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Sabores que eu não gosto

Se tem uma coisa que eu não gosto é hamburger com gosto de churrasco. Se eu quisesse fumaça de churrasco (cancerígena, por sinal), eu iria ao churrasquinho de gato lá do centrão e pediria um espetinho. Puta que pariu, o burger king tem o lanche com gosto de fumaça. Ainda bem que o Mc Donalds aboliu aquele hamburger que também tinha esse sabor. A Elma Chips chegou a fabricar batata frita sabor churrasco. Tirou da praça. Hoje comi um desses hamburgeres sabor churrasco. Tudo em nome do amor que eu sinto pelo meus sobrinhos.

Impressionante como os valores de família estão se perdendo. Geralmente cabe às mulheres manter a união de todos. Fazer cara de paisagem quando muitas vezes a vontade seria rodar a baiana. Aguentar pessoas de mau caráter e fingir que não vê.

Hoje estou meio perdida para escrever. Sinto que o passar dos dias traz novas responsabilidades que a gente não procurou, mas que é importante abraçá-las para manter o conforto dos entes queridos.

Novamente o passar dos anos faz meus olhos se voltarem para o poder financeiro como sendo um dos poderes mais importantes, para deixar os bons valores fluírem em toda sua plenitude. Disponibilidade, tempo, beijos e abraços são essenciais, mas uma firme estrutura econômica reforça o caminho para as boas decisões.

Ter poder econômico para prover o básico com boa sobra para eventualidades é ter poder para abraçar a família em todas as suas eventualidades.

A Igreja Católica tem dito que não se pode servir a Deus e ao dinheiro. Para mim, manter a união da família preservando dignos valores, é servir a Deus. E isso muitas vezes não é possível quando falta o básico, ou falta a sobra. A Igreja é irresponsável e sabe disso. Se não soubesse suspenderia as coletas nesse ano de 2010 onde a Campanha da Fraternidade fala sobre a importância de se desapegar das coisas materiais.

Nada levaremos dessa vida além dos valores. E para que esses sejam mantidos em toda sua plenitude, é preciso ter poder financeiro para nos permitirmos dizer não às traições, não à vida de infelicidade. Separações onde a mulher não pode manter os filhos muitas vezes não são possíveis. Ou são dificultadas. Manter a família infeliz não é manter uma boa família. A boa família une os membros de bons valores e se fortalece com reserva suficiente para caminhar rumo a um futuro mais feliz.

A Informação como bem econômico

Concursos Fajutos

Deixo aqui meu relato de alguns concursos que foram feitos para arrecadar dinheiro em cima da boa vontade do povo:

  1. Memorial da América Latina
  2. Imprensa Oficial
  3. COREN - Não responde e-mail, nem a Vunesp
  4. Prefeitura de São Paulo
  5. PRODAM
  6. CRECI
  7. Hospital do Servidor Público Estadual

Muitos deles não chamaram sequer os primeiros colocados. Obs: tenho provas.

É bom pensar bem antes de investir em concursos, apostilas e cursos.

O Homem do PAC

Vestindo a camisa

Que tal, se no futebol os contratos de trabalho e remuneração fossem feitos por produtividade? 

Ué...

Isso eu li no blog da subprefeita da Lapa, respondendo às cobranças dos cidadãos-contribuintes:

"Hoje foi a Audiência no Jaguaré. Já enfrentei reações de desagrado em outros lugares quando eu digo "o Sumaré tem problemas, mas o Jaguaré tem MUITO mais"; "Vila Romana precisa de recapeamento, mas o Jaguaré está na frente da fila". Os distritos mais distantes tem problemas seríssimos - pela distância, pela história e características, pela falta de visibilidade na imprensa etc. Jaguaré, Jaguara e Leopoldina são muito mais maltratados do que Lapa, Perdizes e Barra Funda (que já tem lá seu caminhão de problemas)".

"No meio da exposição, eu disse que só em março, por exemplo, a Sub Lapa já podou 300 árvores, removeu mais de 30, plantou 108. São os dados referentes ao trabalho de todas as nossas equipes nos primeiros 20 dias do mês."

(Soninha Francine, Subprefeita da Lapa em 23/03/2009)

Ao ler essa declaração da subprefeita, algumas coisas me intrigaram:

