Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens

E hoje que era pra vir chuva...

Hoje é o dia da Paulista virar a maior putaria da face da terra. E São Paulo, terra da garoa e das enchentes, nesse dia arma o céu do azul mais lindo que meus olhos já puderam ver. Pra combinar com o arco-íris, com o glitter. Pra ajudá-los a desfilar pelas ruas da cidade mais gay do país.
Sim, meninas, vocês, paulistanas, têm que se conformar que estão na cidade mais gay de todas. Na cidade onde os que que não parecem são, os que parecem são mesmo, os que ainda não são têm curiosidade, e os que juram que nunca serão já provaram da fruta.
O mundo está no fim. Até Clodovil não aguentou. O que será que nos espera do outro lado do sono? Se for algo mais gay do que esse mundo, prefiro ficar por aqui mesmo. Será que o outro mundo tem saída?

Sabores que eu não gosto

Se tem uma coisa que eu não gosto é hamburger com gosto de churrasco. Se eu quisesse fumaça de churrasco (cancerígena, por sinal), eu iria ao churrasquinho de gato lá do centrão e pediria um espetinho. Puta que pariu, o burger king tem o lanche com gosto de fumaça. Ainda bem que o Mc Donalds aboliu aquele hamburger que também tinha esse sabor. A Elma Chips chegou a fabricar batata frita sabor churrasco. Tirou da praça. Hoje comi um desses hamburgeres sabor churrasco. Tudo em nome do amor que eu sinto pelo meus sobrinhos.

Impressionante como os valores de família estão se perdendo. Geralmente cabe às mulheres manter a união de todos. Fazer cara de paisagem quando muitas vezes a vontade seria rodar a baiana. Aguentar pessoas de mau caráter e fingir que não vê.

Hoje estou meio perdida para escrever. Sinto que o passar dos dias traz novas responsabilidades que a gente não procurou, mas que é importante abraçá-las para manter o conforto dos entes queridos.

Novamente o passar dos anos faz meus olhos se voltarem para o poder financeiro como sendo um dos poderes mais importantes, para deixar os bons valores fluírem em toda sua plenitude. Disponibilidade, tempo, beijos e abraços são essenciais, mas uma firme estrutura econômica reforça o caminho para as boas decisões.

Ter poder econômico para prover o básico com boa sobra para eventualidades é ter poder para abraçar a família em todas as suas eventualidades.

A Igreja Católica tem dito que não se pode servir a Deus e ao dinheiro. Para mim, manter a união da família preservando dignos valores, é servir a Deus. E isso muitas vezes não é possível quando falta o básico, ou falta a sobra. A Igreja é irresponsável e sabe disso. Se não soubesse suspenderia as coletas nesse ano de 2010 onde a Campanha da Fraternidade fala sobre a importância de se desapegar das coisas materiais.

Nada levaremos dessa vida além dos valores. E para que esses sejam mantidos em toda sua plenitude, é preciso ter poder financeiro para nos permitirmos dizer não às traições, não à vida de infelicidade. Separações onde a mulher não pode manter os filhos muitas vezes não são possíveis. Ou são dificultadas. Manter a família infeliz não é manter uma boa família. A boa família une os membros de bons valores e se fortalece com reserva suficiente para caminhar rumo a um futuro mais feliz.

besteirol






Uploaded with ImageShack.usHoje queria ter encontrado um Tic Tac da Copa do Mundo. Mas só achei o de maracujá com cereja. O que de todo não foi de todo mal, já que Tic Tac é o melhor calibrador de hemorróidas que eu conheço. Mas não sei porque senti vontade de saborear as balinhas verde e amarelas. Também quis comprar o LM prateado, mas infelizmente eu não fumo mais. Vi um arroz escuro e comprido, chamado arroz selvagem, mas acredito que uma comida tão selvagem caia melhor na barriga da onça. Vi várias cervejas importadas, e percebi que o brasileiro está consumindo bastante esse tipo de produto. Parece que novamente se dá valor ao estrangeiro, como nos tempos das músicas americanas. As cervejas brasileiras são ótimas, mas como as garrafas importadas são maiores e mais caras, as pessoas têm a sensação que é um produto diferente. Aqui em São Paulo as pessoas consomem de tudo. Quando alguém decidir praticar um atentado, nem vai precisar estourar uma bomba no metrô. É só montar uma barraca de dogão na 25 de março que já mata algumas centenas de nós. O paulistano é um ser curioso e esfomeado por natureza. As barracas de camelô que vendem alimentos trazem consigo um encardido próprio do sabor. Inclusive se não forem encardidas é que a gente desconfia. Barraca limpa demais é de lojista que decidiu invadir a praia do marreteiro. É dois palito pra gente boicotar esse tipo de folgado.

