Beijos "sem sentido"

Hoje, numa reportagem sobre a importância do beijo e a forma como vem sendo banalizado nas relações, Saulo Fernandes, vocalista da Banda Eva, ousou ser diferente.

Desafiou seus fãs de micareta e expôs sua opinião:

- Não concordo com a distribuição indiscriminada de beijos na boca. O beijo é o primeiro contato do que pode ser uma história de amor. É quando um sente o gosto do outro, quando os dois sentem se aquela relação pode ou não dar certo. Os beijos deveriam ser mais valorizados na relação, e não distribuídos gratuitamente por aí.

Então, hoje faço uma homenagem à coragem que teve em desafiar a opinião da maioria, mesmo vivendo da indústria da micareta e presenciando milhares e milhares de pegações "sem sentido".


Claudia Leitte e Ivete Sangalo (segundo ela, "toda boa"), deveriam se inspirar nessas palavras, e pensar duas vezes antes de chamar a galera para beijar quem está ao lado, sem nem saber quem é a pessoa:

- Não precisa olhar pra pessoa, vai, beija agora, beija, beija! (Claudia Leitte).

De perto, todo mundo é igual


Olha, que alívio! Hoje estava navegando pelo site Globo.com e descobri que não sou só eu que fico feia com os cabelos das estrelas! Elas também ficam feias sem eles...
Acabo de descobrir que o excesso ou a ausência de cabelos pode ser o ponto crucial para a beleza de uma pessoa.

Muito pra uns, pouco pra outros. Cada um na sua e dá tudo certo.
Será que essa lógica vale pra tudo?

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Propaganda troca consumo por "valores"
Marcas conhecidas focam o passado e o pessoal para oferecer aos consumidores senso de segurança e conforto na crise

Executivo da Pepsi compara época atual aos anos 1960: "pressentimos que, daqui a 5 anos", algo "vai ter mudado de modo fundamental"
JENNY WIGGINS
DO "FINANCIAL TIMES"

Mulheres que comem no McDonald's são descoladas: andam de skate, tocam guitarra elétrica e pintam os olhos com sombra azul. Homens que tomam uísque Chivas são cavalheirescos: carregam mulheres no colo debaixo de chuva para que não precisem andar na lama e fazem carros em pane pegar no tranco. E adolescentes que tomam Coca-Cola são felizes e encontram suas almas gêmeas por acaso na biblioteca.

Ou, pelo menos, é isso que as empresas responsáveis por essas marcas gostariam que pensássemos. Antes preocupadas em incentivar as pessoas a se exibir, consumindo lautamente, hoje elas estão mostrando pessoas envolvidas em atividades que revelam que, além de terem bens materiais, elas são ricas em vida pessoal.

Um anúncio da campanha "Esta é a Vida Chivas", que começou em 2003, mostrava homens tomando uísque com seus amigos enquanto pescavam, sentados num iceberg. Contrastando com isso, o anúncio de TV da nova campanha do Chivas, "Viva com Cavalheirismo" , que começou na China em outubro e será exibida em todo o mundo, começa com uma imagem de um homem de terno preto e aparência triste acossado por multidões de pessoas enquanto caminha numa rua cinzenta. "Milhões de pessoas, todo o mundo só pensando em si mesmo. Será que esse é o único jeito?", indaga o anúncio. "Não", ouvem os espectadores, enquanto veem imagens de homens saltando de aviões e cavalgando em praias. "Viva a honra e viva a bravura! Viva o fazer a coisa certa, viva quem se importa."

Martin Riley, executivo-chefe de marketing do grupo francês Pernod Ricard, proprietário do Chivas, diz que a campanha do cavalheirismo é sobre "os sujeitos bons que retribuem".
Quando o grupo de bebidas pesquisou a ideia do cavalheirismo, acrescentou, encontrou eco: "As pessoas estão questionando alguns valores que levaram o mundo para onde está -a ideia de o indivíduo avançar, custe o que custar".

