é o Padre. Eu nem conheço ela. Mas ela está tão embasbacada pelas glórias do Senhor que se sentiu poderosa o bastante para me benzer! Sem eu pedir!!!
Os Ministros deveriam ser Ministros do Pároco. Ministros do Padre. Ministros de Deus? Me poupe. Eu também quero participar dessa eleição. Mas só vou aceitar um cargo legítimo, por voto direto. Desses nomeados eu sempre tive medo. Amém?

Coitados dos aviões

Os traficantes só se fodem. Vivem por aí escondidos com medo da polícia, não têm lá grande liberdade e se forem presos nem podem ser beneficiados por nenhum habeas corpus da vida.
Eu digo coitados porque os clientes deles estão por aí, numa boa, advogando, clinicando, policiando. São atores famosos, atletas milionários, juízes badalados. Artistas, jornalistas, empresários. Vira e mexe um traficante é condenado por um juiz viciado, acusado por um advogado usuário de cocaína. Ele vai pra cadeia e os outros saem por aí, ovacionados pela sua sede de justiça. O traficante vende o produto que eles consomem ilícitamente, mas na hora H é o único boi de piranha. Há muito viciado importante que está no mais alto posto da polícia, da justiça, da política. E quando têm oportunidade, não pensam duas vezes em ficar boquiabertos e revoltados contra seu fornecedor. Quantas pessoas que usavam drogas conheci ao longo da vida? Inúmeras! E a maioria está numa boa, cheia da grana, morando bem. Os traficantes que conheci? Dois morreram, outros moram em lugares precários, outros estão presos ou fugidos. É fácil pegar quem consome droga, pois param nas bocas de fumo com carrões que têm placas. O traficante geralmente sai a pé, molambento, e passa o pacotinho pro bacana. Traficantes grandes levam vida mansa. Os aviões, não. São pobres coitados como os usuários. Só que se fodem muito mais.

Esse mundo é hipócrita. A lei aliviou os usuários. Se não tem quem compre, não tem quem venda. É a lei da oferta e da procura. Mas comprar, tudo bem, né? Quem sabe inventam uma máquina onde a gente enfia uma moeda e sai um baseado? Os papelotes são vendidos numa boa nas tabacarias, não são? Nossas autoridades são ingênuas...

Preconceito às vezes é pós-conceito

Já fui enganada por dois Rogérios. E algumas Claudias já me trouxeram concorrência. As Márcias e Adrianas sempre foram minhas amigas. Homens morenos sempre me destrataram e os de óculos me ignoraram. Gente de Libra costuma se dar bem comigo, mas passa um tempo e começa a falar mentiras. Os engenheiros costumam se achar melhores do que eu e os advogados com o passar do tempo acabam virando só meus amigos. Meus amigos pareciam gays e eu achava que não devia pensar que eles eram gays pois estava sendo preconceituosa. Depois de um tempo eles acabaram se assumindo e inclusive um deles me falou que há coisas na vida que são óbvias. Bem, vindo dele, aquele marica que me usou sem me avisar em eventos para fingir que tinha uma namorada (e queimou meu filme com os outros homens do nosso círculo de relacionamento) fiquei ciente de que onde há fumaça, há fogo.

Esses acontecimentos vão marcando a vida da gente e formando pós-conceitos que podem coincidir ou não com preconceitos tradicionais. Os moreninhos costumam chifrar as namoradas. E quando eu me afasto de um moreninho não é por eu ser racista. É por eu achar que aquele tipo de homem não é confiável, segundo minhas experiências anteriores. Da mesma forma poderia ter sido com loiros. Ou com ruivos. Calhou de ser com morenos. "Eu não gosto de morenos". Essa frase dá cadeia. Mas não tem nada a ver com racismo. Eu não gosto de morenos justamente porque gostava deles e levei um pé na bunda. Meu preconceito nasceu posteriormente ao pé na bunda. Então parece preconceito, mas é pós-conceito.

Os homens que usam brincos nem sempre são gays. Mas podem virar, como meu amigo do colegial que desmunhecou total. Ele gostava de mulher, mas hoje quer ser a Cher. Então, quando eu encontrar outro cabeludo com uma caveira tatuada no braço, logo vou pensar que ele talvez queira ser a Cher. Isso é relação mental. Lógica, associação. Preconceito, não.