Coitados dos aviões

Os traficantes só se fodem. Vivem por aí escondidos com medo da polícia, não têm lá grande liberdade e se forem presos nem podem ser beneficiados por nenhum habeas corpus da vida.
Eu digo coitados porque os clientes deles estão por aí, numa boa, advogando, clinicando, policiando. São atores famosos, atletas milionários, juízes badalados. Artistas, jornalistas, empresários. Vira e mexe um traficante é condenado por um juiz viciado, acusado por um advogado usuário de cocaína. Ele vai pra cadeia e os outros saem por aí, ovacionados pela sua sede de justiça. O traficante vende o produto que eles consomem ilícitamente, mas na hora H é o único boi de piranha. Há muito viciado importante que está no mais alto posto da polícia, da justiça, da política. E quando têm oportunidade, não pensam duas vezes em ficar boquiabertos e revoltados contra seu fornecedor. Quantas pessoas que usavam drogas conheci ao longo da vida? Inúmeras! E a maioria está numa boa, cheia da grana, morando bem. Os traficantes que conheci? Dois morreram, outros moram em lugares precários, outros estão presos ou fugidos. É fácil pegar quem consome droga, pois param nas bocas de fumo com carrões que têm placas. O traficante geralmente sai a pé, molambento, e passa o pacotinho pro bacana. Traficantes grandes levam vida mansa. Os aviões, não. São pobres coitados como os usuários. Só que se fodem muito mais.

Esse mundo é hipócrita. A lei aliviou os usuários. Se não tem quem compre, não tem quem venda. É a lei da oferta e da procura. Mas comprar, tudo bem, né? Quem sabe inventam uma máquina onde a gente enfia uma moeda e sai um baseado? Os papelotes são vendidos numa boa nas tabacarias, não são? Nossas autoridades são ingênuas...

Preconceito às vezes é pós-conceito

Já fui enganada por dois Rogérios. E algumas Claudias já me trouxeram concorrência. As Márcias e Adrianas sempre foram minhas amigas. Homens morenos sempre me destrataram e os de óculos me ignoraram. Gente de Libra costuma se dar bem comigo, mas passa um tempo e começa a falar mentiras. Os engenheiros costumam se achar melhores do que eu e os advogados com o passar do tempo acabam virando só meus amigos. Meus amigos pareciam gays e eu achava que não devia pensar que eles eram gays pois estava sendo preconceituosa. Depois de um tempo eles acabaram se assumindo e inclusive um deles me falou que há coisas na vida que são óbvias. Bem, vindo dele, aquele marica que me usou sem me avisar em eventos para fingir que tinha uma namorada (e queimou meu filme com os outros homens do nosso círculo de relacionamento) fiquei ciente de que onde há fumaça, há fogo.

Esses acontecimentos vão marcando a vida da gente e formando pós-conceitos que podem coincidir ou não com preconceitos tradicionais. Os moreninhos costumam chifrar as namoradas. E quando eu me afasto de um moreninho não é por eu ser racista. É por eu achar que aquele tipo de homem não é confiável, segundo minhas experiências anteriores. Da mesma forma poderia ter sido com loiros. Ou com ruivos. Calhou de ser com morenos. "Eu não gosto de morenos". Essa frase dá cadeia. Mas não tem nada a ver com racismo. Eu não gosto de morenos justamente porque gostava deles e levei um pé na bunda. Meu preconceito nasceu posteriormente ao pé na bunda. Então parece preconceito, mas é pós-conceito.

Os homens que usam brincos nem sempre são gays. Mas podem virar, como meu amigo do colegial que desmunhecou total. Ele gostava de mulher, mas hoje quer ser a Cher. Então, quando eu encontrar outro cabeludo com uma caveira tatuada no braço, logo vou pensar que ele talvez queira ser a Cher. Isso é relação mental. Lógica, associação. Preconceito, não.

O sentido da vida

Ontem conversei com um rapaz no MSN e comentei que não gosto de passar a vida toda sem ver a cor do sol.
Ele achou um comentário estranho...
- Como assim?
- Ah... tipo levantar bem cedo e sair correndo, pegar trânsito e se enfiar no escritório e só sair quando o dia já acabou. Ficar longe dos meus parentes direto, sem poder fazer nada diferente naquele horário. Sem ver o dia, o sol, a chuva. Presa. Gostaria de ter mais liberdade pra poder ser feliz.
- Ué? Como assim? A gente precisa pagar as contas!
- Eu sei, mas será que esse é o único jeito de trabalhar? Prefiro ser mais livre, não ter horários fixos. Ver o dia acontecer em todas as suas fases. Senão dá a sensação de que a vida está passando e eu nem estou percebendo...
- Mas a vida é assim mesmo!
- Eu vou tentar fazer com que a minha seja diferente, porque assim não sou feliz.
- Bem, agora tenho que ir. Foi um prazer te conhecer.
- Ok, bjs!

... Tá vendo como ele se livrou rapidinho daquilo que considerou uma perda de tempo? Era mais ou menos isso que eu queria explicar pra ele. Mas nem deu tempo.