Outras companhias dizem que consumidores vêm expressando sentimentos parecidos. Na França, a McDonald's iniciou campanha intitulada "Venez Comme Vous Êtes" ("venha do jeito como está"), em meio a receios de que o slogan global da empresa, "Amo Muito Tudo Isso", possa ser visto como arrogante. Grégoire Champetier, que cuida do marketing da empresa na França e no sul da Europa, diz que a rede quer retomar a imagem que promoveu quando abriu a primeira loja na França (em Estrasburgo) , há 30 anos. Na época, restaurantes informais eram raridade, e a rede lançou campanha intitulada "Ça se passe comme ça, chez McDonald's" ("No McDonald's é assim").

Agora que os franceses já estão familiarizados com a rede, Champetier quer lembrar a eles que, além de ser um lugar para se comer sem gastar muito, é onde se pode ser informal com as outras pessoas. "Essa campanha não é uma resposta à crise [econômica], mas veio no momento certo", diz ele.

O McDonald's está transmitindo quatro comerciais na TV francesa, cada um mostrando uma pessoa expressando aspectos diferentes de sua personalidade. Se a campanha fizer sucesso, será levada a outros países da Europa.

A Coca-Cola também está trazendo de volta campanhas passadas que destacaram a importância de as pessoas serem positivas e otimistas, numa tentativa de voltar a um vínculo passado com os consumidores, alguns dos quais perdeu nos últimos anos, à medida que pessoas abandonaram os refrigerantes em favor de alternativas com teor mais baixo de açúcar.

Na Grande Depressão, a empresa lançou uma campanha intitulada "A Pausa que Refresca". No período de alta inflação no final dos anos 1970, veio a campanha "Tome uma Coca e Abra um Sorriso". Agora, aposta na "Felicidade Declarada".
Shay Drohan, vice-presidente da Coca-Cola, argumenta que a empresa está bem posicionada para "reconfortar" as pessoas porque sua marca é fortemente consolidada. "Colocar as coisas em perspectiva é uma das coisas que nossa marca pode fazer. Não podemos começar a falar em algo novo neste momento -as pessoas estão à procura do que é familiar."

Outra marca que está capitalizando em cima de sua longevidade e familiaridade é a cerveja preta irlandesa Guinness. Na Irlanda, onde comemora seu 250º aniversário, está colocando no ar anúncios de TV dos anos 1950 e 1970, incluindo um que mostra um leão-marinho equilibrando um copo de Guinness no focinho. "As pessoas estão à procura de segurança e confiança", diz Brian Duffy, diretor global de marca da Guinness. "Acho que não é possível inventar um passado simpático e caloroso -é preciso tê-lo."

Algumas marcas mais jovens estão adotando abordagem mais moderna, mas na mesma linha. A vodca Absolut, concebida como marca em sua forma atual em 1979, neste mês lançou o anúncio "Abraços". Ele mostra estranhos se abraçando e se beijando em escritórios, ônibus e peixarias, ao som de "A Kiss to Build a Dream On", de Louis Armstrong. Já foi visto mais de 1,2 milhão de vezes no YouTube.

A campanha que tem a meta mais ambiciosa é "Refresque Tudo", da PepsiCo. Seu comercial na TV americana, que exibe a frase "é hora de otimismo" na tela antes de lançar palavras como "alegria" e "amor", fala do poder do pensamento positivo, diz Frank Cooper, vice-presidente de marcas. "As pessoas que adotam o otimismo conseguem seguir adiante." Cooper argumenta que há um novo "movimento cultural" no ar. "As pessoas se sentem com poder, sentem que é seu direito participar das transformações e realizá-las." E compara esse movimento à campanha de Barack Obama.
"É como os anos 1960. Pressentimos que, daqui a cinco anos, alguma coisa vai ter mudado de modo fundamental. "

Tomara que mudem mesmo, e que nós também possamos participar dessa reformulação dos valores, pois já não é sem tempo.