  1. Se 300 árvores foram podadas em 20 dias, apenas 15 árvores são podadas por dia, o que dá uma média de 2 árvores por hora. Isso significa que a subprefeitura conta com apenas uma equipe para a poda de árvores na subprefeitura inteira da Lapa.
  2. Se o Sumaré, Vila Romana, Barra Funda e Perdizes têm um caminhão de problemas, mas estão no fim da fila para a resolução dos mesmos, não deveriam ter um abatimento em seus IPTUs, já que a prestação de serviços não é garantida nem prioritária? O que acontece não é o contrário? Essas áreas não contam com o IPTU bem mais caro do que Leopoldina, Jaguaré e Jaguara?
  3. Como a área de Perdizes está quase que totalmente verticalizada, contando com edifícios de no mínimo oito andares em média (muitos de mais de vinte andares), multiplicando-se o valor desses IPTUs todos não haveria disponibilidade financeira da Prefeitura para ao menos recapear as ruas? Minha rua, por exemplo, conta com mais de 2.000 habitantes em uma extensão de 1,5 km. Será justo escutar que não podemos ser atendidos pela Prefeitura porque há bairros mais distantes que têm prioridade?
  4. Afinal de contas, os impostos não são cobrados no compromisso da prestação de serviços durante o ano vigente? Se a prestação de serviços não se efetivar, é possível pedir ao PROCON nosso dinheiro de volta? É possível acompanhar o destino do mesmo?
  5. Não é preciso ser muito bom em matemática para fazer essa comparação: Se os bairros que têm os menores problemas arrecadam muito dinheiro em relação aos que têm os maiores problemas, não seria justo investir o dinheiro resolvendo os problemas pequenos (se é que se pode chamar de problema pequeno três óbitos por queda de árvores) e usar o dinheiro dessas pessoas para ajudar a resolver os problemas grandes das outras regiões?
  6. Ninguém está pedindo desconto no imposto, apenas solicitando a justa e obrigatória prestação de serviços mediante ao pagamento adiantado efetuado pelos milhares de contribuintes (apenas Pompéia e Perdizes somando cerca de 300.000 pessoas).
  7. É triste saber que novamente não teremos respaldo para a poda de árvores, para o recapeamento, para a coleta de lixo.
  8. É triste saber que o método de divisões de subprefeituras foi inspirado no Brasil, onde São Paulo tem que manter dezenas de outros estados, sem poder visualizar o destino de seus recursos.
  9. É triste saber que não existe ordem nem mão-de-obra suficiente na Prefeitura.
  10. Mais triste ainda perceber que o cálculo do IPTU é baseado nos panfletos enganosos das construtoras, que põem o preço que querem, atribuem o nome do bairro conforme lhes convêm, e a Prefeitura, ao invés de avaliar os imóveis por parâmetros próprios, toma base nesses parâmetros para lesar o contribuinte, respondendo com descaso, mil desculpas, falta de prazos e compromissos para devolver o que nos é de direito.
  11. Se não há previsão para a prestação de serviços, que não haja data de vencimento de nossas contas.
  12. Vexatório é o sistema, o método e o porta-voz.

Agora SP

22/03/2009 - 10h10
Jornal "Agora" festeja dez anos de vida e cinco de liderança

da Folha de S.Paulo

O jornal "Agora São Paulo", do Grupo Folha, comemora hoje o décimo aniversário de um projeto editorial que renovou o jornalismo popular no Estado. Criado para substituir a "Folha da Tarde", que na época vendia cerca de 15 mil exemplares diários, o "Agora" priorizou a prestação de serviços e a defesa dos direitos do cidadão.

Em 2004 ele tornou-se líder de venda em banca em São Paulo, e desde então vem ampliando sua vantagem. Em janeiro último, segundo o Instituto Verificador de Circulação, o "Agora" tinha uma circulação diária de 93.661 exemplares, contra 61.444 do "Diário de S. Paulo" e 51.473 do "Jornal da Tarde".

Como afirma o editor do jornal, Nilson Camargo, "o "Agora" rompeu com o desgastado modelo sensacionalista que valorizava o noticiário de casos policiais, histórias inverossímeis e mulheres despidas de qualquer bom gosto em suas páginas. O foco do "Agora" é a defesa dos interesses cotidianos do leitor como cidadão, contribuinte, consumidor e trabalhador".

Em 2003, por exemplo, o "Agora" revelou que mais de 2 milhões de aposentados tinham direito à correção de perdas sofridas com antigos planos econômicos, impulsionando uma onda de revisões que beneficiou os segurados do INSS.

O "Agora" é um dos poucos veículos do país a dedicar uma página diária para defender o leitor em suas relações com as empresas e o Estado. Em dez anos, o jornal expôs 22.813 reclamações, das quais 73,9% foram resolvidas. Além disso, fiscaliza a qualidade dos serviços públicos, como transportes, hospitais, escolas e áreas de lazer --parques, praças e centros esportivos. "O jornal também se preocupa com o lazer do trabalhador e da dona de casa, apresentando extenso noticiário esportivo e dos programas de TV", afirma Camargo.

É isso que explica a liderança do "Agora" em seu segmento: "Somos pragmáticos e não temos vergonha de fazer um jornal simples todos os dias. Não queremos reinventar a roda e nem fazer um jornal para ganhar prêmios em júris formados por colegas. Fazemos um jornal útil, e o leitor sabe disso".

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Aos colegas:

--> *Espero sinceramente que o jornal não se esqueça de seus princípios e se curve aos apelos de vendas, veiculando imagens vulgares em suas páginas de esportes, em sua contra-capa, que tome mais cuidado com os títulos e manchetes, para não cair no sensacionalismo nem no mau-gosto, infringindo assim a proposta inicial na época de nascimento do jornal.

Que o jornal aniversarie e renasça, tentando se readaptar aos seus próprios valores. Pois ao que me parece muitos dos princípios se perderam nesses dez anos de estrada, especialmente nos últimos dois anos. Que o número de exemplares não seja o objetivo principal, mas sim a consequência de um jornal de qualidade, bem-quisto por seus consumidores (pessoas simples, sim, mas não ignorantes).

Que popularidade nunca seja confundida com vulgaridade. Que simplicidade não seja confundida com burrice. Que gírias não sejam confundidas com falta de respeito. Que brincadeiras não sejam abre-alas de preconceitos. Que colunistas não vejam seus textos como conversas de bar. Que a psicóloga pare de incitar o sexo inconsequente. Que os anunciantes não sejam os donos das notícias. E que seus profissionais amem o periódico incondicionalmente, vendo nele uma ferramenta para o desenvolvimento social.

Que o Agora SP seja o veículo de informação e também de instrução, ampliando os horizontes dos leitores, ajudando-os a construir a cidadania e lhes mostre o caminho para o livre pensamento, através do rico universo da simplicidade. Notícia simples não é notícia pronta. Informação não é ponto de vista.

