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De perto, todo mundo é igual


Olha, que alívio! Hoje estava navegando pelo site Globo.com e descobri que não sou só eu que fico feia com os cabelos das estrelas! Elas também ficam feias sem eles...
Acabo de descobrir que o excesso ou a ausência de cabelos pode ser o ponto crucial para a beleza de uma pessoa.

Muito pra uns, pouco pra outros. Cada um na sua e dá tudo certo.
Será que essa lógica vale pra tudo?

Para ler essa matéria inteira e ver mais fotos, clique aqui.

Hollywood Makeover



Hoje estava pensando em dar uma mudada no visual então decidi procurar uns sites desses que fazem simulações de penteados.

E achei uns bem legais: dá pra se maquiar, mudar o comprimento do cabelo, pintar e fazer luzes de mil cores.

Esse, das fotos é o http://www.instyle.com/instyle/makeover (pra usar nossas próprias fotos é só fazer um cadastro rapidinho).

E também tem o http://www.taaz.com/ (não me ajudaram muito na escolha do penteado, mas até que eu me diverti bastante).

obs: Nada como ser a gente mesmo!

Dieta do Chá (Samprazer)

Meu amor pirou, disse que vai me deixar
Meu amor pirou, disse que vai me deixar
Se eu não fizer a dieta do chá
Se eu não fizer a dieta do chá
Se eu não fizer a dieta do chá
Se eu não fizer a dieta
Eu vou fazer a tal dieta do chá
Mas vou fazer do meu jeito
Ela vai ter que aceitar
Lasanha chá comigo
Salada chá pra lá
Picanha chá comigo
Carne de soja chá pra lá
Rabada chá comigo
Peixe grelhado chá pra lá
Feijoada chá comigo
Sopinha chá pra lá
Disse que eu tô mal na foto
Disse pra eu me pesar
Pra começar a dieta se não ela vai me deixar
Quem ama não vê defeito
Só pode ser preconceito
Eu vou fazer a dieta, mas vou fazer do meu jeito
Cerveja chá comigo
Chazinho chá pra lá
Açúcar chá comigo
Adoçante chá pra lá
Boteco chá comigo
Academia chá pra lá
Rodízio chá comigo
Spa chá pra lá


Essa música é uma grande tirada, porque as pessoas, em geral, vivem fazendo a tal "Dieta do Chá", ao correrem para acompanhar qualquer tipo de moda.

Já tomou seu chazinho hoje?

Para assistir ao vídeo, clique aqui

Parabéns pra você


Hoje faz alguns anos que larguei o cigarro. Uns quatro, pra ser mais exata. Dizem que a gente só deixa realmente o vício após cinco anos de abstinência. Então só falta um.
Mesmo quem fuma pouco, sabe como é difícil parar de fumar.
Quem já parou, sabe que a gente nunca é um não-fumante, mas sempre um ex-fumante.
Porque a vontade é danada, e mesmo depois de tanto tempo teima em nos tentar.
Os amigos fumam por perto e não estão nem aí.
Quando isso acontece, o negócio é fingir que não está acontecendo nada em volta, fazer cara de paisagem e meditar.
Entrar num estado alfa (como aquele em que a gente entra quando senta no metrô e fica olhando pra um monte de gente, sem olhar).
Mas tem umas coisas engraçadas: teve um dia em que alguém acendeu um cigarro no shopping, apoiou no cinzeiro e o deixou lá queimando, inteirinho, bem ao meu lado.
Justo a marca que eu fumava. Eu fiquei ali, olhando pra ele e ele pra mim, soltando aquele cheirinho que só quem fuma sabe a tentação que é. (Coisa do demo, na certa).
O "coisa ruim" também tem outras maneiras de atiçar, como quando a gente está parado na rua vazia e de repente passa um carro e estaciona bem na nossa frente, só pro motorista acender o cigarro. Oooo tentação, viu?
E no barzinho então? É possível alguém que fuma pensar em beber sem acender um?
Pois é... hoje é dia de comemorar.
Vade retro satanás. Mais um ano, menos um ano.
O cigarro sai da vida e deixa aquele vazio. Nada entra no lugar.
E esse buraco existencial pro ser humano incomoda que só!
Mas dá pra agüentar. Tantos vazios a gente sente na vida...
Às vezes eu sonho que estou fumando. E no sonho mesmo lembro que não posso fumar porque parei de fumar.
Aí logo lembro que fumar no sonho pode.
Largar o vício me ensinou que é possível abrir mão de hábitos de anos, abrir mão de qualquer coisa e que fazer isso pode ser uma coisa boa.
Isso vale pra comida, pro trabalho, pras paixões.
No começo a gente sofre. Depois fica orgulhoso, vê novos horizontes e dá graças a Deus.

