Tempo de dar um tempo

Calar às vezes é tão ou mais importante do que falar.
Aceitar o curso da vida, ter consciência de que não poderei reinventar a roda, nem conter o fluxo dos rios.
Aceitar que não arrancarei palavras daqueles que só podem me oferecer o silêncio, já que nada têm a me dizer.
O grande desafio talvez não seja modificar os comportamentos, os valores, nem reverter as situações que já têm seu ritmo próprio.
Quem sabe o grande desafio da vida seja conseguir passar por ela apesar das paisagens estranhas. Caminhar pelas suas ruas tentando desviar das armadilhas do caminho, sem perder a fé ou sucumbir à vontade de voltar para trás a todo o momento.
Encontrar uma nova forma de caminhar por aí.

Cadê ele? Tá preso, mas volta já.

Ninguém pensou que esse dia fosse chegar. Mas chegou:

Ir pra cadeia, virou coisa normal.

Num mundo onde os valores estão se modificando, a cadeia virou programa de final de semana. Dado Dolabella, Bello, Paulo Maluf, a dona da Daslu e até o filho do Pelé já passaram por lá.

Rita Cadillac faz show de vez em quando. Sidney Magal também. Dizem que a festa é animada.

Antes, quando alguém queria por medo no outro falava assim:

- Cuidado!!! Olha que desse jeito você vai ver o sol nascer quadrado!!!

E quem se importa? O importante é que a cerveja não desça quadrada. De resto...

E Viva Ronaldinho e suas confusões! Viva Robinho e seus escândalos! E "vamo que vamo".

Técnicas de Estudo


Uma vez que adoro pesquisar somente sobre assuntos amenos e sobre aquilo que me interessa, a obrigação de estudar x e y matérias sempre me incomodaram muito.

Estava procurando na internet um site sobre técnicas de estudo e memorização (já que eu sou daquelas pessoas que sempre checam duas vezes se fechei a porta), e encontrei um muito legal:

http://memorizacao.blogspot.com/

Consegui nesse endereço algumas técnicas para ficar menos irritada enquanto estudo.

Limite

Ir só até aonde o coração aguenta.

Cliente da Daslu? Não? Tem fatura para nós!


Eliana Tranchesi, dona da badalada Daslu, foi condenada a 94 anos de prisão.
Ela, como todos nós, deve estar intrigada.
Todos sabemos que a Daslu nada mais é do que a 25 de Março dos milionários e já nasceu irregular.

Ela era um tipo de sacoleira dos ricos e famosos quando fazia suas viagens ao exterior.
Mesmo assim, manteve seu comércio durante muitos anos dentro de sua própria casa, na chamada "Zona 1", onde não pode haver comércio de jeito nenhum.

Uma vez ou outra ia alguém lá para perturbá-la, mas mesmo assim, desde aquele tempo, era paparicada pela Vejinha e por todas as colunas sociais, figurando como empresária bem sucedida. Amaury Jr. cansou de entrevistá-la.

Quando a bomba estourou, nada menos do que a filha do Governador Geraldo Alckmin trabalhava lá.
Seus clientes sempre foram os mais abonados da sociedade e condená-la a 94 anos de prisão, após tantos anos de glória, parece até piada.

Imagino que ela não tenha conseguido subornar as pessoas certas, porque para que tivesse chegado onde chegou, sendo ovacionada pelos meios de comunicação durante décadas, muitas pessoas "idôneas" se envolveram com esse esquema.
A Daslu nunca se escondeu, muito pelo contrário, construiu um castelo e não poupou esforços para reluzir. Se eles fizeram isso, estavam muito bem amparados.

Errados estão todos, tanto ela quanto os clientes, que sabiam muito bem o que compravam.
E eles são advogados, juízes, políticos, artistas e outros empresários multimilionários.
Novamente o Brasil condena os traficantes e libera o uso das drogas.
Não é de se estranhar que os traficantes fiquem tão bravos na cadeia, sabendo que os juízes e advogados que os condenam e perseguem são nada menos que seus clientes, usuários de drogas nas horas vagas, e donos da verdade quando lhes convêm.

Um dia sugeri à minha família que fôssemos conhecer a Daslu, só a título de curiosidade.
Porém, informados sobre o preço do estacionamento, desistimos da idéia na hora. Aquele preço, só pra político.

O dinheiro que Eliana sonegou, o Governo deixou de roubar. Para nós, que não podemos visitar a Daslu, tanto faz como tanto fez. Só que agora, se ela for mesmo pro presídio, o povo, que nunca pôde entrar lá, é quem vai ter que pagar a estadia e as marmitas da nobre senhorita.

Brigadeiros conciliadores

Festa de criança sem brigadeiro é decepcionante.
Pode faltar tudo, até o bolo, mas se faltar o brigadeiro, parece incompleta.
O brigadeiro é fácil de fazer, mas mesmo com poucos ingredientes, cada hora sai de um jeito.

O problema maior dos brigadeiros de má qualidade está no granulado. Tem uns que são muito duros, outros têm sabor de gordura hidrogenada, e aí comprometem o resultado final.
Lembro como se fosse hoje, quando eu era pequenininha e vi um brigadeiro gigante na vitrine da padaria. Não tive dúvidas: Já que estavam falando para eu escolher um doce, nada melhor do que aquele brigadeiro maior do que eu. Ah... foi decepcionante, pois era um daqueles brigadeiros feitos com batata-doce, pra render mais. :(

Naquele dia aprendi que a beleza não é tudo, e passei a ser fã dos brigadeiros pequenos, desde que não fossem do Paraguai, como aquele.
Brigadeiro é bom a qualquer hora: É bom sem enrolar, comido direto da panela, na xícara. Costumo fazê-lo quando brigo com a minha sobrinha e preciso encontrar um método infalível de reaproximação.

O melhor granulado de todos é o da Turma da Mônica, mas o da Garoto também é gostoso.
Não costumo por muita margarina, senão fica enjoado.
Outro dia não tinha margarina e eu usei creme de leite, ficou uma delícia.
Se for feito com chocolate do padre é gostoso pra comer até quente, e se for com Nescau, gostoso mesmo fica quando esfria.

Só de falar em brigadeiro já estou ficando com água na boca. Sei lá, acho que é porque estou com saudades dos tempos em que eu era criança e ficava feliz quando o céu estava azul de doer, como hoje de manhã.

Ué...

Isso eu li no blog da subprefeita da Lapa, respondendo às cobranças dos cidadãos-contribuintes:

"Hoje foi a Audiência no Jaguaré. Já enfrentei reações de desagrado em outros lugares quando eu digo "o Sumaré tem problemas, mas o Jaguaré tem MUITO mais"; "Vila Romana precisa de recapeamento, mas o Jaguaré está na frente da fila". Os distritos mais distantes tem problemas seríssimos - pela distância, pela história e características, pela falta de visibilidade na imprensa etc. Jaguaré, Jaguara e Leopoldina são muito mais maltratados do que Lapa, Perdizes e Barra Funda (que já tem lá seu caminhão de problemas)".

"No meio da exposição, eu disse que só em março, por exemplo, a Sub Lapa já podou 300 árvores, removeu mais de 30, plantou 108. São os dados referentes ao trabalho de todas as nossas equipes nos primeiros 20 dias do mês."

(Soninha Francine, Subprefeita da Lapa em 23/03/2009)

Ao ler essa declaração da subprefeita, algumas coisas me intrigaram:

  1. Se 300 árvores foram podadas em 20 dias, apenas 15 árvores são podadas por dia, o que dá uma média de 2 árvores por hora. Isso significa que a subprefeitura conta com apenas uma equipe para a poda de árvores na subprefeitura inteira da Lapa.
  2. Se o Sumaré, Vila Romana, Barra Funda e Perdizes têm um caminhão de problemas, mas estão no fim da fila para a resolução dos mesmos, não deveriam ter um abatimento em seus IPTUs, já que a prestação de serviços não é garantida nem prioritária? O que acontece não é o contrário? Essas áreas não contam com o IPTU bem mais caro do que Leopoldina, Jaguaré e Jaguara?
  3. Como a área de Perdizes está quase que totalmente verticalizada, contando com edifícios de no mínimo oito andares em média (muitos de mais de vinte andares), multiplicando-se o valor desses IPTUs todos não haveria disponibilidade financeira da Prefeitura para ao menos recapear as ruas? Minha rua, por exemplo, conta com mais de 2.000 habitantes em uma extensão de 1,5 km. Será justo escutar que não podemos ser atendidos pela Prefeitura porque há bairros mais distantes que têm prioridade?
  4. Afinal de contas, os impostos não são cobrados no compromisso da prestação de serviços durante o ano vigente? Se a prestação de serviços não se efetivar, é possível pedir ao PROCON nosso dinheiro de volta? É possível acompanhar o destino do mesmo?
  5. Não é preciso ser muito bom em matemática para fazer essa comparação: Se os bairros que têm os menores problemas arrecadam muito dinheiro em relação aos que têm os maiores problemas, não seria justo investir o dinheiro resolvendo os problemas pequenos (se é que se pode chamar de problema pequeno três óbitos por queda de árvores) e usar o dinheiro dessas pessoas para ajudar a resolver os problemas grandes das outras regiões?
  6. Ninguém está pedindo desconto no imposto, apenas solicitando a justa e obrigatória prestação de serviços mediante ao pagamento adiantado efetuado pelos milhares de contribuintes (apenas Pompéia e Perdizes somando cerca de 300.000 pessoas).
  7. É triste saber que novamente não teremos respaldo para a poda de árvores, para o recapeamento, para a coleta de lixo.
  8. É triste saber que o método de divisões de subprefeituras foi inspirado no Brasil, onde São Paulo tem que manter dezenas de outros estados, sem poder visualizar o destino de seus recursos.
  9. É triste saber que não existe ordem nem mão-de-obra suficiente na Prefeitura.
  10. Mais triste ainda perceber que o cálculo do IPTU é baseado nos panfletos enganosos das construtoras, que põem o preço que querem, atribuem o nome do bairro conforme lhes convêm, e a Prefeitura, ao invés de avaliar os imóveis por parâmetros próprios, toma base nesses parâmetros para lesar o contribuinte, respondendo com descaso, mil desculpas, falta de prazos e compromissos para devolver o que nos é de direito.
  11. Se não há previsão para a prestação de serviços, que não haja data de vencimento de nossas contas.
  12. Vexatório é o sistema, o método e o porta-voz.