Agora, com quase 100.000 exemplares vendidos em banca, não há mais desculpas para serem simplórios ou inconsequentes, pois a arma da comunicação, confiada ao periódico pelo sucesso de vendas, torna-se cada vez mais poderosa.
Que seja usada para o bem, nunca para o mal.

Que o jornal mais vendido nas bancas da cidade seja digno da magnitude de São Paulo, e que seja motivo de orgulho tanto para seus leitores quanto aos seus colaboradores.

Tá variando?

Ainda sobre as loucuras da vida, desde crianças somos instruídos a seguirmos o caminho que todo mundo acha certo. A repetir hábitos rotineiramente, sem questioná-los.

Quem ainda não casou, vive sendo perguntado o porquê de ainda não ter casado:
- Não casou??? Não é normal!!!

Quem não tem aquele carrão e optou por andar de ônibus ao invés de se endividar para ser igual a todo mundo, vira e mexe é zombado:
- Olha lá, tá camelando!!!

De uns anos para cá, a FAAP adotou uma filosofia onde incentiva seus alunos a serem "diferentes". Cursos de empreendedorismo e criatividade passaram a fazer parte do curriculum, e a individualidade de cada aluno passou a ser o maior patrimônio daquela instituição.

Mas isso ainda é uma atitude isolada, porque a vida não vê com bons olhos aquele que prefere não andar com o rebanho.

Quer um exemplo?

Uma outra forma de perguntar se alguém enlouqueceu, é falar:
- Cê tá variando?

Orkut perde sua maior comunidade para troca de músicas

Quase 1 milhão de internautas amanheceram nesta segunda-feira (16) com uma comunidade a menos no seu Orkut. Após meses de queda de braço com representantes das gravadoras, a comunidade "Discografias" anunciou, no domingo à noite, seu fim.

Para ler a matéria completa, clique aqui.

Cabeça quente


Ah, que calor!
Nesses dias a gente lembra que morar na cidade não é bom negócio.
Dá tudo por uma praia, uma piscina, andar sem roupa. Só pensa em sombra e água fresca.
As noites são longas e de manhã, quando dá aquele soninho na hora em que está amanhecendo, o cachorro da vizinha começa a latir sem parar. Coitado, também deve estar com calor, mas que enche a paciência, enche.

Nessas horas a gente lembra que o capitalismo está destruindo o planeta e provocando o aquecimento global.
Ontem vi na TV um comercial onde pediam para que pintássemos os telhados de branco para ajudarmos a resfriar o planeta.
Em dias de calor, me sinto menos ser humano e mais "bicho". Fico pensando que nosso lugar não é em meio ao concreto, e não nascemos para andar tão vestidos por aí.
O calor aguça mais nosso senso de liberdade.
No calor, a gravata incomoda mais. Ficamos nos perguntando o tempo todo no porquê de não podermos andar à vontade e para onde os sapatos apertados estão nos levando.
Dias quentes me chamam para ser livre.
Sem falar que também me dão a noção exata do quanto valeria ter um bom ar-condicionado.

Propaganda troca consumo por "valores"
Marcas conhecidas focam o passado e o pessoal para oferecer aos consumidores senso de segurança e conforto na crise

Executivo da Pepsi compara época atual aos anos 1960: "pressentimos que, daqui a 5 anos", algo "vai ter mudado de modo fundamental"
JENNY WIGGINS
DO "FINANCIAL TIMES"

Mulheres que comem no McDonald's são descoladas: andam de skate, tocam guitarra elétrica e pintam os olhos com sombra azul. Homens que tomam uísque Chivas são cavalheirescos: carregam mulheres no colo debaixo de chuva para que não precisem andar na lama e fazem carros em pane pegar no tranco. E adolescentes que tomam Coca-Cola são felizes e encontram suas almas gêmeas por acaso na biblioteca.

Ou, pelo menos, é isso que as empresas responsáveis por essas marcas gostariam que pensássemos. Antes preocupadas em incentivar as pessoas a se exibir, consumindo lautamente, hoje elas estão mostrando pessoas envolvidas em atividades que revelam que, além de terem bens materiais, elas são ricas em vida pessoal.

Um anúncio da campanha "Esta é a Vida Chivas", que começou em 2003, mostrava homens tomando uísque com seus amigos enquanto pescavam, sentados num iceberg. Contrastando com isso, o anúncio de TV da nova campanha do Chivas, "Viva com Cavalheirismo" , que começou na China em outubro e será exibida em todo o mundo, começa com uma imagem de um homem de terno preto e aparência triste acossado por multidões de pessoas enquanto caminha numa rua cinzenta. "Milhões de pessoas, todo o mundo só pensando em si mesmo. Será que esse é o único jeito?", indaga o anúncio. "Não", ouvem os espectadores, enquanto veem imagens de homens saltando de aviões e cavalgando em praias. "Viva a honra e viva a bravura! Viva o fazer a coisa certa, viva quem se importa."

Martin Riley, executivo-chefe de marketing do grupo francês Pernod Ricard, proprietário do Chivas, diz que a campanha do cavalheirismo é sobre "os sujeitos bons que retribuem".
Quando o grupo de bebidas pesquisou a ideia do cavalheirismo, acrescentou, encontrou eco: "As pessoas estão questionando alguns valores que levaram o mundo para onde está -a ideia de o indivíduo avançar, custe o que custar".