Mas é sempre bom lembrar que alegria não está a venda. E, por mais que a economia mude, nunca estará.

Em que mundo você mora?

Nessa noite fiquei com insônia e comecei a refletir sobre generalizações.

- Esse mundo é uma merda - dizem alguns.
- Hoje em dia, ninguém quer mais nada com nada - dizem outros.
- Carnaval é bebedeira e baixaria.

Será?

Comecei a navegar pelas páginas dos meus amigos do orkut e a focar nas diferenças gritantes entre eles. Sempre tive essa característica, de ter amigos muito diferentes entre si, o que me dificultou muito as saídas em grandes turmas. Um é árabe, o outro judeu, o outro baladeiro, o outro super católico e assim vai juntando um monte de gente que tem pouco papo entre si, e quando acabava reunindo todos num mesmo ambiente, tinha sempre alguém muito desconfortável.

Mas hoje estava olhando o que meus amigos andam fazendo no Carnaval. Enquanto alguns coloriram as páginas com alas de Escolas de Samba, outros proclamaram a "morte ao ziriguidum". Enquanto alguns morreram de sambar na avenida, outros foram viajar e pensaram que quem ficou em São Paulo estava mofando em casa. Enquanto a Bel se mata para tentar tirar o lixo da rua e pintar as calçadas e as fachadas com flores, outros não estão "nem aí para a hora do Brasil", porque acham que esse país não tem mais jeito mesmo. Alguns são muito românticos, outros muito pegadores, outros variam de comportamento mais do que as fases da lua.

É impressionante como a gente pode viver num mesmo bairro a vida inteira, ter até o mesmo grupo de amigos e viver em mundos tão diferentes. Isso porque nossa natureza é distinta, nossos anseios também, nossa forma de ver o mundo é completamente outra...

Ontem estava vendo um programa onde arquitetos falavam sobre os encantos da profissão, e diziam que para ser um grande arquiteto tem que ter visão artística, ser criativo, amar a beleza e ter olho clínico. Então um deles entrou numa grande construção e observou encantado as formas, as cores e a luz. Já um camelô entraria ali e repararia apenas se algum segurança iria barrá-lo e se haveria algum cliente potencial para seu produto. Cada pessoa anda pela vida com um interesse, passando por um momento, mesmo tendo a mesma idade e circulando pelos mesmos lugares. E isso é bom.

Por isso os perigos das generalizações. Enquanto alguns se acabaram de tanto beber e beijar nesse Carnaval, outros aproveitaram para conhecer lugares novos. Alguns sentem prazer em dançar, outros em ficar em casa. Alguns jovens já tiveram dezenas de namorados, outros mais velhos tiveram poucos - alguns até, nenhum. E por mais que a gente note que as pessoas andam por aí meio sem coração, muito apressadas e pensando exclusivamente em dinheiro, isso nunca é uma regra. Toda regra tem uma exceção, mas num mundo de bilhões e bilhões de habitantes como o nosso, nem é possível falar sobre regras. Cada um vive no seu mundo, porque ele é grande, e há espaço para todos.

E assim nunca devemos tentar convencer alguém de alguma verdade absoluta. A verdade para mim é uma, e amanhã pode ser outra. "Tudo muda o tempo todo no mundo" - até a gente. E isso é bom, porque, por mais que o mundo hoje pareça uma droga, amanhã pode parecer o melhor lugar do mundo pra gente viver. Ou quem sabe até hoje mesmo, caso a gente mude por dentro, antes do futuro chegar.

Carnaval

Carnaval é tudo de bom. É tempo de dias livres e, nessas horas, conseguimos sair da rotina e pensar na vida de um jeito diferente.

É permitido se vestir de um jeito mais solto, cantar bobagens, sorrir, vestir fantasias e vislumbrar a possibilidade de ser uma pessoa mais alegre. De fazer outras coisas, trajar outras roupas, cantar músicas sem sentido.