Finalmente consegui acelerar meu computador!

Após meses e meses de sofrimento, limpando a memória, trocando anti-vírus, esvaziando arquivos e perdendo um tempão danado para navegar pelas telas, finalmente consegui turbinar meu computador.

Estava atualizando a versão do Real Player e ganhei de brinde um navegador novo, o Google Chrome.

Ele é ótimo! A tela ficou bem maior, tem corretor ortográfico em tempo real enquanto mandamos mensagens no orkut (como se fosse o word) e guarda na memória os sites mais visitados.
Navega pela internet cinco vezes mais rápido que o Mozilla ou Internet Explorer, sem falar que é uma opção a mais quando a gente não conseguir abrir links com nenhum dos outros dois.
Tem defeitos, como todos (por exemplo: não consigo redimensionar as imagens do blog e os parágrafos saem desalinhados :/) mas estou impressionada com a velocidade que imprimiu ao meu computador.
Quem quiser experimentar, o link para a versão em português é esse aqui:
http://baixatudo.globo.com/Baixatudo/Categoria/Internet/0,,DOA40557-7643-GOOGLE+CHROME+BR,00.html

Depois é só clicar em Baixe Agora.
É leve e descomplicado.
E o melhor de tudo: GRÁTIS


Que lixo!



Tá certo que a Prefeitura é incompetente. Tá certo que a roubalheira é demais.
Mas o povo é pior que a Prefeitura e a roubalheira. O povo é omisso e colabora com as enchentes, com a falta de cuidados com a cidade.

O povo ainda não entendeu que as calçadas e as ruas são públicas, locais feitos para as pessoas passarem e circularem!

Calçada não é privada, não é lata do lixo, não é lugar de cuspir, de fazer cocô e xixi (nem humanos nem animais).

Não é possível que numa cidade como São Paulo os moradores ainda não tenham a consciência cidadã de manterem as ruas limpas... impressionante como se joga bituca de cigarro, saquinho, como se passeia com o cachorrinho fazendo xixi pra todo lado (até mesmo nos portões, nos quintais, dentro das casas alheias) sem ficarem vermelhos!!!

Parece que quanto mais as pessoas estão ganhando dinheiro e tendo acesso aos produtos, mais desleixadas com a higiene estão ficando.

Pisamos nas ruas cheias de fezes e de urina e entramos em casa, pisamos nos tapetes, deixamos nossos sapatos em casa.

Os bebês engatinham, põem a mão na boca, ninguém tá nem aí!!!

É muita porquice pro meu gosto.

Eternamente?

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".

Que responsa, hein? Já pensou ser eternamente responsável pela felicidade de alguém?
Eu, que não dou conta nem da minha própria felicidade?
A vida é feita de nenhuma garantia, então, imagine se eu tiver que me responsabilizar por alguém por ter desenvolvido um relacionamento afetivo ETERNAMENTE.
Eternamente é mais que uma vida toda. É além da vida!!!

Isso me faz lembrar de uma piada:

Um casal se uniu e prometeram diante do altar fidelidade eterna, até que a morte os separasse. A vida não era fácil, mas a promessa falava mais alto, e iam levando.
Até que um dia o homem morreu, sua esposa sofreu demais, adoeceu e, poucos meses depois ela também se foi.

Quando se encontraram no céu, ela quando o viu, ficou muito emocionada e foi abraçá-lo, dizendo:
- Queriiiiidooooo!!! Finalmente nos reencontramos!!!

O marido, que já estava vivendo numa boa, tratou logo de esclarecer:

- Opaaa, pera lá!!! O compromisso era só até que a MORTE nos separasse....

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Mas graças a Deus o livro do "Pequeno Príncipe" não nos rogou praga.

É só reler bem a frase:

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".

AQUILO = Coisa.

No caso o autor estava falando da ROSA, personagem do livro.

E realmente cada um é eternamente responsável pelas suas próprias coisas.

Se o autor tivesse dito:

"Tu te tornas eternamente responsável por aquele que cativas" aí sim estaria se referindo a pessoas e não a coisas.

Ufaaaaa ainda bem. Questão de duas letras e tiramos um peso de nossas costas.

Tédio

Hoje a missa tava chata.
O microfone dava eco, e eu quase não entendia o que o padre falava.
Não é a toa que estava meio vazia...
O evangelho foi cantado, quase que em latim, naquela entonação que faz qualquer um não prestar a mínima atenção ao que está sendo dito.
A primeira leitura contradisse o que o Evangelho pregava.
A segunda leitura nem lembro qual foi.
Na hora do sermão o padre falou aquilo que já o ouvi falar mais de mil vezes.
Não aguentei ficar até o final.
Estou sem paciência. Mas também, haja paciência.

Agora SP

22/03/2009 - 10h10
Jornal "Agora" festeja dez anos de vida e cinco de liderança

da Folha de S.Paulo

O jornal "Agora São Paulo", do Grupo Folha, comemora hoje o décimo aniversário de um projeto editorial que renovou o jornalismo popular no Estado. Criado para substituir a "Folha da Tarde", que na época vendia cerca de 15 mil exemplares diários, o "Agora" priorizou a prestação de serviços e a defesa dos direitos do cidadão.

Em 2004 ele tornou-se líder de venda em banca em São Paulo, e desde então vem ampliando sua vantagem. Em janeiro último, segundo o Instituto Verificador de Circulação, o "Agora" tinha uma circulação diária de 93.661 exemplares, contra 61.444 do "Diário de S. Paulo" e 51.473 do "Jornal da Tarde".

Como afirma o editor do jornal, Nilson Camargo, "o "Agora" rompeu com o desgastado modelo sensacionalista que valorizava o noticiário de casos policiais, histórias inverossímeis e mulheres despidas de qualquer bom gosto em suas páginas. O foco do "Agora" é a defesa dos interesses cotidianos do leitor como cidadão, contribuinte, consumidor e trabalhador".

Em 2003, por exemplo, o "Agora" revelou que mais de 2 milhões de aposentados tinham direito à correção de perdas sofridas com antigos planos econômicos, impulsionando uma onda de revisões que beneficiou os segurados do INSS.

O "Agora" é um dos poucos veículos do país a dedicar uma página diária para defender o leitor em suas relações com as empresas e o Estado. Em dez anos, o jornal expôs 22.813 reclamações, das quais 73,9% foram resolvidas. Além disso, fiscaliza a qualidade dos serviços públicos, como transportes, hospitais, escolas e áreas de lazer --parques, praças e centros esportivos. "O jornal também se preocupa com o lazer do trabalhador e da dona de casa, apresentando extenso noticiário esportivo e dos programas de TV", afirma Camargo.

É isso que explica a liderança do "Agora" em seu segmento: "Somos pragmáticos e não temos vergonha de fazer um jornal simples todos os dias. Não queremos reinventar a roda e nem fazer um jornal para ganhar prêmios em júris formados por colegas. Fazemos um jornal útil, e o leitor sabe disso".

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Aos colegas:

--> *Espero sinceramente que o jornal não se esqueça de seus princípios e se curve aos apelos de vendas, veiculando imagens vulgares em suas páginas de esportes, em sua contra-capa, que tome mais cuidado com os títulos e manchetes, para não cair no sensacionalismo nem no mau-gosto, infringindo assim a proposta inicial na época de nascimento do jornal.

Que o jornal aniversarie e renasça, tentando se readaptar aos seus próprios valores. Pois ao que me parece muitos dos princípios se perderam nesses dez anos de estrada, especialmente nos últimos dois anos. Que o número de exemplares não seja o objetivo principal, mas sim a consequência de um jornal de qualidade, bem-quisto por seus consumidores (pessoas simples, sim, mas não ignorantes).