Jesus deve estar puto

Jesus, que veio ao mundo com tanta boa intenção, deve estar lá em cima puto da vida. Ele não precisa olhar pro mundo todo - basta focar a cidade de São Paulo e já tem motivos de sobra pra cair pra trás.
Nesse final de semana teremos a Parada Gay. Lugar paz e amor que quando visto de perto tem sangue, vômito, bebedeira e putaria. As ocorrências policiais em centenas, dão o tom do evento mais colorido de todos. Eles dizem que os heteros são os culpados das arruaças, mas quem já andou por lá sabe que não é bem assim. Segunda-feira a cidade novamente contabilizará os estragos feitos pelas drogas de todos os gêneros, consumidas aos montes pela galera mais fashion da cidade. Não será fruto de todos. Mas os que já vivenciaram isso, se tivessem algum respeito pela nossa cidade não comporiam novamente essa grande parada do orgulho egoísta. Em tempos de progresso e aceitação, a grande massa diferente luta de todas as formas para dizer que quem não experimentou dar ou comer o sexo semelhante é que está fora de moda. Os instintos primitivos hoje são sinônimo de agressividade e não de sobrevivência.
Segundo um seguimento da turma do glitter, ser hetero é ter preconceito. Não basta eu conviver com eles da forma mais pacífica do mundo. Não basta eu ser amiga deles. Não basta contratá-los como médicos, advogados. Não basta dar audiência para eles na Tv. Nem comprar ingressos para vê-los no teatro. Para aceitá-los de verdade terei eu que me apaixonar por uma mulher, aí sim serei um ser humano livre de preconceitos.
A esse seguimento deixo meu recado mais sincero: "Eu sou mulher e minha anatomia não nega isso. Não uso silicone, nem marombei a bunda. Sou bonita e gostosa e meu organismo espera fervorosamente por uma fecundação saudável e cheia de desejo. Digo, do alto de minha feminilidade, aos que me incentivam a dar uma saída com outra mulher, só para provar como é tesudo ser moderno, que assim como minha mão se afasta do calor, quando está prestes a ser queimada, meu organismo instintivamente deseja o sexo oposto. Foi Deus que me fez assim. E estou muito satisfeita, diferente de muitos modernos que incessantemente buscam no complicado aquilo que Deus nos deu de graça. Caso não consigam prazer através do caminho mais simples, não tentem convencer aqueles que estão felizes, a buscar a felicidade de uma forma "diferente". Há muitas maneiras de se relacionar com o mesmo sexo, com a mesma pessoa, no mesmo lugar, e até na mesma posição. Quem não consegue é porque não tem criatividade suficiente. Quando falam em limitações, estarão se referindo a quem?

Sem assunto

Ultimamente percebi que transformei minhas postagens num diário, coisa que sempre abominei. Gostava de florear em textos diferentes, inventar sotaques e historinhas com fundo moral. Mas atualmente ando passando por uma fase de excesso de sinceridade. Acho que andava precisando disso pra me desestressar. O que aconteceu é que em minhas buscas profissionais me descobri muitas coisas. Especialmente médica. Minha família tem tantas doenças que acabei virando pesquisadora de bula e como minha mãe é daquelas que toma remédio dois dias e depois deixa pra lá, a doença volta de um jeito diferente e eu corro atrás de remédios diferentes, até que a doença passa sozinha e eu acho que fui eu quem curou ela.
Isso faz bem para o meu ego, pois me sinto útil. Mas no fundo sei que a doença foi embora porque quis. E o máximo que eu fiz por ela foi livrá-la dos efeitos colaterais. Ah, como o universo é complicado. Os comportamentos imprevisíveis e o organismo, o fundo do mar. Hoje mesmo vou atrás de vitaminas para tratá-la de uma forma mais natural. Minha família é da área da saúde, mas como em casa de ferreiro o espeto é de pau, eu invento um jeito de contornar as coisas. Minhas irmãs me odeiam por isso, mas pelo menos minha mãe vai reclamando menos, o que já é uma grande coisa. Minha tia teve que cuidar de um homem doente que passou a vida toda a traindo com uma empregada. Fez outra casa igual a dela e teve filha com a outra. Depois ficou doente e ela que teve que cuidar. Nesse caso eu acho que não me dedicaria tanto a ele, já que foi um filho da puta. Mas ela cuidou direitinho. É difícil dedicar a vida a pessoas que não valem a pena. Falando nisso há pessoas que pagam plano de saúde anos e anos e nunca vão ao médico. Acredito eu que os planos de saúde deveriam ser obrigados a fazer um check-up anual preventivo a todos os associados, já que segundo eles além do lucro o objetivo é a qualidade de vida. Eles são mentirosos, porque se fossem teriam tido essa ideia. Já que não tiveram, quem deveria ter é o governo. Porque tantas vezes procuramos mil doenças e no final é uma carência vitamínica, facilmente diagnosticável com um pouco de boa vontade. Esse mundo é uma merda.

O sentido da vida

Ontem conversei com um rapaz no MSN e comentei que não gosto de passar a vida toda sem ver a cor do sol.
Ele achou um comentário estranho...
- Como assim?
- Ah... tipo levantar bem cedo e sair correndo, pegar trânsito e se enfiar no escritório e só sair quando o dia já acabou. Ficar longe dos meus parentes direto, sem poder fazer nada diferente naquele horário. Sem ver o dia, o sol, a chuva. Presa. Gostaria de ter mais liberdade pra poder ser feliz.
- Ué? Como assim? A gente precisa pagar as contas!
- Eu sei, mas será que esse é o único jeito de trabalhar? Prefiro ser mais livre, não ter horários fixos. Ver o dia acontecer em todas as suas fases. Senão dá a sensação de que a vida está passando e eu nem estou percebendo...
- Mas a vida é assim mesmo!
- Eu vou tentar fazer com que a minha seja diferente, porque assim não sou feliz.
- Bem, agora tenho que ir. Foi um prazer te conhecer.
- Ok, bjs!

... Tá vendo como ele se livrou rapidinho daquilo que considerou uma perda de tempo? Era mais ou menos isso que eu queria explicar pra ele. Mas nem deu tempo.