Eu sou um ser antissocial

É assim que se escreve agora? Antissocial? Não sei se é, mas deu pra entender, né? Anti-social. As pessoas me irritam! Não que eu fique p da vida com ninguém, nem que seja mal educada. Mas tem coisas que me enchem a paciencia demais.

Quer um exemplo? Papinho de menina apaixonada por mano véio que só quer saber de levar as mina pra balada e os mano pro futiba. Combinam churras lá pelas tantas e depois ficam miguelando pra pagar o pãozinho. Essas meninas passam o dia todo alisando o cabelo, quando não trabalhando em pé em loja popular e ainda querem treta com neguinho fdp.

Aí vc sobe no ônibus e elas tão com aqueles papos no celular, dando risadinha e pagando de trouxa. Não é irritante? Outra coisa que eu não aguento é idoso que arruma TODAS as doenças desse mundo e quer contá-las de uma vez só. Mas é só aparecer alguma coisa que interessa pra eles que te deixam falando sozinho em dois tempos.

Outra coisa é aquele povo que não para de te arrumar serviço grátis. Tudo eles querem, nada eles fazem sozinhos (faziam tudo antes de te conhecer, mas agora vc é a única esperança do fdp).

NÃO SEI ONDE MINHA MÃE ESTAVA COM A CABEÇA QUANDO ME DEU TANTA EDUCAÇÃO.

Tarde fria

Hoje estive na Livraria Cultura. Aproveitei para ler mais um livro grátis e devolvê-lo à parteleira. Assim economizei e ajudei a natureza. Adoro essa livraria. É boa porque é confortável, mas tem o defeito de deixar músicas clássicas cheias de violinos tocando ao fundo. Violinos me irritam profundamente. Primeiro vem o desconforto, depois o sono. Quando chega a vir o sono é porque o desconforto já bateu no teto. Mas tudo em nome de uma leitura grátis.

Graças a Deus os porra-louca não tavam na livraria. Detesto quando aquela gente metida a intelectual cruzado com gay fashion começa a cruzar por lá. Eles tem um ar de serem mais sabidos do que os livros. Mais descabelados que o Fiuk e mais despojados do que qualquer grife que vende trapos a preço de ouro. Quando pinta essa combinação, com direito a sapatilha alpargata, bolsa de tricô e saia rodada, fico enjoada.

Tem lugares que tem tanta gente porra-louca que até cansa. Eles fazem tanta força pra mostrar que são diferentes que acabam ficando todos iguais. Não é que eu queira ser preconceituosa. Querer eu não queria, o fato é que sou, vou fazer o que? Quando olho alguém que parece que passou o dia todo escolhendo as peças de roupas mais nada a ver da vitrine, e depois combinou tudo com cabelo cuidadosamente despenteado e uma presilhinha no cantinho... Sem falar na turma do piercing na língua. Quem põe piercing na língua não deve usá-la para nada que preste. Quem gosta da própria língua não põe nada nela, além de comida e pasta de dente. Se um dia um filho meu aparecesse com um piercing na língua, eu arrancava a tomada da parede e dava um choque nele.

Bem, voltando à Livraria Cultura... Tinha gente normal. Gente metida a rica. (Um mala falando que ele abriu uma loja para uma amiga - para ajudá-la, mas combinou que não era para ficarem só naquilo. A meta seria uma loja nova por ano. Rico ele, né? Será loja de que? Não cheguei a saber, porque mudei de lugar). Folheei um livro com técnicas de memorização. Achei muito interessante, e estou praticando. Agora também deveria haver a técnica para esquecer, e essa não sei se existe, mas seria útil pra caramba. Esquecer amores, amigos traidores. Esquecer as cagadas que a gente fez na vida. Limpar a mente das lembranças cheias de culpas e decepções.

Ah, eu também não gosto dos engravatados. Ajudam a destruir o meio ambiente e se acham o máximo. Nesse ponto prefiro os que usam piercing na língua. Pelo menos destroem aquilo que é deles. Não cheguei a tomar café na livraria, porque acho esse expresso muito caro, além de amargo demais. Prefiro o café de coador. Ao menos não preciso por açúcar. Foi bom que li bastante. O melhor de tudo é que descobri que aquela fase entre o sono e a consciência, é a melhor hora da gente aprender coisas. Pena que logo a gente dorme, e não dá pra ouvir muitas informações.

Essa vida é meio complicada. De novo o bom do meu dia foi o sorvete. E só.