Que popularidade nunca seja confundida com vulgaridade. Que simplicidade não seja confundida com burrice. Que gírias não sejam confundidas com falta de respeito. Que brincadeiras não sejam abre-alas de preconceitos. Que colunistas não vejam seus textos como conversas de bar. Que a psicóloga pare de incitar o sexo inconsequente. Que os anunciantes não sejam os donos das notícias. E que seus profissionais amem o periódico incondicionalmente, vendo nele uma ferramenta para o desenvolvimento social.

Que o Agora SP seja o veículo de informação e também de instrução, ampliando os horizontes dos leitores, ajudando-os a construir a cidadania e lhes mostre o caminho para o livre pensamento, através do rico universo da simplicidade. Notícia simples não é notícia pronta. Informação não é ponto de vista.

Agora, com quase 100.000 exemplares vendidos em banca, não há mais desculpas para serem simplórios ou inconsequentes, pois a arma da comunicação, confiada ao periódico pelo sucesso de vendas, torna-se cada vez mais poderosa.
Que seja usada para o bem, nunca para o mal.

Que o jornal mais vendido nas bancas da cidade seja digno da magnitude de São Paulo, e que seja motivo de orgulho tanto para seus leitores quanto aos seus colaboradores.

Tá variando?

Ainda sobre as loucuras da vida, desde crianças somos instruídos a seguirmos o caminho que todo mundo acha certo. A repetir hábitos rotineiramente, sem questioná-los.

Quem ainda não casou, vive sendo perguntado o porquê de ainda não ter casado:
- Não casou??? Não é normal!!!

Quem não tem aquele carrão e optou por andar de ônibus ao invés de se endividar para ser igual a todo mundo, vira e mexe é zombado:
- Olha lá, tá camelando!!!

De uns anos para cá, a FAAP adotou uma filosofia onde incentiva seus alunos a serem "diferentes". Cursos de empreendedorismo e criatividade passaram a fazer parte do curriculum, e a individualidade de cada aluno passou a ser o maior patrimônio daquela instituição.

Mas isso ainda é uma atitude isolada, porque a vida não vê com bons olhos aquele que prefere não andar com o rebanho.

Quer um exemplo?

Uma outra forma de perguntar se alguém enlouqueceu, é falar:
- Cê tá variando?

As loucuras que o mundo nos ensinou

Continuando o assunto sobre maluquices, nessa semana fiquei de molho na igreja enquanto esperava a minha mãe na consulta médica e uma ficha acabou caindo em minha mente.

Fiquei sentada no fundo da igreja, enquanto dezenas de senhoras entravam e saíam de lá, muitas delas com problemas de saúde. Entre canções e louvores, cânticos e exaltações, fiquei pensando na vida, na felicidade e na fé.

A felicidade que o mundo acaba nos vendendo como o paraíso, a felicidade que a gente quer construir para quando o futuro chegar... os planos que a gente faz "lá pra frente"...

Lá na frente serei uma daquelas senhoras? Talvez. Se eu não morrer antes, talvez serei. Talvez também seja diferente delas, com mais saúde, já que a medicina nos proporciona muita qualidade de vida apesar do passar dos anos.

Mas algo em mim mudou naquela tarde. Como diz a cantora Joana: "amanhã, talvez". Sim, amanhã talvez eu exista, mas talvez não. Pode ser que conquiste aquilo que almejo, talvez não. Quem sabe fique rica, mas pode ser que não. Então, o que fazer para ser feliz?

Se o passado eu não posso mudar e o futuro talvez nem chegue, a felicidade está no momento presente, esse que estou vivendo agora, enquanto teclo o texto para o blog. Devo ser feliz nesse minuto. Mesmo sem ter o dinheiro que talvez me proporcionasse noites de sono mais tranquilas, mesmo sem ter aquela pessoa especial com quem eu sempre sonhei, mesmo sem ter o trabalho que eu gostaria...

O momento de ser feliz, era o parágrafo passado, mas agora é esse parágrafo. E nesse eu penso em me satisfazer com coisas simples, em dar valor às pessoas que hoje se dispuseram livres para me fazer companhia. Nesse parágrafo penso em esquecer o resto do texto que eu já escrevi, porque ele já foi. Se eu errei ou acertei, não importa. O que importa é tentar não ser repetitiva, falando para vocês o que falei no começo do texto (que agora já é passado). Porque ser repetitivo cansa a gente, e cansa os outros.

Esperar a vida toda por alguém que não quer mais voltar, achar que vai dar tudo errado de novo, porque no passado sempre foi assim, ficar angustiada pelas asneiras que eu fiz a vida toda... é perder mais e mais tempo. É jogar fora o minuto presente, com coisas que já passaram e que ninguém lembra mais. Sentimento de culpa, ódio, rancor... tudo isso impede da gente ser feliz agora. E agora é o futuro com o qual sonhávamos lá atrás. Há dez anos eu pensava em ser feliz hoje. Então, para que lembrar do que deu errado há dez anos?

Mas essa loucura a gente faz o tempo todo. Remói o passado, almeja o futuro feliz, e pega o presente e desperdiça, com expectativas e angústias. Naquela tarde, descobri que a hora de ser feliz é hoje, não hoje na parte da manhã, nem daqui há duas horas. É hoje, agora, nesse exato minuto.

Isso não significa que eu vá gastar todo o dinheiro de uma vez, porque quem aprende a gostar do que tem, não fica insatisfeito o tempo todo, e guarda porque suas necessidades passam a ser simples.

Talvez aquela pessoa com quem a gente sonhou finalmente queira ficar com a gente, e pode até ser que dê certo, se ela ainda for uma verdade pro nosso coração. Mas se conseguirmos abrir o coração para o novo, com a auto-estima fortalecida, talvez pessoas que nos fizeram sofrer passem a não fazer mais sentido pra nossa vida.

Porque o que faz sentido é aquele que tem disponibilidade para dividir o dia, para fazer companhia hoje. Não ontem. Nem amanhã talvez. HOJE.

Pensar em ser feliz no trabalho, fazer com prazer e tirar o melhor do que aquela tarefa nos proporciona é uma missão de quem escolheu ser feliz urgentemente. E ser feliz não é morrer de dar risada, não é ganhar na loteria, nem ser famoso, nem popular. Ser feliz é estar em paz interiormente.

Usufruir o presente da maneira mais serena possível. Talvez essa seja a fórmula da felicidade.

Pensando assim as neuras, encucações, medos, angústias e receios que a gente aprendeu a cultivar a vida toda, passam a ter menor valor, pois, mesmo que algo não dê certo naquela hora, pensar em esquecer o passado rapidamente nos liberta de todo tipo de sofrimento e humilhação. Aprender com os erros é saudável. Mas isso não significa que tenhamos que cultivar nossos insucessos em altares.

O mundo trabalha pra sermos infelizes o tempo todo! Os jornais, as notícias da TV, as pessoas que nos procuram somente quando estão com problemas... Brasileiro tem essa mania de puxar papo reclamando da vida. Não que não haja motivo para reclamar. Claro que há. E muito!!! Mas essa cultura do "ai meu Deus" aniquila toda forma saudável de vida. Por mais que o ser humano sinta prazer com a desgraça, é impossível ser plenamente feliz falando em desastres, mortes, estupros e picaretagens.

Estava pensando: se eu morrer com 72 anos, significa que metade da vida já vivi. E confesso que passei boa parte dela pensando no futuro, cheia de medos, angústias, preocupações e complexos. Metade da vida já foi. Claro, teve muita coisa boa, mas também teve muita coisa ruim, devido às minhocas que eu pus dentro da cabeça. Quem sabe, se conseguir manter esse pensamento de ser feliz nesse minuto, custe o que custar, não consiga obter uma qualidade de vida excelente?

Por exemplo, se alguém pensasse em emagrecer, colocando na cabeça que o que faz o magro é o seu hábito, e nesse minuto passasse a ter o hábito de um magro, em alguns meses se transformaria num magro sem nem mesmo sentir. Mesmo pesando mais de 100 kgs, quando pensasse em ter hábito de magro, já estaria vivenciando a magreza. E o corpo levaria o tempo necessário para refletir o hábito que foi adotado naquele minuto.

Um fumante torna-se ex-fumante a partir do momento que apagou o cigarro. Um alcóolatra, a mesma coisa. No AA eles falam que não devem beber "só por hoje". Eu diria que só por esse minuto. E de minuto em minuto, fazemos uma vida toda.

Não sei se minha loucura maior for não ter adotado esse método antes, ou ter demorado tanto tempo para perceber uma coisa tão básica.

Um dia, quando eu pensava em parar de fumar, comecei a tentar arrumar um culpado para meu mau hábito. (Eu sempre tento arrumar algum Cristo para por a culpa, isso é coisa minha). Aí eu pensei: sou eu quem vou até a padaria, compro, abro o maço, acendo o cigarro, levo até a boca, trago e apago. Então, a culpa é de quem?