O Carnaval fala pro povo que a vida só vale a pena quando é alegre. E quando somos livres para sermos quem quisermos, metade do caminho da felicidade já está trilhado.

Não escrevo Carnaval com letra minúscula, como é o correto, pois aprendi que deveria ser escrito assim por ser uma festa pagã.

E como não acho que a alegria, a música e os sorrisos ofendam ao Criador, escrevo Carnaval sempre com letra MAIÚSCULA, apropriando-me da liberdade que Deus me concedeu.

Feliz CARNAVAL a todos!!! Muitos sorrisos, paz e alegria.

Destinos


A paixão não correspondida é uma viagem que se faz sem companhia.

Quando se percebe, já é mata fechada, e o que se faz é abrir caminho e tentar sobreviver - sem comida, nem água.

O destino é a promessa de um oásis, que nunca chega - nem tampouco existe.

O retorno pra casa é difícil, pois o viajante, cansado e machucado, busca encontrar na volta aquele que ele era, antes de partir.

As aventuras vividas não podem ser compartilhadas com ninguém, pois todos o consideram um louco, que viajou para lugar nenhum.

Mas isso não significa que a paisagem do caminho não tenha sido bela.

Onde está Wally?


Um dia, ainda hei de encontrar!

Proibido Beijar


Notícia do IG de hoje:

Entra dia e sai dia

Até que chega um dia em que a gente cansa.

Hollywood Makeover



Hoje estava pensando em dar uma mudada no visual então decidi procurar uns sites desses que fazem simulações de penteados.

E achei uns bem legais: dá pra se maquiar, mudar o comprimento do cabelo, pintar e fazer luzes de mil cores.

Esse, das fotos é o http://www.instyle.com/instyle/makeover (pra usar nossas próprias fotos é só fazer um cadastro rapidinho).

E também tem o http://www.taaz.com/ (não me ajudaram muito na escolha do penteado, mas até que eu me diverti bastante).

obs: Nada como ser a gente mesmo!

Sossego


Custa caro, será?

O Amor


"O AMOR É UMA FLOR ROXA
QUE NASCE NO CORAÇÃO DOS TROXA"

Quanto mais espero, menos esperarei

Esta sou eu, esperando o ônibus da minha rua

Autocrítica

O apego ao que nunca foi meu

Eu sei que só conheci os atalhos por dentro dos bairros porque as avenidas estavam congestionadas.
Com isso, vi novas paisagens e conheci melhor a cidade.
Mas foi preciso que as avenidas ficassem intransitáveis.
Embora saiba que os atalhos são práticos e interessantes, nem sempre estou de bem com eles.
Nem sempre me são convidativos.
Claro que foi preciso chegar o dia de não ter o Chicabon na geladeira da padaria para que eu experimentasse o Cornetto.
Mas, embora o Cornetto fosse até mais gostoso, nem por isso fiquei contente de não ter encontrado o Chicabon.

Dá pra entender


Já que o BBB está na 9a. edição, algum fascínio muito grande sobre os seres humanos deve exercer.

Ontem consegui entender um pouco. Primeiro porque girei duas vezes as dezenas de canais da TVA e achei outros programas igualmente ruins, então deixei na Globo porque era dia de paredão.

E tinha um cara tão chato ali, que eu comecei a torcer para que ele saísse urgentemente. Tive até vontade de ligar, só pra vê-lo sair com uma porcentagem de votos beeeeem grande.

O Big Brother é um reflexo da vida da gente. Seria bom que pudéssemos mandar um SMS para algum número e que em alguma noite de terça-feira aquela pessoa tivesse que sair do grupo, da casa, do ambiente de trabalho.

Votaríamos nos mais pentelhos e pronto! Adeus, mala.

Acho também que as pessoas assistem para ver se os bonitões também acordam com cara de travesseiro.