Outras companhias dizem que consumidores vêm expressando sentimentos parecidos. Na França, a McDonald's iniciou campanha intitulada "Venez Comme Vous Êtes" ("venha do jeito como está"), em meio a receios de que o slogan global da empresa, "Amo Muito Tudo Isso", possa ser visto como arrogante. Grégoire Champetier, que cuida do marketing da empresa na França e no sul da Europa, diz que a rede quer retomar a imagem que promoveu quando abriu a primeira loja na França (em Estrasburgo) , há 30 anos. Na época, restaurantes informais eram raridade, e a rede lançou campanha intitulada "Ça se passe comme ça, chez McDonald's" ("No McDonald's é assim").

Agora que os franceses já estão familiarizados com a rede, Champetier quer lembrar a eles que, além de ser um lugar para se comer sem gastar muito, é onde se pode ser informal com as outras pessoas. "Essa campanha não é uma resposta à crise [econômica], mas veio no momento certo", diz ele.

O McDonald's está transmitindo quatro comerciais na TV francesa, cada um mostrando uma pessoa expressando aspectos diferentes de sua personalidade. Se a campanha fizer sucesso, será levada a outros países da Europa.

A Coca-Cola também está trazendo de volta campanhas passadas que destacaram a importância de as pessoas serem positivas e otimistas, numa tentativa de voltar a um vínculo passado com os consumidores, alguns dos quais perdeu nos últimos anos, à medida que pessoas abandonaram os refrigerantes em favor de alternativas com teor mais baixo de açúcar.

Na Grande Depressão, a empresa lançou uma campanha intitulada "A Pausa que Refresca". No período de alta inflação no final dos anos 1970, veio a campanha "Tome uma Coca e Abra um Sorriso". Agora, aposta na "Felicidade Declarada".
Shay Drohan, vice-presidente da Coca-Cola, argumenta que a empresa está bem posicionada para "reconfortar" as pessoas porque sua marca é fortemente consolidada. "Colocar as coisas em perspectiva é uma das coisas que nossa marca pode fazer. Não podemos começar a falar em algo novo neste momento -as pessoas estão à procura do que é familiar."

Outra marca que está capitalizando em cima de sua longevidade e familiaridade é a cerveja preta irlandesa Guinness. Na Irlanda, onde comemora seu 250º aniversário, está colocando no ar anúncios de TV dos anos 1950 e 1970, incluindo um que mostra um leão-marinho equilibrando um copo de Guinness no focinho. "As pessoas estão à procura de segurança e confiança", diz Brian Duffy, diretor global de marca da Guinness. "Acho que não é possível inventar um passado simpático e caloroso -é preciso tê-lo."

Algumas marcas mais jovens estão adotando abordagem mais moderna, mas na mesma linha. A vodca Absolut, concebida como marca em sua forma atual em 1979, neste mês lançou o anúncio "Abraços". Ele mostra estranhos se abraçando e se beijando em escritórios, ônibus e peixarias, ao som de "A Kiss to Build a Dream On", de Louis Armstrong. Já foi visto mais de 1,2 milhão de vezes no YouTube.

A campanha que tem a meta mais ambiciosa é "Refresque Tudo", da PepsiCo. Seu comercial na TV americana, que exibe a frase "é hora de otimismo" na tela antes de lançar palavras como "alegria" e "amor", fala do poder do pensamento positivo, diz Frank Cooper, vice-presidente de marcas. "As pessoas que adotam o otimismo conseguem seguir adiante." Cooper argumenta que há um novo "movimento cultural" no ar. "As pessoas se sentem com poder, sentem que é seu direito participar das transformações e realizá-las." E compara esse movimento à campanha de Barack Obama.
"É como os anos 1960. Pressentimos que, daqui a cinco anos, alguma coisa vai ter mudado de modo fundamental. "

Tomara que mudem mesmo, e que nós também possamos participar dessa reformulação dos valores, pois já não é sem tempo.

Mas é sempre bom lembrar que alegria não está a venda. E, por mais que a economia mude, nunca estará.

Dá pra entender


Já que o BBB está na 9a. edição, algum fascínio muito grande sobre os seres humanos deve exercer.

Ontem consegui entender um pouco. Primeiro porque girei duas vezes as dezenas de canais da TVA e achei outros programas igualmente ruins, então deixei na Globo porque era dia de paredão.

E tinha um cara tão chato ali, que eu comecei a torcer para que ele saísse urgentemente. Tive até vontade de ligar, só pra vê-lo sair com uma porcentagem de votos beeeeem grande.

O Big Brother é um reflexo da vida da gente. Seria bom que pudéssemos mandar um SMS para algum número e que em alguma noite de terça-feira aquela pessoa tivesse que sair do grupo, da casa, do ambiente de trabalho.

Votaríamos nos mais pentelhos e pronto! Adeus, mala.

Acho também que as pessoas assistem para ver se os bonitões também acordam com cara de travesseiro.

O Bial ontem teve que recorrer ao dicionário para justificar o fato de chamá-los todos os dias de "heróis". Ele também tem um pouco de vergonha de fazer isso, e dá risada quando fala.

De resto foi só isso. O chato saiu, a loira deu um beijo na boca da Vovó Naná. Selinho de mãe pra filha, deve ser.

Hoje a Ana Maria Braga quis saber se a namorada dele estava chorando. Nada de lágrimas, já que aumentou a chance de ganhar o milhão. Que nós vamos patrocinar com nossos SMSs, que, em números, representam a vontade louca que a gente tem de fazer sumir do mapa as pessoas que nos incomodam. Mesmo que tenhamos que pagar pra que isso aconteça.