Loucos somos todos, uns mais, outros menos. Credicard em seu brilhante "slogan" diz: "PORQUE O FUTURO É AGORA". Credicard tem razão. Mas pensar em viver o futuro agora, pode também nos transformar em pessoas mais simples, que se utilizam daquilo que têm para serem felizes. E não necessariamente precisem usar o CREDICARD para comprar aquilo que não tem preço. O que não tem preço, não tem preço. E ponto.

Que louco!

Quando minha professora disse para prepararmos uma história de formatura, logo pensamos se deveria ser infantil ou não. Como o horário da formatura e os convidados foram colocados como um enigma, o desafio proposto foi para que escolhêssemos uma história que fosse a "nossa cara".

Ah, que sacanagem... uma história que seja a minha cara? E eu sei lá que cara é essa... Como saber o que combina ou não comigo? Pois mudo de idéia o tempo todo, mudo de opinião, de pensamento... o que hoje eu gosto amanhã pode não fazer nenhum sentido... que história seria a minha cara?

Saí pela Livraria da Vila folheando tudo o que via pela frente, e até gostei de algumas historinhas que li - de pássaros a procura da própria identidade e especialmente de uma que mostrava o dia a dia de uma família, com pais, crianças e bichos de estimação, e cada capítulo era a visão que um tinha do outro. Desse livro eu gostei, pois mostrava diferentes enfoques da mesma situação e esse assunto é sempre interessante e fascinante.

Mas ponderei, só teria dez minutos, talvez não tivesse talento para fazer voz de cachorro, voz de criança. Como não nasci com o dom de imitar, deixei a historinha para lá.

Fui então a uma outra livraria na Fradique Coutinho, uma que é meio sebo, meio ponta de estoque, e tem sempre umas promoções incríveis na porta (livrinhos infantis por 2,00 3,00 reais). Bem, talvez essa livraria já fosse mais a minha cara, uma pelas promoções, outra pela liberdade que nos dá de zanzar e mexer em tudo, sem nenhum vendedor ficar o tempo todo querendo ajudar. E ali achei o livrinho de São Paulo e o Imperador da China, que logo pela capa já me cativou.

São Paulo me deu sorte em um concurso literário, então pus na cabeça que aquele assunto combinava comigo e abri o livrinho, feliz da vida, disposta a gostar mesmo que não fosse lá grande coisa. Mas o livro era legal, interessante, principalmente porque falava sobre um louco. Não sei se o que me cativou mais foi São Paulo ou o louco, mas talvez a deliciosa mistura dos dois juntos.

Não há como morar em São Paulo e não ficar meio louco. Não há lugar no mundo onde haja mais malucos. O final do livro deixava a desejar, mas logo que o comprei já compus um novo final para a história, dizendo que aqui em Sampa ninguém acha que o louco é louco. E pus poesia, e ajeitei de cá e de lá, até a história ficar "louca".

Depois do livro, onde todo mundo adorou a idéia de se sentir um louco em Sampa, pois aqui é lugar de gente diferente, passei a reparar nas loucuras de cada um, e esse é um assunto riquíssimo, que daria anos e anos de descrição.

Outro dia estava andando pela rua e encontrei um homem passeando com um cachorro. Ele parou ao lado de um bueiro, onde estava um monte de lixo jogado e se abaixou para pegar um palitinho de pirulito. Pegou o palitinho, sacudiu um pouquinho e foi embora, segurando o cachorro numa mão e o pirulito na outra.

Na São Silvestre tinha um rapaz que corria de costas. Não sei se queria que o ano não terminasse, que o ano que entrasse fosse o anterior àquele que acabara ou se estava apenas tentando endireitar a coluna (minha mãe me sugeriu esse método para ajeitar a postura).

Os motoristas de ônibus andam pelas ruas feito loucos, tem horas que dá até medo dentro do ônibus. Outro dia pensei que não chegaria viva, sinceramente. Mas o mais louco é que o doido do motorista não atropelou ninguém. Mais loucamente ainda ninguém caiu dentro do ônibus, todos conseguiram se segurar. E ainda mais esquisitamente, quando eu desci do ônibus sorri e agradeci, e no fundo pensei que foi até bom chegar ao destino tão rápido. Sem falar que o louco me pegou fora do ponto de ônibus, coisa que só louco faz hoje em dia, porque eles estão veementemente proibidos de fazer isso.

Outra loucura que vejo são pessoas que levam uma vida cheia de dívidas manterem cachorros semanalmente em pet shops, comprarem pacotes imensos e caros de rações e ainda terem que passar o tempo todo cheirando cocô e xixi, lavando e esfregando a sujeira, aguentando latidos altos e deixando de viajar. Tudo em nome do cãozinho.

Mais louco ainda é quando alguém pede informação na rua e está fácil informar, a rua é aquela ali, primeira à esquerda, e o cidadão vai lá e passa reto, ignorando totalmente nossa generosa colaboração. Sem falar quando checa a informação com quem está ao lado, ah... quando faz isso aí sim, deixa a gente louco da vida.

Loucura é carro novo ter que fazer inspeção de poluentes antes dos mais antigos, antes dos ônibus, carros-fortes (esses sim, deixam uma sujeira danada no ar). E mais loucura ainda é ter que pagar adiantado, para depois ter o dinheiro de volta. E louco da vida mesmo a gente fica quando escuta na televisão que esse serviço é gratuito. Coisa de louco, né?

Sampa é loucura o tempo todo. As enchentes agora aparecem magicamente, em dez minutos está tudo alagado. Mas no dia seguinte não é que tem louco jogando mais sujeira nas ruas, ignorando totalmente a desgraça do dia anterior? Ah, isso me deixa louca.

Raul Seixas, maluco beleza, se estivesse vivo já não seria tão louco. Quando visse crianças no mesmo ambiente, conversando pelo telefone celular, se acharia o cara mais normal do mundo.

Agora fica sempre aquela dúvida, né? Será que a loucura é mesmo do outro, ou é a gente que não consegue compreender um pensamento, uma atitude, uma postura diferente da nossa? Quem falou que todas as leis devem ser respeitadas? O que me garante que alguém não criou aquela norma para benefício próprio? Porque o louco é que está errado e a gente está certo? Acho que talvez seja preciso enlouquecer um pouco, para começar a achar que está tudo normal.

Educação Ambiental



A importância de ser bonito

Se o cachorro do vizinho não fosse tão bonitinho, alguém já teria acabado com a raça dele.
Mas ele é tão bonitinho...

Felicidade

Felicidade é estar desprovido de todo e qualquer tipo de angústia

Hoje

A liberdade
é a última coisa
que se pode perder

José Jorge Letria

Uma música para hoje

"Uma pacífica melodia", para acalmar os ânimos exaltados.
Para ouvir, clique aqui

O que é cumplicidade?


É uma sintonia entre duas pessoas.
São ações compartilhadas pelos dois que ficam só entre os dois.
Um apoio de um ao outro em todos os sentidos.
Camaradagem.
(mesmo sem compromisso)

É racional?

- O meu pastor disse que não devo fazer isso.
- Seu pastor? Como assim?
- É, o pastor... ele ensina que assim não chegaremos ao Reino do Senhor...
- Mas pastor não é de ovelhas?
- Somos como ovelhas aos olhos de Deus!
- Ah, eu não gosto de me sentir uma ovelha. As ovelhas têm que ir todas juntas para onde alguém manda, e geralmente só são cuidadas para serem tosqueadas. Você se sente bem na condição de ovelhinha?
- O pastor nos indica o melhor caminho, é por isso que estamos com ele.
- E por que o pastor é pastor e não é ovelha, como todos?
- Deus proteja sua alma, é uma ovelha desgarrada...
- Prefiro ser ovelha negra a ser "mais uma ovelha".
- Eu sigo o pastor, pois o Senhor é meu pastor e nada me faltará.
- Não, o Pastor é seu Senhor e nada Lhe faltará.

Adeus, Clodovil

Clodovil morreu nessa tarde chuvosa e meu coração ficou mais triste, porém aliviado. Ele não iria mais andar nem falar, e isso não seria bom para ele.

Imagine o Clodovil sem falar? Ele, que passou a vida inteira falando o que devia e o que não devia? Muitos não gostavam do Clodovil, porque ele era inconveniente, e era mesmo. Até o fim de sua vida não conseguiu entender que há coisas que a gente vê e é melhor fingir que não viu.

Mas Clodovil era destemido, pensava alto, não suportava injustiça. Queria levar beleza onde estivesse, queria que todos aprendessem o que ele achava importante. Gay assumido, criticava os homossexuais que banalizavam o assunto. Não gostava da prostituição nem de deboche.

Amava sua mãe adotiva incondicionalmente. Era um estilista incrível, de bom gosto. Sabia costurar também, e fazia isso com a perfeição de poucos.

Clodovil era verdadeiro, dúbio, polêmico. Falava mil vezes a mesma coisa. E falava mil coisas diferentes e contrárias entre si. Isso porque pensava alto. E as pessoas que pensam alto não conseguem ser bem vistas, porque o pensamento muda muito, julga, condena, absolve. Sua mente era inquieta, sua língua afiada e quando ia ver, já tinha dito.

Ele foi do céu ao inferno, do luxo à humilhação. Falou sobre moda, sexualidade, política.