Assuntos comunitários

Quer coisa mais fascinante que conhecer tudo o que se passa à volta da gente? Não tem, né? Saber que comércio está subindo ali, o que pensam em fazer com nosso bairro nos próximos anos, quais são as coisas que mais incomodam os habitantes e as que eles mais gostam... Esse mundo é tão rico! Mas até ele me cansa! Enfim, TUDO me cansa. Porque o que eu queria mesmo era ser general, ser aquela pessoa que sai na rua e fala assim: "NÃO MIJE AQUI NUNCA MAIS!" E que nunca mais a rua ficasse mijada. Queria também ter o poder de multar espertalhões que correm pelo bairro. E também os que fazem barulho. Queria tomar apitos de Copa do Mundo das bocas nervosas. Quebrar o disco do Zezé di Camargo da vizinha da frente. Queria pegar o lixo que o vizinho joga no lugar errado e socar de volta no quintal dele. E também dar um trato no bebê da vizinha quando ele não para de chorar. Enfim, queria ser a grande IMPERADORA. Arbitrária! Principalmente nas questões que estão relacionadas ao lixo e ao barulho. Mas como isso é coisa de gente truculenta e não democrática, vou tentando inventar soluções pacíficas e inteligentes para conseguir aquilo que no fundo eu queria mesmo era fazer no grito. "TETÊ! DESLIGA ESSA MERDA DESSE RÁDIO"! Será que eu sou ruim? Ou os outros que não tem educação social?

Gosto muito de muita coisa

Mas só durante um tempo. A vida é tão cheia de coisas pra gente conhecer, que se for ver, passar a vida toda vidrado num assunto só dá até aflição... Tanto que temos para desenvolver o corpo, a mente, conhecer novos pensamentos... Viajar no próprio pensamento, conhecer a lógica das coisas. Conhecer o que não tem sentido também me interessa. Um mundo tão grande, e a gente pensando a vida sempre do mesmo jeito... Andar sempre pelos mesmos lugares não me incomoda. O que me incomoda é pensar sempre da mesma forma, fazer sempre as mesmas coisas, naquelas mesmas horas... A disciplina é ótima, mas não para mim.

o que já ouvi de homens e achei um caos

  • Você está julgando! (Sim, meu bem, afinal, tenho juízo para que?)
  • Puxa vida, isso porque você não estava com fome! (após dividirmos uma fogazza que eu havia recusado educadamente porque achava que ele era meio pão duro)
  • Ah, então vc é analista de sistemas? rsrs (De um cara que pensava que eu não tinha conhecimento algum em minha profissão)
  • Nossa, meu! (Meu? Nem ao menos "minha"?)
  • Não quero te ver nunca mais. (Esse me deletou de vez, enquanto me beijava) rs - Vai ver que eu não tenho um hálito lá muito bom.
  • Você costuma se vestir como? (Dá pra repetir a pergunta?)
  • A que tribo você pertence? (Olha, meus pais são europeus, viviam em aldeias)
  • E com essa profissão você consegue se sustentar? (Isso porque ele era separado com filhos, imagine se eu tivesse perguntado sobre quanto ele pagava de pensão, afinal de contas, eu que teria que me preocupar, não é mesmo?)
  • Sabe lá naquele bairro da Casa Verde onde mora sua amiga? (Não tenho amigas que moram na Casa Verde, está me confundindo com quem?)
  • Sabe, Lu... (No MSN, com meu nome escrito na tela: Fernanda diz...)
  • Daqui a dois anos vou comprar meu carro novo e sair por aí (De um homem de 38 anos que estava me propondo entrar em casa pra namorar - imagine em que ano estaria incluída nos planos dele).
  • Metade do meu salário doei pra Igreja (De um homem que dividia conta de R$ 20,00 comigo - generoso...)
  • Você tem R$ 2,00 trocados pra inteirar a conta? (Desse mesmo homem, que 5 minutos depois deu R$ 5,00 para um flanelinha no farol)
  • Me deixa uma mensagem offline no MSN. (Offline???)
  • Quem é você mesmo? (De um homem que havia me ligado no celular um dia antes e tínhamos descoberto que éramos vizinhos)
Dá pra ser feliz?

Sobre pontes e muros;

Por Erica Maria | segunda-feira, 9 de novembro de 2009


Não, eu não sou uma expert na arte de amar. Mas sei que uma relação se constrói com pontes e não com muros. Que portas permanentemente fechadas atraem mofo e mau cheiro. Então construa pontes de nuvens, de flores, querer.
Abra as cortinas, renove o ar.
Muros podem separar, pontes são feitas pra unir.
.
.

Reflexões de Final de Ano



E novamente já é Natal. E ainda não comprei nenhum presente.
As pessoas mais chegadas também fazem aniversário no final de ano. Então eu fico preguiçosa pra comprar presentes.


Ao invés de me organizar, todo ano faço a mesma coisa: espero o dia ir chegando e vou pensando pensando... e penso também que não sei porque a gente tem que comprar presentes em datas específicas. O gostoso é levar alguma coisa quando olha e vê que tem a cara da pessoa, em qualquer data. Com obrigação quase sempre compramos por comprar, ou andamos até não poder mais para achar alguma coisa que a pessoa nem vai usar.


O problema maior é que hoje todo mundo tem quase tudo, então a pessoa ganha e não usa porque até esquece o que tem. Alguns presentes então, melhor nem virem, como aqueles comprados por obrigação pra compensar a falta de atenção dispensada durante o ano todo.