Caviar (Zeca Pagodinho)


Você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar
Mas você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar

Caviar é comida de rico curioso fico, só sei que se come
Na mesa de poucos fartura adoidado
Mas se olha pro lado depara com a fome
Sou mais ovo frito, farofa e torresmo
Pois na minha casa é o que mais se consome
Por isso, se alguém vier me perguntar
O que é caviar, só conheço de nome

Você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar
Mas você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar

Geralmente quem come esse prato tem bala na agulha
Não é qualquer um
Quem sou eu pra tirar essa chinfra
Se vivo na vala pescando muçum
Mesmo assim não reclamo da vida
Apesar de sofrida, consigo levar
Um dia eu acerto numa loteria
E dessa iguaria até posso provar

Você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar
Mas você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar


"Mas se o rico olha pro lado, se depara com a fome"
Quem discorda que farofa e torresmo é mais gostoso do que caviar?
Então porque corremos tanto atrás dele?



Para assistir ao vídeo clique aqui





Vai de ônibus?

Eu acho graça da vergonha que o paulistano tem de tomar ônibus. Especificamente o ônibus urbano.

Em tempos de aquecimento global e tsunamis, onde quem deveria estar sofrendo preconceito é o dono da perua cabine dupla que ocupa duas vagas no estacionamento, o usuário do transporte público ainda é alvo de chacotas.

Se for o ônibus da empresa, sem problemas. Os dos artistas, também agradam:

- Olha lá!!! O ônibus do Vitor e Léo!!!
- Olha ali... o ônibus com os jogadores do São Paulo!!!!!

Outro dia a Cátia Fonseca falou que era bom a pessoa entrar no consórcio, assim parava de tomar o busão. Logo ela, que junto com a Mama Bruschetta tem uma ferramenta tão bacana em mãos, que é o grande poder de comunicação. Ao invés de incentivarem as pessoas a impactarem menos no ambiente, se locomovendo de forma ecologicamente correta, reforçam o preconceito aos passageiros, insinuando que esse tipo de transporte é reservado aos que não têm poder aquisitivo suficiente para galgar um degrau social.

E não param de trabalhar o tempo todo incentivando o cidadão a se endividar, somente para se livrar do estigma da pobreza. Pobreza a dela, de espírito, de soltar uma frase como essa:

- Vai lá, compra, não precisa de comprovante de renda, assim você nunca mais vai precisar se pendurar no busão!

Andar de metrô até que é chique. O paulistano não fica triste de dizer que veio de metrô, porque envolve um certo glamour. É um transporte relativamente limpo, rápido e prático. A velocidade com que as pessoas atingem seus destinos é suficiente para dar um álibi positivo ao fato de terem escolhido esse meio de transporte. E tempo, para o paulistano, é tudo. Mesmo que aquele seja o dia de não fazer nada.

O preconceito ao usuário do ônibus não vem apenas dos que só andam de carro. Vem também dos próprios companheiros de viagem. Ontem mesmo, uma menina atendeu o celular no ônibus e falava (gritava) assim:

- Quando você chega aqui? Quando? Tem problema não, eu vou te buscar! Cê me liga que eu te pego lá!

Repetiu isso umas três vezes, para informar que era motorizada. Na volta, quando a chuva não me deixava esperar o ônibus no ponto (que teve sua cobertura depredada por vândalos), acabei me escondendo da água na entrada do Banco Itaú. E lá fiquei junto a alguns executivos que explicavam o porquê de estarem esperando o ônibus.

- Deixei meu carro no estacionamento do escritório.

Papo de ponto de ônibus é sempre assim. A conversa vai e vai até chegar uma hora onde o carro vira assunto. É preciso justificar ao outro paulistano o porquê de não estar de carro. Mas deixar claro nas entrelinhas que é proprietário de um veículo.

Se existisse uma camiseta onde estivesse escrito "Deixei meu carro na garagem", seria um sucesso de vendas.
Os europeus são felizes porque andam a pé, de bicicleta, e ficam irritados quando vêm pra cá e não conseguem descer dos carros para sentirem a cidade. Isso, andar a pé pela cidade, é senti-la. Não tem coisa mais gostosa do que passar pela calçada e sentir o cheiro de tempero de feijão, quando está perto da hora do almoço. De carro não dá pra fazer isso.

O carro é ótimo, é prático, mas é inviável sair por aí o tempo todo com ele. É caro pagar tantos estacionamentos. Haja grana!

Não há problema algum em dizer que veio de ônibus porque é econômico. Porque não tem carro. Porque não sabe ou não gosta de dirigir. Porque passa na porta da sua casa. Porque é bom pra natureza. Ou porque não ganha o suficiente para pagar prestação de carro, seguro, imposto, gasolina e estacionamento - além de outras tantas contas mais.




Crise Econômica Mundial

Recebi esse e-mail e achei legal

Como ficaram as marcas após a crise econômica:


















Meu bem, meu mal


Lembro como se fosse hoje o dia em que eu vi essa faixa.
Estava parada dentro de um ônibus, num trânsito infernal na Francisco Matarazzo por causa de um Shopping que veio pra tomar conta do pedaço.
Um pedaço que nos pertence por direito. Usucapião. Ora bolas, esse bairro é de quem mora aqui... Vem um pessoal sei lá de onde e faz um monstro gigante para bagunçar o coreto, sem dó nem piedade! Tenha paciência!