Nunca se importou em falar escancaradamente da solidão. De suas angústias. De saudade, amor, ódio e da miséria humana. Da mesquinharia, da patifaria. Não havia assunto proibido para Clodovil.

Não quis calçar as sandálias da humildade, travou uma briga com o Pânico e por isso perdeu seu programa de TV. Não era obrigado a calçá-las, pois vivemos num país democrático. Mas os humoristas se mostraram ditadores com ele, o perseguiram e humilharam, confundindo humilhação com humildade. Foi falta de respeito com o Clodovil, tanto pela sua história, quanto pela sua idade.

Mas estamos num tempo onde o dinheiro sempre fala mais alto, as risadas geram lucros, então vamos rir seja às custas do que for.

Assim, por causa dessas sandálias Clodovil foi visto na TV poucas vezes novamente, no programa do Faustão, no SBT e por ocasião de sua eleição para deputado.

Defendeu a cidade de Ubatuba com unhas e dentes, e por isso poderia ter sido morto. Mas não se fez de rogado.

Hoje ele deve estar feliz ao lado de sua mãe. Ele sempre esperou muito por esse dia.

Descanse em paz, Clodovil. Deus te ilumine, onde estiver. E que finalmente a solidão deixe de ser sua companheira. Esse é o paraíso que todos esperamos.

O outro mundo

O mundo
é cheio
de gente
diferente
(ainda bem)

Orkut perde sua maior comunidade para troca de músicas

Quase 1 milhão de internautas amanheceram nesta segunda-feira (16) com uma comunidade a menos no seu Orkut. Após meses de queda de braço com representantes das gravadoras, a comunidade "Discografias" anunciou, no domingo à noite, seu fim.

Para ler a matéria completa, clique aqui.

Câncer de Próstata & AVC

Agora há pouco, ao ler sobre novo AVC sofrido pelo Clodovil, relacionei o caso dele ao do meu pai, que também teve câncer de próstata e um AVC conjugado.

Aos que acompanharam o tratamento de meu pai, foi bem claro que os sintomas da isquemia seguida de derrame foram provocados pelo tratamento para combater o câncer, através de um comprimido chamado Ciproterona.

Quando informei ao médico urologista sobre o AVC de meu pai, que foi ficando com as extremidades geladas conforme ingeria a CIPROTERONA, recebi como resposta seu desinteresse, enquanto atendia o telefone e combinava o Revellion com amigos.

Mas como tínhamos a certeza de que esse remédio o estava prejudicando, suspendemos o uso por conta própria, e talvez somente por isso não aconteceu problema cerebral ainda mais grave com meu pai.

Clodovil também deve ter tomado esse remédio e hoje teve novo AVC, mas o primeiro foi no tempo do câncer de próstata também.

Por isso deixo aqui aos amigos o alerta: se o médico receitar CIPROTERONA, que é indicado no combate ao câncer de próstata para os homens e um componente da fórmula do DIANE 35 para as mulheres que tratam Acne (também útil para a contracepção), fiquem bem atentos aos efeitos colaterais e suspendam o uso imediatamente.

Caso sofram de hipertensão, ou doenças cardio-vasculares, melhor nem chegar perto desse remédio. Talvez o câncer seja menos perigoso do que a CIPROTERONA.

Estágios

Um psicólogo fazia testes para admissão de novos candidatos em uma empresa e seleção:

- O senhor pode contar até dez, por favor?
- Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um.
- Por que você contou de trás pra frente?
- É que eu trabalhava na Nasa.
- Sinto muito, está reprovado.

Entra o próximo:

- O senhor pode contar até dez, por favor?
- Um, três, cinco, sete, nove, dois, quatro, seis, oito, dez.
- Por que você contou primeiro os ímpares e depois os pares?
- Porque eu trabalhava como carteiro.
- Sinto muito, está reprovado.

Entra o próximo:
- O senhor pode contar até dez, por favor?
- 1,2,3,4,5,6,7,8 e 1,2,3,4,5,6,7,8
- Por que o sr só contou até oito?
- Por que eu era dançarino.
- Sinto muito, está reprovado.

Entra o próximo:

- Antes de começarmos, por favor me diga uma coisa, o que o senhor fazia em seu emprego anterior?
- Eu era estagiário. Fazia faculdade.
- OK.Excelente. O senhor pode contar até dez?
- É claro. Ás, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, dama, valete e rei. Truuuuco, ladrão!
;)

Delírios de Amor

Essa música é o retrato exato daquilo que o mundo todo conhece por "swing brasileiro".
Nada mais gingado, romântico e "malandro" do que o conjunto dessa obra.
Essa música é "made in Brazil".
Para ouvir, clique aqui

1a. lição do dia

A moça, já não tão moça, animada ao reencontrar por acaso seu grande amor, pergunta ao amigo:
- Você acha que ele também me ama?
O amigo, sincero, responde:
- Eu acho que se ele gostasse de você, estaria ao seu lado. Você não acha?
(R.L.A.N)

2a. lição do dia

Nós não envelhecemos, porque só envelhece quem já nasce pronto.
O fogão, a geladeira, a máquina de lavar nascem prontos e vão envelhecendo, conforme o uso.
Nós, não.
O ser humano nasce e vai se formando, se moldando.
Vai tomando forma, ganhando idéias, aprendendo, refletindo e se modificando.
Portanto todos nós, hoje, somos a versão 2009 de nós mesmos (revisada e ampliada).
Por isso o ser humano nunca envelhece.
Apenas se atualiza.

(Mario Sergio Cortella)

3a. lição do dia

A magia dos clips

Ninguém dá valor aos clips. A caixinha não é muito cara, e vem um monte deles. Mas assim como os grampos, os prendedores de cabelo, as canetas BIC e os isqueiros, a gente acaba por perdê-los por aí.

Isso significa que no fundo achamos que eles não valem nada. Até que surja a necessidade de usá-los.

Por isso mesmo hoje estava pensando na filosofia dos clips. Os clips são como faxineiros de banheiro público. Quer coisa mais mal vista pela sociedade do que encontrar um emprego de "limpador de privada"? Mas quando a gente lembra deles? Quando eles não vão trabalhar, é claro!

Quando saio dos caixas eletrônicos geralmente preciso de um, e nem me preocupo em tê-los na bolsa. É só zanzar um pouquinho e sempre encontro algum apoiado em algum lugar do banco. Ontem dei sorte, e encontrei também três elásticos, novinhos.

Ao encontrá-los fiquei feliz, com a sensação de ser importante e ter alguma coisa que eu precisava ali, facinha, me esperando. Sim, é verdade! O mundo sabia da minha necessidade exata e pronto, deixou meu apetrecho disponível e a mão, gratuitamente.

Geralmente encontro mais de um clip pequeno jogado no balcão de depósitos. Uma vez ou outra tem daqueles grandões, de arquivo suspenso. Mas é difícil haver um dia em que não encontre nenhum. Só que é preciso tomar cuidado ao prender os documentos com eles, porque se ficarem muito tempo grudados no mesmo lugar, enferrujam e estragam nossas coisas.

Por isso mesmo acho que os clips são como a gente. Nem sempre nos dão valor, mas tem gente que fica feliz da vida quando nos encontra bem na hora que precisa. Logo depois de usar, acaba nos esquecendo em algum lugar por aí.

E outro vem e pega, e depois esquece, e alguém pega, depois esquece, e essa é a roda da vida.

Notícias nos Jornais

Oh! Oh! Oh! Seu Moço!
Do Disco Voador
Me leve com você
Prá onde você for
Oh! Oh! Oh! Seu Moço!
Mas não me deixe aqui
Enquanto eu sei que tem
Tanta estrela por aí...

Andei rezando para tótens e Jesus
Jamais olhei pro céu, meu disco voador além
E nas mensagens que nos chegam sem parar
Ninguém, ninguém pode notar
Estão muito ocupados prá pensar...

S.O.S.
(Raul Seixas)
{o_o}
Ouça Aqui

Procissão


Hoje foi dia de procissão. Todo ano tem, o que varia é o caminho. Traçar a rota aqui pelo bairro é um desafio, devido ao grande número de veículos e de ladeiras. Como a maior parte dos fiéis é formada por idosos, o Pároco sempre leva em conta o bem-estar de todos para a definição da trilha de Jesus.

Mas hoje foi diferente. O Padre definiu um caminho incomum, bem mais longo do que o normal. Como a missa já havia sido bem demorada, e as seção de longos beijos à Jesus crucificado fora interminável, já estava cansada e decidi acompanhar apenas a saída da procissão da igreja. Assim que Jesus passasse eu iria embora, descansar em casa.

Fiquei lá fora, quando um grupo de escoteiros veio com uma corda e isolou a faixa da esquerda da avenida, para que os veículos continuassem passando apesar da procissão. A polícia colaborou e os fiéis lotaram as ruas, seguindo o carro de som. Jesus e Nossa Sra. vieram atrás, carregados pelos homens e pelas mulheres, respectivamente.