As convenções do comércio são chatas, mas necessárias. Muitos criticaram Lula quando ele mandou comprar e comprar. Mas se for refletir, a nossa economia e o nosso trabalho está intimamente ligado ao comprar. Realmente, um Presidente que quer aumentar o PIB não pode mandar o povo não comprar. Mas ao mesmo tempo, comprando a gente destrói a natureza e as tempestades e enchentes já estão começando a dar as caras e a mostrar que nosso lucro logo logo vai virar um prejuízo e tanto.


Aquele velho papo que Natal é Deus e não presentes, ainda não colou. Papai Noel ainda é muito mais pop nessa época do que o Menino Jesus. É só olhar pros enfeites de Natal espalhados por aí. Jesus veio peladinho, sem saco de presentes, e os Reis Magos trataram de levar alguns apetrechos para adorá-lo. Papai Noel tem um saco sem fundo, desses que a gente acha que vai sair coelho, namorado, emprego e tudo o que alguém pode sonhar. Então, para a economia, Papai Noel é o canal.


O final de ano me faz refletir sobre o que de bom fiz pra mim. Nesse ano fiz algumas coisas boas, mas uma barbeiragem um pouco antes do meio do ano empatou a minha vida. É, tudo na vida tem um preço, e depositar a felicidade em outro ser humano é quase sempre um investimento de alto risco. Mas não tem jeito, eu sempre faço isso. E quando vejo que fiz mau negócio, ao invés de mudar a aplicação de minhas expectativas, espero o banco falir. Sou demorada.


Ser demorado, nos tempos de hoje, é suicídio. Eu tenho essa tendência. Não mudo os meus valores básicos, não mudo o ritmo e acabo sempre ficando pra trás. Por isso mesmo não me sinto com a idade que tenho. Olho pros mais jovens tratando de amores como quem faz barganha em feira livre e acho que o coração dessa gente é velho. Olho pra eles falando em dormir de conchinha e reflito que venho de uma criação onde isso nem dava pra se fazer, porque tinha hora pra chegar em casa, então, dormir nem pensar! Eles viajam com os namorados, levam vida de casado, estão sempre procurando algo que nem sabem o que é e vivem espalhando por aí que isso é aproveitar a vida. Porém, estão sempre insatisfeitos. Então por isso mesmo me sinto jovem quando olho para eles. São muito calejados e vividos. Alguns já endureceram o coração antes dos trinta. E até na idade se acham velhos. Vê se pode...


Ao mesmo tempo penso que eles têm alguma razão. A rotatividade também nos traz bastante experiência, e nesse ponto sinto que pequei. Deveria ter encontrado um meio termo e não ter acreditado que um dia o príncipe ia perceber que eu era a mulher da vida dele. A gente faz muitas loucuras na vida, as maiores delas relacionadas à paixão. Mas, o que é a vida sem ilusão?


Enfim, espero que muita coisa em minha vida mude, mas que nunca perca a capacidade de me apaixonar e de acreditar que uma pessoa pode ser muitas, que as pessoas mudam com o tempo, que nunca se conhece um ser humano em sua totalidade e é aí que está a graça de apostar num relacionamento apenas.


Querer relacionar a felicidade conjugal ao desfrute desenfreado com vários parceiros é subestimar a inteligência e a versatilidade da obra de Deus. Uma das coisas que mais me irrita atualmente é ter que explicar o porquê de querer namorar uma pessoa só, ser mais reservada, canalizar energias para alguém interessante sem com isso ficar zanzando por aí enquanto espero a pessoa aparecer. Vivo ouvindo que preciso rever meus conceitos, que perco meu tempo e durmo no ponto. É, pode ser. Mas quando a gente ingressa no mundo da falta de princípios, a viagem é interessante porém nos despe de todo e qualquer tipo de censura. E quem se machuca com isso, não preciso nem dizer.


Mas mesmo assim vou pedir que Papai Noel não permita que eu me afaste dos sentimentos mais puros, da confiança no ser humano e na intenção de construir coisas boas. Ser honesto nos dias de hoje é se agarrar num tronco de árvore enroscado no leito do rio em meio à forte correnteza.


Que meu tronco me suporte, que a tempestade seja leve e que, com sorte, nesse rio haja alguém perdido e que também tenha os sonhos parecidos com os meus.


Feliz Natal!

(publicando novamente) Reflexões de Final de Ano (original em 20/12/2008, 00:10)

Triste Vítima



Frescurites & Cia


O ser humano às vezes me deixa maluca. É que é muita frescura pra minha cabeça.

Desde tomar um simples copo de água até escolher uma roupa, as ranhetices das pessoas lotam qualquer paciência.

Tem gente que quando vem em casa pede um copo de água e eu sempre caio na besteira de perguntar se é gelada ou sem gelo.