Mas a faixa indicava que alguma coisa estava errada e ainda em tempo, antes da desgraça ser oficializada, alguém finalmente tinha feito alguma coisa.
Inauguração adiada, bem feito! Pensam o que? Que aqui não tem lei? Que daqui ninguém cuida?
Enfim... o lançar de luzes neon pelas paredes da fachada e para o céu indicava que a inauguração realmente tinha sido apenas adiada, mas não cancelada.
Tanto que no dia seguinte, milhares de pessoas finalmente puderam conhecer o tão esperado centro de compras, após uma briga judicial ferrenha, muitas passeatas, olhares de esguelha e principalmente o suor de centenas de operários incansáveis no cumprimento de prazos e metas.
A grandiosidade da obra trouxe a muitos moradores um "quê" de nostalgia, de amargura e de medo.
Quantos anos se passaram sem que a gente percebesse?
Quantas coisas gigantescas foram construídas sem que nós nos déssemos conta?
E nesse meio-tempo? O que eu fiz por mim mesma? Olha só o tanto que as coisas mudam!
O tanto que eu não mudei! Olha só... minha vida ali, parada, diante daquela grandiosidade...

O Shopping veio para me lembrar como sou pequena. Parece que quando olho para ele fico menor. Fico mais pra trás, mais antiga. O Shopping me faz ver que muitas coisas podem ser construídas em pouco tempo. E muito mais ainda em muito tempo...
Quanto tempo perdi? Quanto tempo esperei? Ninguém espera.
E pensando assim, hoje tentei fazer amizade com ele, pra ver se consigo me sentir menos rélis. Não falo em condição social, mas em ímpeto. Em coragem. Em construção.
O que construo? Aceito as mudanças? Aceito com complacência coisas com as quais não concordo? Aceito a opinião da maioria? A maioria usa e curte o gigante de concreto. E eu? Por que me queixar tanto? Como uma velhinha que não pára de dizer que tudo é escandaloso e impróprio?

E nessa mania que tenho de deixar tudo para a última hora, o Shopping me mostrou que além de bagunçar o coreto, também pode ser muito útil.
Nele consegui encontrar quase tudo que precisava a um preço justo.
Fui caminhando pelos seus andares e ouvindo músicas natalinas com a lágrima na garganta. Vi casais de namorados, grupos de amigos, famílias.
Enquanto escolhia os presentes, prestava atenção às pessoas ao meu lado e notava que o ato de comprar não é apenas uma obrigação pura e simples. É uma hora em que as pessoas se concentram em lembrar das cores que os amigos gostam, seus tamanhos, seus hábitos, suas chatices e suas alegrias.

Hoje fui às compras reclamando de ter que fazer isso. Mas naquele incômodo Shopping acabei percebendo que comprar não é apenas uma compulsão, uma obrigação, uma convenção. Comprar é também um ato de amor.
Comprar comida. Comprar roupas. Comprar presentes. Dar. Receber. Lembrar.
Encontrei sem querer minha sobrinha com seu grupo de amigas. Ela, que até ontem eu carregava no colo. Ela, que naquele mesmo lugar, onde outrora funcionara um supermercado, agarrei com força quando acabou a luz e ficamos numa escuridão completa. Tinha pavor de perdê-la.
Hoje eu mesma procurei deixá-la em paz, deixá-la com suas amigas e seguir sozinha o meu caminho.

Enquanto pensava nas pessoas da família e nos presentes que ainda precisava comprar, olhava casais de namorados, casais com filhos, jovens enamorados, amigos animados. Assim, segui meu caminho.
Continuei procurando pelos presentes e os corredores do indesejado Shopping, indiferentes por terem sido por mim tão rejeitados, me acolheram generosamente. Encontrei nele tudo o que precisava. Menos o essencial.

S U N D A Y_M O R N I N G _D I A R Y

Esse texto foi escrito pelo meu primo, Toninho.