Mas a estátua de Jesus é imensa. Ele está deitado, e o peso daquela imagem é digno de nota. Os homens da comunidade colocaram Jesus sobre os ombros, e estavam visivelmente abatidos já na porta da igreja, antes mesmo que o cortejo começasse.

O caminho seria longo, com 14 estações reproduzindo o martírio de Cristo. Logo que olhei aquela cena, dos homens cansados, tremendo com Jesus nos ombros, pensei que hoje seria o último dia que veria aquela estátua inteira. Seguramente deixariam Jesus cair, pois o peso tenderia a aumentar ao longo do caminho, apesar do rodízio combinado entre eles.

Decidi acompanhá-los movida pela imensa curiosidade de saber como eles poderiam suportar aquele peso todo. E ao lado deles segui descendo a avenida. Vários quarteirões. As pessoas, que há poucos minutos beijaram o filho de Deus na igreja, na rua pareciam outras. Incrível como um ambiente pode fazer um povo, mas hoje vi que isso é pura verdade. Dentro do templo assumem uma postura. Na rua, outra. E lá iam os rapazes e Jesus, equilibrado.

O Padre ia parando em frente às casas, ao hospital, rezando pelos doentes. Ele conhece a residência de muita gente, porque frequentemente é chamado para orar por eles, para dar a unção dos enfermos ou mesmo para abençoar as casas. Reza missas em domicílio, o que faz com que ele conheça um grande número de pessoas pelo nome e pelo endereço.

Nossos rapazes, impávidos, seguiam com Jesus. E na subida, não se fizeram de rogados. Continuaram firmes, imprimindo passo cadenciado e rápido, suportando o peso bravamente. Quando o Padre parou em frente a uma boutique chamada "Divino Pano", olhando para aquelas roupas transadas falou em alto e bom tom:

- Nós deveríamos nos preocupar em nos cobrir com o Divino Pano da Dignidade, ao invés de pensarmos apenas nas vestes!

Naquela loja havia um cachorro poodle que ficou olhando para a multidão sem latir. E algumas pessoas riram diante das palavras do padre, que em tom de crítica à futilidade humana não poupou esforços para demonstrar sua chateação com algumas pessoas da comunidade.

Teve gente que buzinou, porque a procissão começou a atrapalhar o trânsito. Outros montaram altares nas portas das casas, e receberam mil bênçãos. Quem buzinou para a procissão seguramente não reclama de usufruir do feriado, pois nosso calendário ainda é católico - apesar de hoje o Brasil ser um país predominantemente evangélico.

Hoje, para variar, vim para falar sobre uma coisa diferente que notei na comunidade: Hoje não me irritei com meus amigos fanáticos. Talvez porque tenha ficado com pena deles, pois chegaram muito cansados e suados, mas mesmo assim mostravam um sorriso no rosto de grande satisfação.

Essas pessoas não foram viajar para compor a festa católica da Páscoa, e estão a semana toda trabalhando em eventos diários para a conclamação de Jesus.

Eles são amigos, conhecem os vizinhos, sabem de muitas histórias. O fato de se reunirem sempre, proporciona a eles uma grande gama de informações sobre a comunidade e nossa gente. Dá pra ver que sentem muito amor pelo bairro, pela cidade, e trabalham para que nos tornemos uma grande família, banhada por união e muita paz.

Embora tenhamos diferenças grandes, hoje deixo registrada a minha admiração pela dedicação e abnegação com que trabalham durante o ano todo, a troco de nada. O único pagamento que recebem é a alegria dos vizinhos, que sempre têm um lugar alegre e organizado na hora em que sentem vontade de rezar.

Feliz Páscoa a todos, especialmente aos que se dedicam a construir essa festa. Não só a dos chocolates, mas a da palavra de Deus, que se resume sempre no amor que devemos sentir pelas pessoas. E na necessidade de compreendermos e aceitarmos a todos, apesar dos pesares, mais e mais a cada dia.

Pelo menos eu já conheço os defeitos deles, e eles conhecem os meus. Mas isso não nos impede de continuarmos juntos e, cada um ao seu modo, vai ajudando a fazer de nosso bairro uma grande família, que graças a Deus tem conseguido conviver em paz.

A polêmica do Bispo de Pernambuco

Depois da volta do Ronaldo, o principal assunto dessa semana é a história da menina de nove anos que foi estuprada pelo padrasto e ficou grávida de gêmeos, lá em Pernambuco.

O arcebispo decidiu excomungar os médicos que praticaram o aborto preventivo, mas não excomungou o padrasto estuprador.

A idéia que fica no ar é que, para a Igreja, a prática do estupro pode não ser assim tão grave. Vai ver que é um pecado "venal" e não "mortal". E isso explica o porquê de manterem tantos padres pedófilos sob o manto da proteção do Vaticano.

Quando eu fiz catecismo (hoje chamado de "evangelização infantil"), aprendi que devemos amar ao próximo como a nós mesmos. Não roubar, não matar, não cobiçar a mulher do próximo (deve ser por isso que tanta gente não gosta de mulher :/).

Talvez ao invés de falarmos sobre a defesa à vida, devêssemos começar a discutir sobre a importância da Instituição Igreja na sociedade. Como o bispo se deu o direito de professar sobre um assunto onde a melhor coisa teria sido ficar calado, acredito que nós, cidadãos que mantemos a Cúria e toda a estrutura de valores questionáveis da igreja, também devemos fiscalizar seus atos.

Já que é a sociedade quem paga a conta dos coquetéis anti-AIDS, já que é a sociedade quem paga a conta pelas milhares de crianças abandonadas, já que é a sociedade quem paga a conta pelos milhares de delinqüentes mantidos em cárcere, vamos começar a pensar nas contas da Igreja, e no prejuízo psicológico e financeiro que essas pessoas vêm trazendo à nós, cidadãos honestos e cumpridores das leis de Deus.

Para quem não tem boa memória, basta relembrar dois mandamentos, onde estão inseridos todos: "amar a Deus sobre todas as coisas" e "ao próximo como a nós mesmos".

Será que Deus gostaria de ver uma criança de nove anos grávida e doente, sofredora de abusos sexuais? Será que nós gostaríamos de nos ver assim? É tempo da Igreja repensar os valores, pois hoje os preservativos são quase tão importantes quanto a estrutura de saneamento básico para a prevenção de doenças físicas e sociais.

Minha proposta é a seguinte:

Já que é o povo que mantém os salários dos bispos e sua vida confortável e já que eles não pensam em acompanhar as mudanças do mundo e na necessidade de reverem os seus conceitos, é hora de mostrar a eles que a sociedade diz NÃO à hipocrisia e às escrituras escritas sabe lá DEUS por quem. (A Inquisição que não nos deixa mentir).

Minha proposta é boicotar a infra-estrutura confortável dos donos da verdade. Não como um ato contínuo, mas como um protesto, mostrando que nós precisamos de líderes espirituais que realmente tenham compromisso em melhorar o mundo dos vivos, e não apenas prometer um paraíso aos mortos.

O Brasil de hoje é um país EVANGÉLICO, pois muitos desistiram de tentar encontrar nexo na igreja CATÓLICA. Muitas dessas pessoas acabaram caindo em armadilhas ainda piores, então é preciso estarmos atentos, pois Deus fala com a gente em silêncio, não aos berros, em microfones de templos com telhados de vidro.

Para quem não sabe como funcionam as contas da igreja, aqui está uma cópia do balanço mensal da paróquia da minha região (distribuído gratuitamente a quem possa interessar, durante o ano todo).

FINANÇAS DA PARÓQUIA
Nsa Sra Rosário Pompéia

DEZEMBRO/2008

Histórico Entrada

Dízimos 30.601,00
Batizados 610,00
Casamentos 4.640,00
Donativos e Coletas de Missa 36.718,54
Venda de mat. de culto 6.507,09

Histórico Saídas

Coleta Centro Social 4.716,00
Coleta Missões 4.175,02
Contribuição Mitra
Arquidiocesana 4.250,00
Contribuição Província
Camiliana 3.500,00
Despesas Admnistrat. 4.195,93
Despesas Bancárias 698,29
Despesas Gerais 6.762,04
Doação Santa Catarina 9.045,00
Devolução de Espórtulas 2.467,00
Folha Pagamento Funcio. 17.137,59
Honorários Pe. Arlindo
e Pe. João 2.600,00
Manutenção e instala. 1.534,22
Material de Construção 3.292,72
Reforma Pintura 3.000,00
Reforma Telhado 6.000,00
Reforma Vitrais 18.791,90

TOTAIS

Entrada 79.076,63
Saída 92.165,71
Saldo - 13.089,08

O Dízimo representa 38,70% da receita, e chega a mais de 50% em meses normais.
Portanto, só UMA igreja de UM bairro de São Paulo, que é UMA cidade do Brasil, doou à ARQUIDIOCESE e a um grupo geral de religiosos quase 8.000,00.

Multiplicando-se esse valor pelo Brasil todo, gostaríamos de saber para onde vai tanto dinheiro. Acho que daria para não existir mais nenhuma pessoa em condições de rua, ou ao menos se fazer um trabalho de prevenção à condição de miséria, já que a VIDA é tão preservada por esse grupo de religiosos.