Pânico na TV



E não é que eu fui mudar de canal durante o intervalo do jogo do São Paulo e do Santos e encontrei a Gretchen no Gugu?
Parei para escutar - não por nada, simplesmente para ter mais tempo para observar aquelas maçãs do rosto.
Gente... o que foi aquilo?

Logo pensei que ela estava lá para denunciar algum cirurgião plástico, mas não!
Estava falando sobre as mais recentes cirurgias a que se submetera: braços, bumbum, seios.
Ela tem um prazer meio mórbido em mostrar as ataduras, parece gostar de sentir dor.
Sabe como é... já beira os cinqüenta anos e precisa driblar a gravidade (achei que tivesse mais!).

Mas a "Rainha do Rebolado" já está calejada nessa história do estica e puxa e nem bem cicatrizou os cortes já pensa em fazer novos.
Pior: falou sobre a necessidade de se cuidar porque não quer que seu público a veja feia.
(Mas pensando sob essa lógica deveria se retirar do palco imediatamente!)

Espera um pouco... agora percebo... Ela está se achando... bonita! E talvez até mesmo... linda!
Cê vê que bacana? Ostenta as bochechonas sem complexos.
Mas o mais legal ainda estava por vir: disse que ninguém percebe que mexeu no rosto, porque não mudou a fisionomia. Hum hum!

Também mostrou umas cicatrizes atrás das orelhas (foram retiradas e recosturadas).
Certo. Então entendi... a plástica é como quando a gente puxa as duas orelhas com as duas mãos, com bastante força. Mas como não dá pra costurar as orelhas na parte de trás da cabeça, o negócio é arrancá-las fora, repuxar tudo e recolocar as pobres orelhas no lugar. Acho que se a mãe dela soubesse que um dia ela faria isso, teria puxado mais suas orelhas quando ela era criança.

Ah! Gretchen também avisou: seu trigésimo oitavo marido estava grávido de oito meses mas apressou a cesariana no mesmo doutor. E aproveitou pra dar uma levantada nos peitinhos.
Ué? Nem vai esperar para amamentar?
E ainda ia enxugar as costas, mas não poderia fazer tudo junto, senão, como iria se deitar?
Nossa, ainda bem, pelo menos ele ainda sente dor!

Aos fanáticos por plástica, fica aqui um aviso: favor consultar primeiro um oftalmologista antes de injetar mais botox. Barbaridade! Ainda não eram nem seis horas e já tinha começado o Pânico na TV.

Pensamentos Nublados

Como minha vó trazia muitos cigarros de presente pro meu pai, comecei a experimentar desde cedo. E não parei mais. Aqueles de Portugal eram tão ruins, mas tão ruins que eu fiquei cismada: como cigarros podiam ser um produto de tanto sucesso entre os adultos? Então comecei a tirar a prova dos 9, experimentando diversas marcas, até enfim, virar fumante.

Desde jovem, dois cigarros ao dia eram sagrados. Mas dois cigarros não é vício... não?

Dois hoje, dois amanhã, seis no barzinho, um maço na faculdade... no CPD onde eu trabalhava não podia fumar, então voltei aos dois. Dois, três.

E anos e anos. Não deixava os benditos porque eles me acalmavam. Qualquer nervoso, acendia o cigarro e pronto. Dispersava os pensamentos.

O fumante de poucos cigarros não se sente viciado. Não até tentar parar de fumar completamente. Quem disse que dá?

As amizades são compostas conforme os hábitos. Meus amigos, quase todos fumantes, nas saídas dos bares nem comiam. Nosso negócio era papo, bebida e cigarrinho. E éramos felizes assim.

Até que aos 32 a vaidade começou a pegar: a preocupação com as rugas em volta dos lábios... vou parar. Ai que sofrimento!

Fugir da vontade era um sacrifício: comecei a caminhar, a cuidar de plantas e principalmente a escrever. Travei o compromisso de escrever um diário falando como tinha sido meu dia sem o cigarro. E comecei a perceber que tinha sido muito bom, obrigada.

Na hora do nervoso, ao invés de fumar eu "pensava". Ou escrevia todas as asneiras que se passavam na minha cabeça. Às vezes chorava de desespero. Andava, andava, andava. E a vontade passava.