Ele é uma daquelas pessoas que conseguem contar piada e deixar as pessoas com dor de barriga de tanto rir. Ele conta a piada, mas parece que ele está falando sério... e o pior é que no final ele não ri. Já sabia que ele escrevia bem, mas acho que agora a família decidiu mostrar novas faces, o que eu acho ótimo! Dizem que as pessoas convivem uma vida toda e não se conhecem. E eu acho que isso é mesmo verdade.
(Toninho, espero que esse seja o primeiro de vários!)
S U N D A Y _M O R N I N G_ D I A R Y
Este frio na barriga que antecede a escrita de um tão novato blogueiro parece ser normal, entretanto, a idéia de postar reclamações e acontecimentos diários me parece tão coerente que, como uma luz no fim do túnel, estou indo ao encontro.
Era domingo, dia 14 do mês de dezembro para ser mais exato, e acordando as 06:45 tive para ir ao trabalho tive a certeza somente bons fluídos me arrebatariam naquele dia.
Leve engano...
Tive de acordar cedo para deixar minha namorada na rodoviária, afinal, ela mora em uma pacata cidade de somente 250 mil habitantes no interior de São Paulo. Inveja? Infelizmente não mais me atrevo a responder esta questão.
Tudo ia muito bem. Tomamos um café da manhã reforçado – trabalho na área de vendas de uma concessionária – pois sabia que teria um dia mais agitado por conta da redução do IPI, até chegar à Marginal do rio Tietê perto da altura da Avenida do Estado. Estava tendo um “desvio” por conta da prova de corrida denominada “Gonzaguinha”, portanto fecharam o acesso as rotatórias e pontes por um raio de 3 km. Perguntei a mim mesmo, ainda “zen” por ter acordado há pouco, quem no mundo fecharia uma das avenidas mais movimentadas do mundo para um prova sem qualquer importância ou mesmo isenta de uma quantidade expressiva de inscritos?
Ingenuidade? Imagina...
Creio que 3 siglas da corporação que estava tomando café e comendo algo saboroso em meio ao canteiro da avenida devem respondem a questão.
Mudei totalmente o trajeto, enfrentei um trânsito sem qualquer medida logo de “madrugada” para entrar na rodoviária, de repente percebo que a mesma está totalmente abarrotada de pessoas que nos “visitam” para comprar presentes natalinos e visitar seus “cumpadres”.
Descendo as escadas rolantes fico imaginando o preço do progresso quando inúmeras pessoas, por medo e desconhecimento do funcionamento da primeira – a escada rolante – não adentravam nela! Conclusão, mais congestionamento!
- “Cavalo!”, gritou um indivíduo para outro que tentava orientar como usar as rolantes.
- “Aqui é assim mesmo, tudo cavalo!”, murmurou novamente para uma senhora que o acompanhava.
Ululante informar que um coral de paulistanos e pseudo paulistanos responderam aos berros adjetivos singelos e graciosos para o indivíduo acima, inclusive elogiando por demais, os genitores do mesmo.
Muito bem, passado as escadarias foi a vez de voltar à Marginal Tietê para tentar chegar ao trabalho. Lembro-lhes que a via estava paralisada devido à famosa prova de maratona que ninguém conhece. O trânsito estava comendo solto e todos travando os dentes ou cantarolando alto dentro de seus veículos quando alguém, aos berros, exclamou para uma corredora um pouco tanto quanto fora dos padrões do atletismo:
- “Corre gordinha, corre! Corre pro hospital!”
E as gargalhadas ecoaram pela pista...
Não era somente uma questão de probabilidade até aquele poço de lipídios entrarem em colapso, mas sim um fato! Difícil conseguir visualizar um singelo coração do tamanho de um melão bombear sangue para todo seu corpo. Algumas partes devem já estar entrando em necrose! Meia dúzia de passos depois ela sentou no chão e tirou de sua bolsa uma Coca Cola. Queria ver se era a Zero, para tirar uma foto e mandar para a empresa alimentícia, mas não tive condições de enxergar.
Continuando a saga – saliento a todos vocês que este é um retrato fiel ao dia que tive, não estou inventando nenhuma situação ou ainda querendo agradar a você leitor! – finalmente o trânsito alivia e algo inédito acontece, uma Ferrari branca saindo fumaça azul do escapamento! Se todos conhecessem somente os símbolos, ninguém iria perceber que um VW Passat rebaixado caindo aos pedaços, do ano em que minha graciosa vovozinha era sexy, estava a desfilar pelas avenidas paulistanas, extrapolando qualquer perspectiva do protocolo de Kyoto ser eficaz.
E o Brasil ainda preocupado com as queimadas... tsc... tsc..., deveríamos mesmo era fazer uma ligação internacional e impedir a comercialização destes veículos por aqui!!! Eu disse internacional? Desculpem, mas é que algumas localidades da cidade e algumas pessoas me parecem tão distantes de uma realidade mundial que somente uma chamada internacional poderia surtir efeito. Ou talvez um muro e policiais fortemente armados.
Depois disto, tirando o fato que pessoas compram bens de grande monta como se comprassem pastéis invadiram o local onde trabalho para comer pipoca e algodão doce, o resto até que foi bom, pois dormi!

Se eu fosse milionária

Existem duas perguntas que quando escuto, sempre fico pensativa:

- O que você faria se ganhasse na mega-sena?

- O que você faria se não te faltasse nem tempo nem dinheiro?


Aí começo a pensar e a primeira coisa que sempre passa pela cabeça de todo mundo é que mudaria de casa, para uma com jardim e piscina.
E como todo rico paulistano que se preza não utilizaria a piscina. Piscina de casa de rico ou é coberta, ou gelada ou limpíssima porém sem utilidade.
O piscineiro vem, dá aquele trato, o dono da casa dá aquela chorada no preço da manutenção, mas só o tempo se encarrega de sujá-la, pois serve apenas para dar status e despesa.

Segunda coisa seria o super carrão. Sim, aquele grande, que é difícil de estacionar. Mas isso não seria problema porque teria motorista. Apesar de que atualmente quem tem esse tipo de carro é perseguido, porque os mais antenados já estão começando a perceber que o desgaste ambiental é muito grande para apenas uma pessoa se deslocar. Mas não tem problema: utilizaria os vidros mais escuros possíveis e passaria despercebida. (Porém, com isso perderia a oportunidade de desfilar por aí, ver e ser vista, e aí o intuito inicial já teria sido perdido... melhor um carro elegante, porém discreto).

Outra coisa e a mais importante de todas!!! Uma bica no trabalho!!! Todo tipo de trabalho. Os serviços domésticos, os dilemas profissionais, a mendigagem na fila do concurso. Finalmente teria a oportunidade de olhar de cima aqueles que um dia me desprezaram:
- Oi, tudo bem?
- Tudo, e você?
- Estou bem!
- Como vai o trabalho? Continua como gerente?
- Sim, minha carreira vai de vento em popa. E você? Já te chamaram no concurso?
- Não, ainda não chamaram, mas agora não tem problema. Semana que vem vou fazer um cruzeiro e na volta darei seguimento aos meus projetos culturais.
- É mesmo? Como foi isso? Ganhou na loteria?
- Não, farei isso com o dinheiro de algumas economias.
(rsrsrsrs)

Claro que a essa altura já teria dado um "up" no meu visual, aquela enxugada nas gorduras extras, um mega-hair no cabelo que insiste em cair e um bronze artificial (pra dar aquela cor de saúde). Os dentes, azuis de tão brancos, frutos do clareamento mais moderno do mundo.