Vamos pedir para que a ARQUIDIOCESE seja honesta como a Paróquia da Pompéia e ABRA SUAS CONTAS. E aí sim, no dia em que se tornar REALMENTE CONFIÁVEL, possa vir a aconselhar a sociedade sobre condutas morais.

Ronaldo

Esse vídeo do Lula e do Ronaldo é um barato. Vale a pena assistir. É só clicar aqui, esperar carregar e apertar o play.

Confiança


Há seis requisitos necessários para um casamento ser feliz: o primeiro chama-se Fé, e os outros cinco, Confiança



Autor: Hubbard , Elbert

Consolo no choro


Eu era muito de chorar à toa. Até que um dia decidi me controlar. Quem muito colaborou para que eu parasse quase que definitivamente de chorar foi o Gasparetto. Ele dizia em seus programas de auto-ajuda que quem chora se faz de coitado e é "bunda-mole". Aí eu acabei concordando com ele, e toda vez que sentia vontade de chorar pensava que não devia fazer papel de vítima nem de coitadinha, e segurava até a vontade passar.

Com o passar do tempo e a aplicação desse método (muitas e muitas vezes), comecei a notar um vazio no peito, uma sensação ruim, um "gelo".

A internet tem respostas para quase tudo, mas há uma resposta que não está na internet: "como esquecer alguém". Existem alguns tópicos falando sobre isso - todos inúteis.

Conheço alguns jeitos de desviar o pensamento: evitar filmes e músicas românticas, evitar o encontro com a pessoa, evitar os mesmos ambientes, sumir com suas fotos e procurar alguma coisa para fazer quando pintar a vontade de procurar. Não olhar mais o orkut, não querer notícias, arrumar outro. Esses são alguns dos muitos métodos que ajudam a gente a esquecer alguém.

Mas como é impossível desrosquear a cabeça e deixá-la em casa, o pensamento vai com a gente e a lembrança da pessoa fica feito sombra. Assim, para esquecer é pior do que largar um vício, já que o cigarro a gente tem que comprar, mas a paixão anda por aí conosco, não dá pra jogá-la fora ou arrumar um remédio que cure essa "doença".

Talvez uma das técnicas para esquecer alguém seja justamente se permitir chorar. Separar um dia para ser completa e irrestritamente infeliz. Guardar uma noite para ser "coitado". Para ser a mais pobre e abandonada criatura do mundo. Chorar até cansar. Para ver se sai o mal-estar do peito. E torcer que aquelas lembranças sejam eliminadas "via-lágrimas".

Dizem que chorar lava a alma, "limpa por dentro". Vou contar pro Gasparetto que chorar não é assim tão ruim. Afinal, choro rima com consolo. E quando a gente se vê sozinho, quem, além do choro, pode nos fazer companhia?

Tá tudo bem

Tem dias em que a gente está tão triste, mas tão triste, que a melhor coisa é arrumar um jeito de fingir - pra gente mesmo - que está tudo ótimo.

Decepção

Hoje estou com vontade de falar sobre decepção. Dizem que "não mata - ensina a viver". Concordo que ensine a viver, mas acho que às vezes pode matar, sim.

É porque quando a decepção é muito, muito grande, a dor chega a ser física. Tem vezes em que ficamos tão tristes que parece haver um buraco no peito. Um aperto, uma dor... que não são apenas formas de expressão, mas dores, na pura denotação da palavra.

Quem olha de fora pergunta se está tudo bem e a resposta é aquela de sempre: tá sim! Mas por dentro, "tá nada". Quando a imagem da realidade se confronta com o universo da ilusão - pintado pelas cores da paixão, existe uma ruptura tão imensa, que faz a gente esquecer o próprio nome.

Talvez todo mundo conheça casais tão ligados que quando um morre, o outro morre pouco tempo depois. É que a cabeça da gente comanda a saúde. E quando a pessoa dá o azar de ser passional demais, o coração comanda a cabeça. O desânimo e a tristeza são os pais da doença, e a alegria a mãe da felicidade.

Geralmente a decepção vem pela perda, pela traição, pela indiferença. A traição, hoje, é tratada como assunto superável, coisa boba, mas ao longo da história vem sendo uma das maiores causas de sofrimento do ser humano. O "Clube do Corno" (aquele, do Falcão e do Reginaldo Rossi), foi criado para brincar com um assunto que provoca seqüelas mentais gravíssimas. Euclides da Cunha foi morto pelo suposto amante da mulher. Isso porque tinha ido ao encontro dele para matá-lo - e levou a pior. Como ele, muitos outros casais morrem e matam por aí. Outros não morrem de tiro, mas morrem por dentro.

A traição entristece, adoece, tira o ânimo e o que é pior, tira o gosto pela vida. A sensação que se tem é que nenhum ser humano é digno de confiança, que a nossa vida foi uma mentira, que o tempo todo que vivemos aquilo foi um tempo não vivido - perdido.

E é estranho muitas pessoas ainda exporem os parceiros a isso, sendo que, nos dias de hoje, temos plena e total liberdade para vivermos os relacionamentos mais "abertos" do mundo, desde que os dois envolvidos consintam essa forma de convivência.

Quando alguém diz que não ama, não apenas está dizendo que não sente amor, mas que não sente NADA. Porque se houvesse paixão, seria impossível distingüir se há ou não amor. A paixão cega. E cega muuuito. O que a paixão colore, a decepção desbota. E nunca voltamos a ser quem éramos antes. A decepção descolore o que a paixão pintou e até o colorido que havia antes da paixão chegar.

Mas tem uma coisa muito boa em sofrer muitas e muitas decepções ao longo da vida: É que a intensidade do sofrimento vai diminuindo. É o famoso "eu já sabia..." Isso é bom e é ruim. É bom porque na hora a gente sacode a poeira mais rápido. Mas é ruim, porque no próximo relacionamento, nunca daremos de nós aqueles 100%, tão necessários para que os dias de felicidade sejam realmente completos. Vai haver sempre o "pé atrás".

O grande algoz da vida da gente é sempre o primeiro a nos decepcionar, a nos trair. A partir dali, ele passa a ser o parâmetro de conduta. Por isso é aconselhável não trair alguém que nunca foi traído. Porque corre-se o risco de se tornar uma pessoa "inesquecível".

Uma vez sofri uma decepção tão grande, e engraçado que se deu com alguém que eu nem gostava tanto, já nem gostava mais. Nosso relacionamento já estava morto e enterrado, quando ele veio me contar sobre o "produto" de sua traição. Nem sei bem se foi traição, deve ter sido uma das muitas que eu não fiquei sabendo.

Como ia dizendo, nem sei porque ele veio me contar sobre isso, acho que foi por maldade mesmo, porque eu poderia ter passado em branco daquilo tudo, já que o enterro de nosso relacionamento já datava de quatro anos. Mas foi um trauma, um choque, uma mistura de ódio com indignação. Quando fiquei ciente de que não significava absolutamente nada para aquela pessoa, percebi que embora ele significasse pouco para mim eu significava ainda menos para ele. Então me dei conta de minha pequenês.

E o que dá vontade de fazer com alguém que nos joga na cara nossa impotência diante do mundo? Se é dessa impotência que a gente passa a vida toda fugindo, tentando achar um canto onde a gente possa se sentir "alguém", possa ser feliz. E esse lugar já foi nos braços dessa pessoa, que de repente decide nos jogar na cara nossa insignificância!!! Ah, que sujeira!!!

Lembro que os chifres me pesaram menos do que o ódio mortal que passei a sentir. O tempo foi passando e os chifres me eram leves e o ódio, pesado. Só consegui me livrar do ódio com muita oração. E quando consegui, passei a correr do ódio como o diabo da cruz. Hoje em dia prefiro demorar mais para esquecer alguém do que nutrir raiva pela pessoa. Logo que sinto um começo de raiva já desvio o pensamento para não ficar amarrada naquele mal-estar. Demora mais pra esquecer, porque a tendência é amolecer com o "cabra" e perdoar. Mas é só manter a cabeça no lugar que depois de um tempo some o ódio, some o chifre e sobra a experiência.

Mas ainda há mais um obstáculo a ser transposto: o "pé atrás" com o próximo "amor". O bom é que Deus nos criou com um mecanismo mental que nos faz desligar da desconfiança quase que completamente. Por isso mesmo todos os seres humanos são susceptíveis a caírem no mesmo golpe inúmeras vezes. É que o instinto de confiança (que já nasce com a gente, já que nos entregamos ao "colo" de tantos desconhecidos, voluntária ou involuntariamente) sempre fala mais alto. E nesse ponto até que é bom, porque o coração "bobo", consegue se apaixonar novamente.

Existe uma coisa boa na decepção: eu, pelo menos, sempre vejo nela o marco para começar uma nova fase, e sei que um dia vou dar graças a Deus disso ter acontecido. Com o passar do tempo (que só Deus sabe quanto), acabamos olhando para aquela pessoa como uma ilustre desconhecida, já que a paixão não só deixa o amado mais bonito, como mais próximo do coração - por mais distante que ele se coloque, física ou emocionalmente da gente.