O Bial ontem teve que recorrer ao dicionário para justificar o fato de chamá-los todos os dias de "heróis". Ele também tem um pouco de vergonha de fazer isso, e dá risada quando fala.

De resto foi só isso. O chato saiu, a loira deu um beijo na boca da Vovó Naná. Selinho de mãe pra filha, deve ser.

Hoje a Ana Maria Braga quis saber se a namorada dele estava chorando. Nada de lágrimas, já que aumentou a chance de ganhar o milhão. Que nós vamos patrocinar com nossos SMSs, que, em números, representam a vontade louca que a gente tem de fazer sumir do mapa as pessoas que nos incomodam. Mesmo que tenhamos que pagar pra que isso aconteça.

Abre o Som (Aviões do Forró)


Abre o som do porta-mala
bote a gata pra dançar
desce mais uma cerveja
que hoje o bicho vai pegar

Sai da frente rapaz,
sai da frente rapaz
quando o Avião tá tocando
todo mundo vai atrás

Abre, abre, abre, abre, abre,
Abre, abre, abre, abre, abre,
Abre, abre, abre, abre, abre,
Abre, abre, abre, abre, abre.

Fiquei sabendo que a galera endoidou
quando a guitarra chora todo mundo grita ôu!

Ôu! ôu! ôu! ôu! ôu!
Ôu! ôu! ôu! ôu! ôu!
Ôu! ôu! ôu! ôu! ôu!
Ôu! ôu! ôu! ôu! ôu!
Para ser compositor de músicas de sucesso, é fácil!

Preste bem atenção a essa letra!
E para musicar sua obra-prima, é só cantar em cima de algum sucesso já conhecido!

Essa, por exemplo, é um plágio de "Vem Neném".
Componha a sua também!!!

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Caviar (Zeca Pagodinho)


Você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar
Mas você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar

Caviar é comida de rico curioso fico, só sei que se come
Na mesa de poucos fartura adoidado
Mas se olha pro lado depara com a fome
Sou mais ovo frito, farofa e torresmo
Pois na minha casa é o que mais se consome
Por isso, se alguém vier me perguntar
O que é caviar, só conheço de nome

Você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar
Mas você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar

Geralmente quem come esse prato tem bala na agulha
Não é qualquer um
Quem sou eu pra tirar essa chinfra
Se vivo na vala pescando muçum
Mesmo assim não reclamo da vida
Apesar de sofrida, consigo levar
Um dia eu acerto numa loteria
E dessa iguaria até posso provar

Você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar
Mas você sabe o que é caviar?
Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar


"Mas se o rico olha pro lado, se depara com a fome"
Quem discorda que farofa e torresmo é mais gostoso do que caviar?
Então porque corremos tanto atrás dele?



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Dieta do Chá (Samprazer)

Meu amor pirou, disse que vai me deixar
Meu amor pirou, disse que vai me deixar
Se eu não fizer a dieta do chá
Se eu não fizer a dieta do chá
Se eu não fizer a dieta do chá
Se eu não fizer a dieta
Eu vou fazer a tal dieta do chá
Mas vou fazer do meu jeito
Ela vai ter que aceitar
Lasanha chá comigo
Salada chá pra lá
Picanha chá comigo
Carne de soja chá pra lá
Rabada chá comigo
Peixe grelhado chá pra lá
Feijoada chá comigo
Sopinha chá pra lá
Disse que eu tô mal na foto
Disse pra eu me pesar
Pra começar a dieta se não ela vai me deixar
Quem ama não vê defeito
Só pode ser preconceito
Eu vou fazer a dieta, mas vou fazer do meu jeito
Cerveja chá comigo
Chazinho chá pra lá
Açúcar chá comigo
Adoçante chá pra lá
Boteco chá comigo
Academia chá pra lá
Rodízio chá comigo
Spa chá pra lá


Essa música é uma grande tirada, porque as pessoas, em geral, vivem fazendo a tal "Dieta do Chá", ao correrem para acompanhar qualquer tipo de moda.