As celulites teriam levado uma surra em alguma clínica de massagem. Meus sapatos doados aos necessitados e finalmente caminharia com aqueles super chiques que machucam pra caramba os pés de quem anda a pé e de ônibus. Já que teria motorista, poderia me aventurar num desses saltos da vida e descartaria meus tênis antigos junto com o meu bilhete-único.
E claro, compraria roupas de qualidade - não essas que costumo comprar nos Wal-Marts da vida.

Outra coisa que abandonaria seria minhas idas ao banco. E pararia finalmente de usar os caixas eletrônicos dos supermercados e dos postos de gasolina para economizar o estacionamento da agência.

Se eu ficasse milionária seria bom. Ajudaria o pessoal que eu conheço e sei que precisa. Mas dizem que quem pensa assim nunca ganha. E também dizem que a mega-sena é um grande engana-trouxa. As bolinhas são viciadas e o prêmio só sai quando "eles querem".

Por enquanto continuo na fila do concurso. Na loteria já deixei de jogar faz tempo. É preferível arriscar em ações porque, apesar da crise, o risco é menor.

De vez em quando encontro aqueles meus amigos executivos e fico reparando que eles ficaram ricos mas embarangaram. O excesso de trabalho e responsabilidade dá uma judiada. Ainda bem, pelo menos isso.

Hoje vou ver se faço um fézinha. Quem sabe tiro a sorte grande, compro uma empresa bacana e chamo um desses meus amigos para trabalhar? Nada de moleza, é claro. Terão que cumprir horário. Porque só assim, com responsabilidade, a gente consegue chegar a algum lugar. ;)

Nunca nada tá bom


Não adianta: nunca conseguiremos agradar. E eu não digo a todos ao mesmo tempo. Nunca vamos agradar a ninguém.
E isso é simples de explicar. É que pro ser humano, nunca nada tá bom.

Se a gente fala demais, é porque "enche o saco".
Se a gente fica quieto, é porque tá irritado, aconteceu alguma coisa.
- Nossa, você tá tão quieto... aconteceu alguma coisa?
(E a gente tá quieto que é pra não arrumar encrenca. Mas não adianta, porque o simples fato de estar quieto já demonstra insatisfação. E aí o outro começa)
- Que que eu te fiz?
- Nada!
- Então porque não quer falar comigo?
- Ah, hoje tô meio desanimado...
- Mentira, porque tô vendo na sua cara que tá bravo.
- Mas que cara, criatura?
- Vou pegar um espelho pra você ver.
- Agora você tá conseguindo me irritar.
- Eu não disse que tava irritado? Eu te conheço!
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Se a gente estuda pra concurso, é porque poderia estar procurando emprego melhor, pra ganhar bem mais.
Se a gente quer se arriscar num negócio novo, é doido.
Se fica naquele emprego meia-boca, é acomodado.
Se trabalha no negócio da família, é vagabundo.
E se o vizinho passou no concurso, é mais esperto do que nós.
- Mas ele passou na malandragem, tem conhecido lá dentro!
- E daí? O mundo é dos espertos!
- Ser malandro não é ser esperto! Ser malandro é falta de caráter!
- Hum, você tá com inveja.
- Não sinto inveja de gente desonesta.
- Por isso nunca vai ser alguém na vida.
- E o que chama de "ser alguém na vida"?
- Ter um bom cargo, um bom salário.
- Não acho que isso defina ninguém.
- Mas vai fazer alguma coisa sem dinheiro pra ver se você consegue...
- Não preciso de muito.
- Por isso que eu falo que você é burro!
- Burro pra mim é quem acha que a vida é só ganhar dinheiro a qualquer preço.
- Não falei que você era burro? Não gosta de dinheiro!
- É claro que eu gosto de dinheiro. Mas não preciso de milhões pra ser feliz.
- Ah, mas se tivesse milhões não ficaria contente?
- É claro que ficaria!
- Então, você é burro de não correr atrás.
- Burro é você que não entende o que eu falo.
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- Meu casamento é uma droga. Maldita hora que eu fui casar.
- Ah... todo mundo que é casado fala isso. Mas vocês podem separar. Já quem é solteiro nem sempre acha alguém pra se casar.
- Você que é feliz. Se eu pudesse voltar no tempo...
- Mas você pode, é só separar!
- Ah... agora já não dá mais.
- Claro que dá! É só querer.
- As coisas não são assim tão simples...
- Olha, ficar solteiro não é tão bom assim como você fala, viu?
- Claro que é! Não tem compromisso, não tem responsabilidade!
- Mas também não tem carinho de madrugada, nem alguém na hora da necessidade...
- Ah! Você pensa que pessoa casada é carinhosa como no tempo do namoro?
- Penso. Não é?
- Claro que não! É cada um pro seu lado a noite toda! E você pensa que é bom viver assim, sem carinho?
- Eu sei que não. Por isso te digo que ser solteiro não é tão bom assim.
- Ah, claro que é! Você que é feliz!
- Mas você tem filhos, eu não.
- Também não tem dor de cabeça!
- Ah, claro que tenho. Cada um com seus problemas, né? Você ainda tem o sorriso do seu filho pra te alegrar. Eu, nem isso.
- Meus filhos só dão trabalho e preocupação, e não reconhecem nada!
- Poxa, queria tanto ter um filho... nem iria ligar se não reconhecesse, queria tanto cuidar de alguém...
- Você é doido!
- Então porque você teve filhos?
- Sei lá, porque eu tava me sentindo sozinha e ser sozinha é ruim.
- Entendeu o que eu tô tentando te falar até agora?
- Ah... você reclama de barriga cheia.
- É, ninguém entende a gente.
- É verdade.
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Valores Modernos