Nem tudo está perdido!

Agora há pouco levei um susto! Entrei no blog da Soninha, que é subprefeita da minha região e me surpreendi. Já é diferente um "político" ter um blog onde fale sobre sua rotina, mas mais diferente ainda foi o que ela fez hoje:

Após receber seu primeiro salário, postou no blog seu hollerith completo, com descontos e tudo mais. Ontem estava falando que dinheiro é assunto proibido para a sociedade (ainda mais para políticos) e hoje tive essa surpresa. Acho que talvez valha a pena remar contra a maré. Ela está fazendo isso.

Não votei nela e discordo de muitas de suas idéias, mas após ler suas postagens e um outro blog, onde ela conta com riqueza de detalhes o porquê de ter saído do PT, confesso que vejo nela muitos exemplos a serem seguidos.

Aqui está a cópia de seu hollerith como Subprefeita da Lapa:

(...)

Recebi meu primeiro salário. Agora já sei quanto ganho.

Eu sabia que era "menos que vereador", mas não sabia exatamente quanto.

Se bem que esse é o acumulado de janeiro e fevereiro, então não é o valor "real".

Aí vai:

Vencimentos

Padrão de Vencimento/Salário - 12 dias - R$847,57 (Esse é o de janeiro, claro)

Padrão de Vencimento/Salário - 28 dias - R$2.189,55

Atualização Monetária - DEC 31131/92 - R$10,62

Verba Representação - L 11511 - R$1.365,87 (Não sei bem o que quer dizer, mas ainda bem que existe. Certamente é apenas um jeito de reforçar o salário)

Verba Representação - L 11511 - R$3.258, 50 (Essa é a de fevereiro)

Auxílio Refeição - R$94, 23 (Não sabia que tinha isso!)

Auxílio Refeição - R$188,46 (E esse é fevereiro também)

Total de vencimentos - R$8.224,80

Mas...

Descontos:

Imposto de Renda na Fonte - -R$1.362,25

Contribuição RGPS/INSS - -R$243,47

Contribuição RGPS/INSS - -R$334,28

Total de Descontos - R$1.940,00

Líquido a creditar - R$6.284,80

Então é mais ou menos isso que ganha Subprefeito. Por uma jornada de "40 horas semanais"

(...)

A danada da vírgula veio certo, mas que ficou engraçado, ficou

Vejam essa notícia de hoje:

O artilheiro Keirrison comemora a boa fase "com a camisa do Palmeiras", mas na foto ele se exibe de braços abertos com uma camisa nada menos do que "preta e branca".

Se houvesse uma vírgula separando a "boa fase" da "camisa", a notícia estaria errada. O texto veio certinho, mas que ficou engraçado, ficou.
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Deixa o barco correr

Vou deixar de remar contra a maré, vamos ver onde ela vai dar

Protesto original no Jornal do Bairro (Jornal da Gente, Lapa)


Registro: 1410
De: OLHO NELES
Para: ..JESUS CRISTO...
Data: 12/2/2009 07:14:40
Sua bronca:

..SENHOR..NAS ORAÇÕES QUE A SUB PREFEITA FAZ DIARIAMENTE,PEDINDO SUA AJUDA, POR FAVOR DIGA PRA ELA QUE TEM UM PORTÃO QUE SE ABRE E PERMANECE ABERTO TODO O DIA OCUPANDO METADE DA CALÇADA DEFRONTE AO NUMERO 272 DA RUA CLELIA,ELE NÃO CONSEGUE ABRIR PRA DENTRO DA PROPRIEDADE E COMO É UM ESTACIONAMENTO FICA NA METADE DELA INTERDITANDO A PASSAGEM...AMEM...

Aquilo que ninguém fala

Quando sento e paro para pensar em tempo perdido, sempre penso no porquê de ninguém ter me ensinado aquilo que demoro tanto tempo para perceber.

Dizem que as pessoas falam mas que a gente não presta atenção. Eu até concordo - em parte. Nem tudo o que a gente escuta faz sentido naquele momento. Mas há outras coisas que ninguém fala mesmo.

Por exemplo: ninguém nunca me ensinou a "cobrar" as pessoas. A falar sobre dinheiro de uma forma natural. Sempre levei a pior em questões de negócios, um pouco por achar que a gente nunca deve querer levar vantagem, e outro pouco por ver esse assunto com a reserva que a sociedade nos coloca.

A igreja católica é dúbia: Primeiro diz que é mais fácil um camelo passar no buraco da agulha do que um rico entrar para o reino dos céus. Depois, em evangelho clássico, nos mostra que aquele que multiplica os "talentos" - sinônimo de dinheiro no texto - é o melhor visto aos olhos de Deus. O Padre fala para a gente entender talento como divisão de conhecimento, mas é mentira. O texto é bem claro: Jesus deixou uma moeda com cada um. Um enterrou, o outro gastou e o outro usou para fazer dinheiro. E o último foi o mais reverenciado. Quer dizer que se alguém me der cem reais para guardar e eu gastar para comprar cerveja e revender, mesmo correndo o risco de perder tudo, Deus vai gostar mais de mim? Estranho, né? Acharia correto fazer isso com o consentimento do dono da grana, mas sem o consentimento, discordo do Padre. Segundo esse conceito, os banqueiros são os maiores benfeitores do universo.

Dinheiro é mesmo um assunto reservado. Quando um amigo arruma um emprego novo, só comenta se vai ganhar bem ou mal. Ou o suficiente. Valores, em si, nunca falam. Muitos casais se unem e se separam por motivos econômicos. Esse assunto é visto como algo proibido, então só no dia-a-dia é que vão confrontar os hábitos e muitas vezes já é tarde para perceber que não combinam. Já estão cheios de dívidas e compromissos. Tudo porque não conversaram sobre hábitos econômicos antes do casamento. Se um é perdulário demais e o outro econômico demais, é quase certo que o relacionamento vá pro buraco. Por mais amor que exista entre os dois. Mas se alguém levantar essa questão, corre o risco de ser rotulado como "interesseiro", "pão duro", "mercenário" ou até mesmo "frio e calculista, sem coração".

Outra coisa que nunca aprendi: a saber que há homens que se aproximam da gente porque são gays e querem disfarçar a sexualidade, andando acompanhados por mulheres. Hoje em dia me parece uma coisa boba de saber, mas passei muitos anos na ignorância desse fato. Pensando em não ser preconceituosa e tirar conclusões precipitadas, esperava ver para crer. Até que chegou um dia em que um deles me disse que há certas coisas que são óbvias. E se ele mesmo estava me dizendo isso, quem era eu pra discordar?

Enquanto isso, por aí, muitos andam conquistando e despedaçando os corações de donzelas com olhares que só servem para iludi-las. Isso é golpe baixo, maldade. Mas existe muito por aí. E é uma coisa que procuro ensinar para minha sobrinha desde pequena. A não ser vampirizada por gays. Pois nesse ponto, costumam ser muito egoístas.

Há muitas coisas na vida que não nos são ditas. Na hora da escolha da profissão, não nos falam sobre a estressante rotina de trabalho, as horas e horas fechadas em escritório, a competitividade do colega de trabalho, as cobranças.

Sempre achei que quando saísse da faculdade teria que ser expert no assunto, até descobrir que isso é uma bobagem. A gente sai sabendo muito pouco, e erra muito o tempo todo, mesmo depois de anos e anos de experiência. Os tais especialistas não são tão especialistas assim, e que muitos nomes são dados às pessoas, mas não passam de nomes. De alcunhas. De patentes. E uma alcunha não passa de burocracia. Geralmente não significa nada.

Há muitos profissionais que não cursaram faculdade que são muito mais competentes do que os magistrados. Essa constatação é combatida pelos estudiosos, mas é pura realidade. Outro dia achei graça quando uma pessoa desdenhou de um acupunturista chinês, por não ter curso de Medicina. Ora ora, foram os chineses que descobriram a técnica, e agora a burocracia quer tirá-los fora do exercício da profissão!?! Parece até piada, mas muita gente nem fica vermelha quando fala isso. Porque estão amarrados ao diploma.

A vovó mandava tomar chazinho pra gripe, e o médico desdenhava. Atualmente, nos labotarórios da Unicamp fazem mil experiências e gastam rios de dinheiro para descobertas incríveis: é bom tomar chazinho! Mas então a vovó estava certa? Nãaaaoooo... vovó era "empírica".....

No curriculum a gente não põe nossas características pessoais, como caráter, disponibilidade em ser amigo, gosto pelo ensino, nada disso. A gente só põe cursos e experiência profissional. Às vezes temos que por fotos, e essas também mostram muito pouco sobre a pessoa que somos. O ser humano mesmo, não aparece ali. Apenas os enfeites que conseguimos tecer sobre nossa trajetória pessoal contam pontos. O diploma que compramos a prazo, e pouco mais do que isso. Não é de se estranhar que nas empresas haja tanto problema de convívio e de doenças do trabalho. É porque o ser humano tem que se esconder de si o tempo todo, e isso dói muito mesmo, não tem jeito.