Minha tia quer misturada, mas a de baixo tem que ser a sem gelo e a de cima a gelada, senão não se misturam bem.

Minha outra tia não gosta da nossa água, porque é do filtro e ela só usa água engarrafada ou desses filtros chiques, tipo Europa.

Minha outra tia implica com os tipos de roupas: se a saia não estiver um palmo acima dos joelhos, para ela é feia, por mais bonita que seja.

Meu pai não come lasanha, mas come presunto e queijo e macarrão separado. Come croquetes de carne, mas não come almôndegas nem hamburger, porque odeia carne moída (justamente o recheio dos croquetes de carne).

Minha sobrinha odeia café, mas gosta muito de balas de café.

Minha irmã abomina peixe, mas é vidrada em cozinha japonesa.

Meu pai é do contra. Espera pra saber o que a gente vai querer fazer pra dizer que não quer. Seja o que for.

Minha irmã prefere fazer o papel de advogado do diabo, então ela conversa comigo, vê a minha opinião e decide defender a idéia contrária, sempre.

É difícil conviver com as pessoas. Melhor não procurar lógica em ninguém. Deve ser por isso que as áreas que estudam as contradições não são as EXATAS e sim as HUMANAS. 

Vai ver que pra ser humano é preciso ser complexo e contraditório. Talvez sim. Talvez não.

Dignidade

Ronaldo Brahmeiro


Eu ia escrever sobre a propaganda do Ronaldo, mas encontrei um texto ótimo... esse é o país onde o maior atleta é garoto-propaganda da droga mais viciante e perigosa, onde o médico não mede a pressão do paciente, sendo que as doenças cardiovasculares são as que mais matam... onde a companhia de trânsito infringe as leis de trânsito a todo o tempo, e onde a polícia não corre atrás do bandido quando a gente chama.


Da FOLHA DE SÃO PAULO

Por JOSÉ ROBERTO TORERO

——————————————————————————–

Comparar as heroicas voltas de Ronaldo ao futebol com o suor da cerveja é chamar o espectador de estúpido

——————————————————————————–

BEBERRAZ leitor, alcoofilista leitora, vocês viram o comercial do Ronaldo? O comercial da Brahma? Para quem não viu, faço um resumo: ele aparece driblando vários obstáculos, faz um trocadilho entre o suor dele e o suor da cerveja e acaba dizendo, com um copo na mão, que é um “brahmeiro”.

Como assim? Um atleta importante fazendo comercial de cerveja? Ou pior, um atleta ainda gordo, em recuperação, fazendo comercial de cerveja? Não entendi. E não entendi porque me parece uma propaganda ruim para os dois.

Para a cerveja, porque eu, vendo o comercial, penso: “Poxa, cerveja engorda pra caramba!”. Para o jogador, porque mostra que ele não é um atleta sério. É um cara que bebe mesmo ainda estando longe da sua melhor forma.

A Brahma e Ronaldo já estiveram juntos em outros comerciais. É uma parceria antiga, desde que ele tinha 17 anos. Mas ela já foi mais sutil e inteligente. Lembro que houve uma propaganda chamada “Guerreiro” em que apenas aparecia o rosto do jogador e havia um bom texto ao fundo. Outra trazia Ronaldo como um toureiro, driblando um touro várias vezes até que o vencia e abria a garrafa nos chifres do animal.

Mas este novo comercial está bem abaixo dos anteriores. Agora há uma ligação direta entre futebol e álcool. E obviamente os dois não combinam. A campanha ainda teve o azar de vir logo depois do anúncio de aposentadoria (talvez compulsória) de Adriano, que tem seu nome associado a problemas com bebidas. E jogador fazer propaganda explícita de cerveja, não dá. Passa da conta.

A legislação permite que as propagandas de bebidas abaixo de 13 graus GL (Gay-Lussac) sejam exibidas em qualquer horário. Por isso é que vemos comerciais de cervejas e dessas vodkas ice a toda hora. Porém, em maio de 2007, Lula assinou um decreto que classificou como alcoólica toda bebida com mais de 0,5 grau GL. Só que, inexplicavelmente, esse decreto não restringiu a propaganda de cerveja.

Voltando ao comercial, que foi criado pela agência África, no texto o atacante afirma que tem orgulho de “cair e se levantar”. O redator não devia estar sóbrio quando o escreveu. É uma frase muito infeliz. Uma piada pronta. Tanto que, na mesma hora, o amigo com quem eu via o jogo comentou: “Cair e se levantar não é grande coisa. Qualquer bêbado consegue isso”. E comparar o esforço heroico de Ronaldo para voltar três vezes ao futebol com o suor da cerveja é chamar o espectador de estúpido. É fazer troça da fantástica recuperação do jogador, que deveria falar “Eu sou artilheiro” e não “Eu sou brahmeiro”.