Na virada do ano, um balanço: quinze dias sem fumar. Entrada do ano novo sem cigarro, com quinze dias de abstinência, era a única coisa boa que tinha feito por mim. E assim fui pegando gosto por vencer o vício. E lá se vão quatro anos sem nenhum cigarro.

No começo, segurava o bendito apagado. Chegava a tragar. Coisa de louco, né? Ex-fumante é sempre ex-fumante, tem sempre aquela hora onde a vontade de fumar não se substituiu por mais nada. Mas vem cada vez mais fraca. Até hoje não sumiu.

Mas a surpresa é que o cigarro não me acalmava. Eu estava sempre ansiosa e nervosa, porque o cigarro nublava meus problemas. Eu fumava e esquecia. Igual beber para esquecer.

Hoje fico nervosa e sinto vontade de fumar. Mas dura um instante apenas. Some do jeito que veio e cada vez mais fraca, quase imperceptível.

Escrever é uma boa terapia de apoio para quem quer deixar o vício. Tenho diários extensos do primeiro mês de martírio.

Meu olfato é incrível, e acredito que não daria tanto valor a ele não fosse por ser ex-fumante. Com o passar dos meses sem o cigarro, o olfato foi renascendo e me mostrando uma nova vida. Mudou até o sabor da comida.

O mais legal que aprendi com isso tudo foi notar que o cigarro não me acalmava. Eu ficava nervosa por causa dele. Minha mente tentando me ajudar a resolver os problemas e o cigarro embaçando os pensamentos.

A fumaça nublava a minha vida. Hoje, é bem mais colorida.

Plástica na voz



Ter voz bonita é como ser alto ou baixo.
Ou se tem ou não se tem.
A gente pode consertar os dentes, fazer exercícios, operar o nariz para desanasalar o som... mas nunca vai conseguir ter "aquela voz".

Mas Ana Maria Braga ganhou esse presente quando nasceu. Há alguns anos, narrava lindamente histórias e reportagens, com uma doçura e uma dicção dignas de emoção.

Mas sua vaidade se ateve às rugas. Ela, mulher linda pessoalmente, já tem mais idade do que tem há muitos anos, pois ninguém acredita como alguém tão jovem pode querer parecer tão plastificada.

Aí fica sempre a dúvida: quantos anos ela tem? Com tanto botox, a gente sempre chuta pra mais. E aí, o que era pra rejuvenescer, acaba envelhecendo.

Mas o pior crime de todos foi retesar a voz com as injeções botulínicas. Ela não consegue mais beijar direito. Sua voz hoje em dia mudou.

Ana Maria, deixe as injeções, em nome da ressurreição de sua voz.

E deixe de descolorir tanto o cabelo, que atualmente não tem vida alguma. É uma palha. Dinheiro para vaidade pode enfeitar ou enfeiar.

Fica aqui a semente da campanha: Ana Maria, abaixo às injeções. Queremos sua voz de volta!

Hoje


Hoje fez um dia lindo.
Um dia daqueles que não deixam nada a desejar.
O sol gostoso, o céu bonito e a chuva quente.
Tirando a vizinha que não pára de gritar e o filho dela que não pára de chorar, tudo perfeito.
Tirando eu ter perdido todos os meus sonhos românticos e a vontade de sonhar, tudo em ordem.
Tirando esse vazio que estou sentindo, sobrou todo o resto.
Saudade do que a gente não teve, é saudade sentida.
Saudade do futuro que se esperava, mas nunca virá.
Saudade de ter aproveitado o dia de hoje sem estar com esse buraco por dentro.
Ao menos hoje fez um dia lindo.
Tão lindo que me sinto ingrata por não ter sido feliz num dia como esse.

Gente humilde



Na FAAP aprendi as melhores coisas da minha vida.

Aprendi que por mais VIP que seja uma pessoa, sempre vai ter alguém mais VIP do que ela.

Por mais rica que ela seja, sempre vai ter alguém mais endinheirado ainda.

Por mais bonita, sempre vai ter uma beldade de tirar o fôlego que roubará a cena a qualquer instante.

Que tem gente que dá tanta sorte que é bonita, famosa e rica.

E tem gente que dá mais sorte ainda, e além de ser tudo isso aí em cima, também é simples e humilde, inteligente e bacana. E não se acham lá grande coisa.

Então, já que ninguém nunca vai conseguir ser "the best", melhor copiar o que está ao alcance e se contentar em ser quem a gente é.

Onde há muita gente parecida, todos ficam mais ou menos iguais.

Quer coisa melhor?