Já tomou seu chazinho hoje?

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Dono da verdade

Hoje estava pensando na vocação que nosso Brasil tem para arrumar gurus.

O primeiro deles, da criatividade e da motivação, foi Ricardo Semler. Depois vieram outros: Paulo Coelho recomendando fazer o caminho de Santiago, Gasparetto falando que a gente tem mais é que mandar todo mundo praquele lugar e Roberto Shinyashiki, afirmando que só o amor constrói.

De um jeito um pouco diferente, Fábio Arruda também indica o caminho para a auto-realização através da etiqueta social.

Ele, ao lado de Ronnie Von, arbitra sobre como devemos nos comportar em todo tipo de situação. Assim é certo - assim, errado.

Da última vez que assisti, ele me informou que seguro os talheres de um jeito inapropriado. Fez um alerta de que devo descascar a banana com a faca, que não devo roubar os vasinhos de enfeites das mesas das festas e jamais posso comer a cenoura e a beterraba decorativa da salada.

Listou quais presentes posso mandar para pessoas que não conheço, o que não devo falar pra família do namorado, que roupa usar na reunião da empresa, detalhando perfume e maquiagem.

Falou também que por mais que eu goste de uma pessoa, jamais devo visitá-la na maternidade, muito menos levar lembrancinhas ao recém-nascido no hospital.

Enquanto o mundo carece de gente simples e de valores humanos bacanas, ele e muitos outros gurus do comportamento ideal enriquecem às custas da ingenuidade do povo, que consome seus livros e se enche de complexos por conta de não saber onde enfiar a mão nas festas.

A robotização do ser humano não veio só pela tecnologia e pelo desamor. Mas também pelos ditadores de padrões sociais, que tolhem a liberdade de cada pessoa ser, espontaneamente, quem ela verdadeiramente é.

Big B Brasil

Hoje não estava com vontade de remar contra a maré e sintonizei o canal ao vivo do BBB9.

Das 11:20 até o 12:00, fiquei vendo a Vovó Naná dormir e lendo os papinhos do chat:
- Dá um susto nela!
- Será que ela vai babar?
- Por que será que não mostram a Josiane?
- Ah... vou mudar de câmera!
- Será que ela morreu?
- Acorda Vovó!

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Quem será que vai acordar primeiro?
A Vovó Naná, ou os telespectadores?

Criança mimada


Após meses e meses de glórias e elogios rasgados, o técnico Muricy Ramalho perdeu sua invencibilidade. E agiu como uma criança marruda, que, decepcionada, põe a culpa no primeiro que aparece pela frente.

Foi grosseiro, desrespeitoso e ignorante. Não concordo que seja uma pessoa mal-humorada. Acredito se tratar de alguém que tem o EGO do tamanho do Estádio do Morumbi, pois perdeu a esportiva na primeira derrota.

Uma pena ter dado esse péssimo exemplo aos adolescentes, que são em sua maioria sãopaulinos, por terem crescido assistindo às glórias do clube.

O que a Imprensa vem chamando de mau humor, nada mais é do que falta de educação (que segundo Antero Greco, apresentador do SportsCenter ESPN - ou a pessoa tem, ou não tem).

A equipe da ESPN, a partir dessa semana, desligará a câmera quando o técnico estiver em coletiva. E tornará a ligá-la assim que algum jogador aparecer para falar. Tomara que não seja a única.

Será que uma pessoa tão badalada, com um salário fantástico e uma carreira vitoriosa, não deveria ser bem-humorada ou ao menos educada?
Será que dinheiro traz felicidade? Será que compra educação?

O Globoesporte fez uma brincadeira falando sobre os tratamentos para o mau humor clique aqui para assistir, mas deveria ter feito uma reportagem falando sobre a possibilidade de se reeducar uma pessoa às vésperas da terceira-idade.

Será que ainda dá tempo?