A publicidade brasileira, que já foi das melhores do mundo, vem piorando nos últimos anos. Mas, agora, se superou. Acho que, pelo menos, para desencargo de consciência, esta nova propaganda deveria vir com um daqueles avisos no final, algo do tipo: “O Ministério da Saúde adverte: Cerveja dá barriga e faz você confundir mulher com similares”.

Levemente maluca

Minha tia era louca. Mas não nasceu assim. Teve uma depressão pós-parto e começou a se afastar do mundo, até não falar mais coisa com coisa. Morreu há alguns anos, quase idosa,
sem nunca ter sarado.
Ela falava que quem tomava muito café ficava preto e conversava mil vezes o mesmo assunto. Perguntava alguma coisa pras pessoas e quando elas respondiam, ela comentava a resposta e em seguida fazia a mesma pergunta de novo. E de novo. Aí, quando a gente começava a rir, ela ria também. Quando ela me ligava eu ficava um bom tempo no telefone, até que chegava uma hora em que ela mesma percebia que já era hora de desligar. Eu ficava com pena dela, mas ao mesmo tempo ela me encantava, pois estava sempre de bom humor. Às vezes alguma coisa a deixava injuriada, como por exemplo quando alguém brigava com alguma de suas filhas. Ela gritava, falava alto e depois de um tempo voltava a ficar contente.
Ela xingava os vizinhos. Ficava na varanda de casa e mexia com quem passava na rua. Tinha gente que ficava p. da vida com ela, porque há pessoas que são mais loucas que os próprios loucos e são capazes de se ofender com eles.
Quando minha tia morreu, todo mundo ficou pensando no porquê dela ter tido uma vida tão difícil, e ao mesmo tão fácil, porque depois que ficou doente, nunca mais teve que se preocupar com contas e com as mesquinharias da vida. E eu fiquei pensando se mais louca era ela ou somos nós, que nos enredamos em mil intrigas e picuinhas, a troco de conquistar o respeito dos outros durante certo tempo, porque se for ver, todo mundo fala mal de todo mundo.
Se um é rico e não tem tempo de olhar a mãe, é acusado de coração duro. Se o outro tem bastante tempo mas não pode ajudar com dinheiro, é chamado de vagabundo. Mas o vagabundo e o sem tempo se completam na hora de ajudar alguém. Um cuida (o vagabundo) e o outro banca (o rico). Se disser pro rico dar uma de vagabundo ele vai achar que dá muito trabalho. E se disser pro vagabundo dar uma de rico, ele não se sentirá capaz.
Acho que no fundo Deus faz tudo certo. Enquanto uns servem para prover, outros servem para cuidar. Enquanto uns vêem a parte prática, outros são mais delicados, trazendo uma visão de sensibilidade. Nem dureza nem fragilidade são boas em excesso, então o negócio é valorizar o que cada um pode dar e procurar distribuir as tarefas da melhor forma para todos.
Estava pensando que às vezes é bom ser maluco. Não maluco, louco de pedra. Mas meio doidinho assim, desses que fazem a vida ficar mais leve.
Ontem passou uma italiana de 98 anos, sobrevivente do terremoto, que esperou 42 horas pelo resgate fazendo tricô. E avisou que estava muito triste por ser entrevistada descabelada. Deliciosamente maluca, fez com que todos sorrissem, mesmo naquele panorama de imensa tragédia.
Aqui está o video com ela, e não é difícil entender a razão dela estar viva até essa idade:

Grande Vencedor

Nada melhor do que coroar um grande babaca como vencedor de uma grande porcaria como foi o BBB9. Só se salvou mesmo o show do Zezé e do Luciano. Imagine como foi o resto...

Aos Amigos

Essa página fez seis meses.
Nunca gostei de blogs, nem de diários.
Aliás, mesmo meus cadernos de escola eram um enigma até pra mim.
Frequentemente eu não anotava nada nas aulas, e para estudar para as provas acabava tendo que xerocar os cadernos dos meus amigos CDFs.

Escrever era coisa para aliviar quando estava triste.
Escrevia mais pra falar coisas que não tinha coragem de falar e, escrevendo, ficava mais aliviada.
Geralmente eram textos bem melodramáticos, aquelas coisas bem apaixonadas, misturadas com a dor do desprezo. Escrevia sempre movida por muita angústia.

Até que um dia decidi não escrever mais nada, afinal, cultivar aquele sofrimento todo era horrível! Aquela papelada guardada cheia de "barriga-me-dói" devia me trazer até azar.
Joguei tudo fora! E me senti bem melhor.

Passei muito tempo sem escrever nada, tanto tempo que comecei a ter muitas dúvidas de português. Fiquei incapaz de escrever até mesmo uma simples redação.

Aí ingressei numa nova fase. Passei a escrever coisas alegres, engraçadas, a me divertir com os textos, tirando sarro das desgraças. A começar pelas minhas próprias, que não foram poucas.

Quando montei essa página, foi por indicação de um colega que me disse para disponibilizar meus textos na internet para nosso grupo se organizar direitinho.

Então montei apenas para guardar os textos, como se fosse aquela pasta amarela que um dia joguei fora com as minhas lamúrias de adolescente. Mas, para a minha surpresa, recebi milhares de acessos. Até eu mesma me surpreendi.

Então os amigos começaram a gostar, e eu comecei a ficar com medo! Porque nos textos sempre tem muito da vida particular da gente, muitas visões dos amigos, da família, e nem sempre são das melhores!!!

Aí comecei a tomar bastante cuidado com isso, até mesmo a me censurar! E pensei em montar uma outra página onde eu pudesse escrever sem me identificar, para ter mais liberdade de falar sobre qualquer assunto.

Mas aquela história de escrever quando estava triste não mudou muito. Os textos é que mudaram.
Tem horas em que estou triste e escrevo coisas alegres, mas, no fundo, as historinhas não deixam de ser um pedido de socorro.

Então comecei a pensar até que ponto esse hábito não colabora para que a gente fique cada vez mais sozinho! Nada mais solitário do que escrever. Quem está triste e conversa com os amigos acaba trocando idéias, se distraindo, rindo, falando bobagens. Mas quem desenvolve o hábito da escrita, nada mais faz do que falar o tempo todo sozinho.

E vai construindo uma imagem em torno de si que nem sempre é verdadeira. Algumas pessoas até mudaram o tratamento comigo. Uns ficaram mais simpáticos, outros, mais distantes. E eu entendo o por quê.

Sou uma pessoa tranquila - até demais. Mas a internet constrói uma imagem totalmente diferente daquilo que somos na realidade. O que escrevo aqui é mais ou menos uma fotografia do que qualquer pessoa pensa. A diferença é a escrita.

Mas, como milhões de coisas passam na cabeça de todo mundo ao mesmo tempo, quando alguém organiza meia dúzia de idéias e transforma num texto, dá a sensação de que aquela pessoa é diferente de todo mundo. Mas isso é errado.

Os textos são como os pensamentos, os julgamentos: Aparecem na cabeça da gente agora, mas daqui a pouco nem lembramos mais daquilo. E quando lembramos, muitas vezes já estamos achando outra coisa, e outra e outra...

Falar sozinho é meio perigoso, ainda mais quando se fala alto, como aqui. E a sensação que dá é que tudo o que se escreve é verdade, é baseado na vida real do escritor, e isso não é verdade.

No texto sobre São Paulo 450 anos, por exemplo, escrevi uma realidade que nunca teve nada a ver com a minha. E as crônicas são assim mesmo, a gente acaba maquiando aqui e ali para ficar interessante, inventa para ficar mais engraçado e é aí que mora o perigo.
Quem lê vai idealizando mil coisas sobre a gente e quando vamos ver, ganhamos amigos virtuais, mas perdemos amigos "reais" e isso é muito ruim.

Mas estou dando um tempo no blog não somente por causa disso. Escrever poesias para mim é apenas uma brincadeira de juntar palavras. Não me considero "poeta" nem "intelectual" como dizem meus amigos. Não sou nada disso. Sou simples - até demais. Acho os intelectuais chatos e arrogantes. Deus me livre de ser um deles! E Deus me livre também de ser uma dessas mulheres executivas, cheia de manias de dar ordens e de se achar grande coisa.

*A internet até tem o "dicionário das rimas", o cantor Latino se utiliza muito dele. ;)

O que eu gosto mesmo é das coisas simples, das crianças, da família. E a internet rouba um tempo incrível da convivência com a família.

Nesse final de semana minha tia adoeceu gravemente, e isso veio ao encontro da vontade que sinto de voltar a ser eu mesma, de voltar a conviver mais com as pessoas. Vontade de aproveitar o tempo com as pessoas importantes, e parar de correr atrás daquilo que eu não tenho.

Na verdade, quando escrevo bastante geralmente estou movida pelo desejo de dizer algo para alguém que não tem disponibilidade de ouvir. E fico tentando, e esperando, esperando... Enquanto isso, perco tempo de convivência com aquelas pessoas que estão mais perto. E a gente nunca sabe até quando estarão.

Aproveito para agradecer aos amigos queridos que me encheram de elogios depois de lerem as coisas que escrevo, o que é uma honra, já que esse mundo conta com infinitas informações! Esses milhares de acessos ao blog me deixaram super envaidecida!

Já há muito tempo minha convivência com os amigos tem sido mais virtual do que real.

Com o orkut, o blog, o MSN, até mesmo meus amigos reais acabaram se tornando "amigos virtuais". E isso é horrível. Porque no orkut estamos sorrindo o tempo todo, no MSN a gente é mais um boneco verde e no blog eu sou a pessoa mais crítica do mundo. E nada disso é verdade.

(Apesar que hoje é Dia da Mentira, o que pode trazer dúvidas quanto à credibilidade daquilo que escrevi. Mas eu juro que é verdade.)